A VIDA VEM EM ONDAS? ENTÃO TOMA TSUNAMI!!!

E quem não sabe que na vida tudo é incerto?

E eu que estava triste, depois desapeguei da tristeza inútil fazendo uma bela duma noitada em plena terça feira pra retomar a rotina de trabalho, filhos e etc, ganhei um presente.

Estou preparando o roçamento para um bruch de casamento, vocês sabem. Num determinado momento, resolvi telefonar para uma amiga que poderia me dar algumas dicas, sobre coisas que eu ainda não sabia, para terminar o bendito orçamento.

Bem, o que aconteceu é que esta amiga me indicou para participar de um evento para cerimonialistas (produtores de festas de casamentos e afins). E não era tudo o que eu precisava? Conhecer as pessoas certas, no lugar certo, é, ainda por cima, conseguir uma vaga para um curso de cerimonialista? Começa em janeiro. E assim, vou continuando a tradição de estar fazendo mais um curso, em mais um janeiro. Incrível ou não?

Eu acho incrível!!

Teve hospital também. e teve Flamengo empatando na televisão enquanto eu reencontrava antigos amigos e alguns desafetos também, no bar onde assisti o jogo. Eu explico essa história de desafeto: a esposa de um grande amigo de infância, que também foi uma paixão. Ela não me suporta. Eu, sinceramente, não me importo nem com ela, nem com ele. O mundo dá voltas, tudo muda, todos mudam. A pessoa que ele é hoje, não tem nada a ver com a do passado. 

Mas mesmo assim ficamos todos juntos, num bar de música ao vivo, depois do jogo. E eu fui pro palco!! E cantei!! ” Mas tente compreender/ morando em São gonçalo vc sabe como é…”

Altíssimo astral.

E o evento, na terça, foi magnífico. Conheci pessoas que com certeza farão parte de minha (outra) vida profissional, enquanto outras, eu nem parecia estar conhecendo. Parecia estar reencontrando!! E teve deguistação de espumantes, comida e música de qualidade.

E apareceu mais um trabalho, mas isso foi na segunda. Um jantar. Sabem quando? Rá!

Na sexta, dia 04/12.  E o primeiro final de semana de dezembro será (espero) uma pequena amostra do que eu pretendo viver durante os finais de semana de 2010:

 jantar na sexta, casamento da Afrodite (buffet e bolo) no sábado, e bolo de noivado no domingo. Logo após a entrega do último bolo, o último jogo do flamengo no campeonato brasileiro e, logo após, o primeiro ensaio técnico da Viradouro na Marques de Sapucaí.

Sobreviverei para narrar essas emoções pra vocês, eu prometo!!!

Eu quero, eu posso, eu faço!!

 

 

 

 

 

A VOLTA POR CIMA, POR UM LADO E POR OUTRO…

Não há segunda-feira que para sempre dure!! E a minha terça amanheceu cheia de esperanças e olho vivo nos projetos.

Um banho delicioso, uma minissaia bem curtinha. Análise, shopping e o compromisso com o samba. Eu e miguxa fizemos como nos tempos de escola: respondemos à chamada e fomos embora, beber umas cervejas, aproveitar a terça como se fosse sábado, uma vez que meus finais de semana estão comprometidos com a cozinha até… Ai! Melhor nem pensar nisso: ao que tudo indica, meus finais de semana estão comprometidos com a cozinha até o naltal. Sim, isso é muito bom!!

Todos aqui sabem do meu apego às quatro rodas do meu celta. Mas naquele dia, eu estava de ônibus. E bebi umas cervejas, de bem com a vida, até entrar num taxi para voltar para casa, umas 23 horas, mais ou menos.

Mulheres, celulares e bebida alcoolica: uma mistura que dá samba, sempre!

E lá estava eu, dentro do taxi, telefonando, desistindo de voltar para casa, resolvendo continuar na rua. Amigas, risadas, sinuca, uma noite deliciosa, nem quente demais, nem tampouco fria. Tudo do jeito que deve ser!!

Como foi que acabou?

Rá!!!

Na cama…. Mas não foi na minha não, viu?!

Estou voltando ao normal. Sinto prazer de ser quem eu sou novamente.

Meu nome é Chris, não é Maria. Mas, como na música do Milton Nascimento, possuo a estranha mania de ter fé na vida!!!!!

U-HÙ!!!!!

Leila, Geisy e eu justificando o dia de ontem.

E logo após o meu post “mimimi” de ontem, algumas lágrimas, um café quentinho do hospital e alguns doentes, ganhei de presento o jornal O Globo, do familiar de um doente que está internado. É comum eu ganhar presentes: balas, bonbons, lanches, perfumes, e  até calcinha(!!!)

Mas, voltemos ao jornal. Segundo caderno, colunista: Joaquim Ferreira dos Santos. O título: ” Leila@ipanema para Geisy@Uniban”. Enfim, Leila Diniz, em pessoa, conversava e consolava a Geisy, e eu de quebra.

Ser chamada de puta não é muito agradável. Não é muito positivo para uma mulher, viver como se quer, com o comprimento da saia a barriga de grávida de fora falando palavrão ou abobrinha. Porque o país é machista, etc e tal.  Gostei do texto, gostei da parte em que a Leila dizia que só queria se divertir…

Mas porque Leila Diniz conversou comigo de quebra? Ah!! Primeiro porque sou mulher e ainda uso minissaia (ok, estou tentando substituir por recatadas bermudinhas, mas ainda sofro recaídas). Depois, porque sempre vivi como eu quis, e, antes de me tornar uma mamãe, não me importava com o que falavam de mim. E volto a não me importar.

Porque da minha vida, nenhum homem daria conta. Porque vejo os resultados das minhas lutas e me orgulho deles. Porque as minhas filhas são muito felizes, bem- educadas e só tiram nota dez na escola (o que me dá o direito de dizer que sou, sim, uma ótima mãe).

Mas o principal, o que mais importa, é que sei de mim. Das limitações, dos defeitos. Penso, me observo, me aceito. EU briguei com cara que eu sei quem é. Já Puro-Osso, que não sabe de si, usou o personagem que ele pensa que é ele para brigar com a pessoa que ele pensa que eu sou. Enfim, um equivocado.

Aí eu parei de sentir pena de mim e fiquei orgulhosa. Neste ano, rompi relações com duas pessoas equivocadas sobre si. Não perdi muita coisa. Ganhei apenas.

O que falta é parar de projetar sobre Puro-osso qualidades que ele não possui. Que não sabe ser companheiro, é fato. Quem não sabe de si não tem condições de ser nada para ninguém.

Entendendo que não serve para ser companheiro uma vez que ao lado dele me sinto muito mais sozinha, buscava apenas o sexo, algo que ele ainda podia me dar, sexo casual de qualidade, com carinho e intimidade. Agora, nem isso mais. E a percepção de que, sem um rompimento definitivo, sem uma BRIGA, essa página não será virada.

Repito que todos os dias são um primeiro dia em potencial.

Viremos a página.

Me perdôo por me negar a viver mediocridades e fantasias. Prefiro a vida real, com seus altos e baixos, dores e delícias.

Acho que não apanharei mais da analista. De mim mesma, já estou recebendo mimos.

Dessa vez eu apanho da analista

Se me perguntassem, até outro dia desses, o que eu pensava a respeito dos rótulos, eu diria que os odeio. Nos cadernos da adolescência, dissertava, pingando lágrimas sobre as folhas, sentida, sofrida, sem entender se eu “era” o que não deveria ser, se não “era” o que esperavam que eu fosse, e que ser “autêntica” era a maior demosntração de força e de coragem que eu poderia testemunhar. E ouvia Legiâo Urbana: ” nada mais vai me ferir/é que eu já me acostumei/com a estrada errada que eu segui/com a minha própria lei”

Ser autêntico é o que mesmo? E legal, bacana, gente boa? No que consiste? Todos temos cada característica inerente à humanidade. As boas e as más. No momento posso dizer que a vida consiste em esconder as más e forjar as boas. Mas isso é só neste momento, porque, na verdade, busco e assumo as minhas características más. Muitas vezes faço questão de mostar apenas essas. Depois de ver minha pior face, só permanesce ao meu lado que me ama de verdade.

Eu que já soube tanto, sobre tantos assuntos, vejo agora desmoronar certezas e convicções.

O título deste post seria “como o flamengo revoluciona minha vida amorosa/sexual”. Mas o sol se pôs, e a noite trouxe briga, discussão, lágrimas, e muitas dúvidas.

Sou flamengo. E gosto de assistir aos jogos do meu time num bar perto da minha casa. Depois da última briga com Puro-Osso (bem, não foi uma briga, mas uma triste constatação de que não dá, não dá mesmo, triste, mas é verdade) a gente não havia mais se encontrado. O cara trabalha na esquina da minha casa, e mesmo assim, a vida nos poupou, evitando por umas seis semanas que os olhares se cruzassem.

Voltemos ao futebol. Fui ver o jogo da semana passada, e quem é que eu encontro? Sim, Aquela silueta 100% cálcio. Vimos a vitòria rubro-negra, bebemos umas cervejas, dormimos juntos e, durante a semana, fizemos um acordo tácito de assistir o restante da saga flamenguista rumo à vitória. Mais uma rodada do campeonato brasileiro. O jogo era no domingo, mas desde sábado já estávamos juntos. Cerveja, violão, olhares doces de minha parte e o temporário esquecimento dos motivos que tornam inviável esta relação. Eu olhava e pensava: “porque não podemos viver juntos?”

A lua de mel não durou nem 24 horas. Na noite de domingo, mais uma briga, mais uma patética e infeliz troca de acusações e maldições. Sinto ciúmes, sinto carinho, sinto um tesão feladaputa que não me permite deixar passar essa fase da minha vida. Uma relação estável e madura com este eu já risquei do meu caderninho de possibilidades. Adolescentes de 34 anos não podem viver vida de adulto. Pessoas extremamentes egoístas e equivocadas em relação a si próprias não podem viver uma relação amorosa. Descobri isso no primeiro desses mais de três anos de relação. Mas gostava dele. A solução foi terminar o namoro e continuar numa espécie de relação aberta, onde eu dava para ela na hora que eu queria. E até namorei Gatchenho, e até tive umas paixonites rápidas. Mas sempre voltava para aquele que eu imaginava me amar, uma vez que sempre esteve disponível para mim na hora que eu queria.

Fui criada para casar.

Um marido me faz falta, socialmente falando.

Um amor verdadeiro, nunca tive. Imagino que eu já esteja pronta para viver um troço desses, mas o medo, este me impede e paralisa.

Comecei o post falando do ser autêntico. De uma maneira bastante autêntica, fiz minha imagem. Livre, solta, popstar. Inacessível o meu íntimo. Uma discrepância absurda entre o que se vê e o que é de fato, a realidade. Passeio entre a pessoa que sou e a pessoa que pareço ser. Muitos dos que convivem comigo sabem que sou complicada pra cacete. Vários outros vêm uma mulher extremamente inteligente e talentosa, que cola com os caras errados, que vive uma vida errada e que faz o possível para se rebaixar ao nìvel da mediocridade geral. Que esconde os próprios tesouros.

Me sinto só e encontrar Puro-Osso só faz aumentar minha solidão. Se eu fosse um pouco mais burra, poderia ter sido feliz com ele, um cara que parece ( apenas parece) ser um “menino de ouro”.

Ontem vivi novamente um infeliz enredo. Vivendo na Bahia com o meu primeiro marido,  produzíamos discussões onde eu era arrasada. Sete anos juntos fazem com que saibamos muito bem das fraquezas, dos pontos mais doloridos, do que faz a pessoa desmontar. Precisei ignorar todos os sinais e evidências do fim de uma relação amorosa para escutar novamente aquelas palavras que me desmontam, que me deixam sem chão, e que fazem com que eu acredite na minha inferioridade como ser humano.

IN RIVOTRIL WE TRUST!!

E para quem pensa que a serenidade da mulherpolvo tem algo a ver com ficar quieta… Nana ninanão!!! Definitivamente, não. Está sentado(a)?

Vou desfilar para a escola de samba Unidos do Viradouro!!!! Rá!

Não sei se sempre sonhei ou quis, mas… Apareceu uma oportunidade e lá estou eu, na quadra da escola, conhecendo figuras interessantes, de um admirável mundo novo, muito alegre e emocionante.

E lá estva eu, na quadra, esperando o ensaio começar, quando de repente…

ACABOU A LUZ!!!

E eu que tinha saído da minha casa, toda arrumadinha, às cinco e pouca da manhã, para ir para o hospital… Dormi no ônibus, e ao achegar ao centro do Rio… Baita chuva! Foi descer do ônibus e tomar um banho de água imunda de rua. Cheguei no trabalho já indo tomar banho, os meus pés estavam pretinhos… Mas tudo bem, não perco mais meu bom humor por qualquer contratempo.

Doze horas de plantão, outro banho, outra roupa. Saída do hospital para o samba.

Imagina o que aconteceu? Sim, caros amigos, começou uma baita chuva novamente!!!

Eu deveria ter percebido os sinais?

Bem, não sei, eu tava morta de preguiça de sair depois da labuta, mas eu precisava, o samba agora é compromisso, dos mais sérios.

Depois do apagão, a volta para casa, de ônibus, no escuro. Sim, sim, sou a maior maria gasolina, não suporto andar de ônibus. Mas mesmo assim, eu não tava de mau-humor.

Eu já descrevi o lugar onde moro? Não, né… É um lugar muito legal, mas a minha rua não tem calçamento, e a minha casa fica a uns setecentos metros da estrada onde passa o ônibus.

Mermãaaaaaaaao!!! Quando desci do coletivo, a minha rua tava um breu. Hora: meia-noite. Não dava pra passar, sem luz, com chuva, com lama e de sapato alto… O primeiro carro que entrou para a minha rua, eu fiz parar e pedi pro motorista me levar em casa. Simples assim. Como é que eu ia andar caindo (com certeza cairia) na lama??

Entrar em casa depois de um dia exaustivo é uma delícia. Mas ontem foi extasiante. O ponto alto do deleite-de-estar-em-casa foi abrir a gaveta da mesinha de cabeceira e sacar uns comprimidos de rivotril.  Garantia de uma bela noite de sono sem preocupações com o calor ou com os mosquitos…. Ahhhhhhhhh…. O segundo medicamento mais vendido do Brasil salvou meu dia, ou seja, a minha noite, e imagino que a de muitos outros brasileiros…

 

 

 

O MUNDO É DA COR QUE A GENTE PINTA!!

Já faz alguns dias que eu estou querendo escrever sobre um determinado assunto, mas as picuinhas do cotidiano me distraem, e eu acabo me esquecendo que tenho algo a dizer.

Entre uma fornada de pão de batata (delixia!!!), uma pia cheia de louça, e algumas rosinhas de açúcar, fui relexar de pés pro alto, assistindo “Legalmente Loira” (passou o 1 e o 2 ontem, em sequência, na Universal).

Uma loirinha otimista determinada… Hum… Acho que sei como é!! Faço questão de assistir, mesmo que só um pedacinho toda a vez que passa, para não me esquecer do poder do sorriso, da determinação, da amizade e de outros valores que não costumam receber muita atenção das pessoas.

Eu vejo filmes bobos!! Eu adoro filminhos de mulherzinha, esses onde ninguém morre, ninguém mata, ninguém rouba. É que eu gosto de pintar meu mundo com as cores que considero mais belas, e não entendo como vou relaxar vendo morte, sangue, traições de todo o tipo, essas coisas.  Acaba que o pensamento fica repleto de sentimentos negativos, tristes.

Nos estudos de espiritismo, a gente aprende que todos os nossos pensamentos ficam gravados à nossa volta. E que não adianta não fazer o mal e ficar pensando no mal o tempo todo. Também aprendemos que acima ( ou junto, sei lá) da atmosfera do nosso planeta, existe a psicosfera, onde todos os pensamentos de todos os habitantes forma esta espécie de aura. Nos dias de hoje, essa psicosfera é densa, cheia de sentimentos de dor, vingança e ódio, mas conforme mais pessoas elevam seus pensamentos, e buscam os sentimentos mais sublimes de amor, perdão e solidariedade, a aura da Terra também se torna mais etérea, mais bela, e o nosso planeta, belo dia desses, vira um lugar melhor de se viver.

Então, pessoas,  que tal lembrar disso nos momentos que, a sós com seus botões, der uma vontade enooooooorme de bolar maquiavélicas vinganças contra quem quer que seja, ou quando der vontade de xingar bem alto um palavrão bem cabeludo…. Olha, não to falando aqui para esquecer do Vin Diesel, do Bruce Willis e dos outros valentões, afinal nem só de de ” A Noviça Rebelde” vive o cinema… Mas dá pra dosar… O planeta agradece!!

 

 

 

PODE VIR QUENTE, QUE EU ESTOU…

O verão resolveu aparecer com tudo, em plena primavera. Não reckamei, apesar de estar quase derretendo, eu e minhas rosas de açúcar. me presenteei pagando três plantões. O resultado: dez dias maravilhosos e ensolarados sem precisar ir pro hospital.

O pontapé inicial de um projeto acalentado há anos, que nunca andava por conta da falta de humildade dos muitos com quem convivo. Eu explico: eu sempre quis preparar uma cesta de lanches para vender no comércio aqui das redondezas da minha casa. Eu não poderia, não posso sair para vender por ter o hospital e por precisar preparar os lanches. O mais engraçado, é que, mesmo sem grana, todas as pessoas que escutaram minha proposta, não quiseram saber. Neguinho prefere ficar em casa, durinhos da silva, a sair humildemente de porta em porta vendendo lanche. E ganhando… Bem, agora tudo mudou. Meu sócio e amigo se propôs a sair pra vender os benditos lanches. E sabem o que aconteceu? Antes mesmo de sair de casa para vender os primeiros, ele vendeu todos os pães que produzimos, para as amigas, por telefone. Com essa primeira produção ganhamos o suficiente para nos encorajar a continuar…

Acordo de manhã com a certeza absoluta de que sou feliz. Não, não tenho uma porção de coisas que gostaria de ter, mas me sinto TÂO abençoada pelo que tenho, e principalmente pela minha capacidade de luta. to começando a AMAR os momentos em que fico mais dura, pois sempre acabo dando um jeito e me sentindo ainda mais capaz.

De volta ao hospital, queimadona e de vestido novo. Também amo este lugar. Um amor estranho, no fim das contas, entendo que o que amo mesmo é a oportunidade de me doar a essa gente tão estranha e necessitada. E quem de nós não é estranho e necessitado?

Mas sabem o que eu tenho de mais extraordinário para deixar aqui??

ESTE MÊS EU NÃO TIVE TPM. NADA. NEM CÓLICA, NEM CHORORÔ, NEM IRRITAÇÃO, NEM NADA.

Digamos que isso tenha ocorrido em homenagem a esse calorão dos santos anjos de Jesus. Eu amo o verão, amo morrer de calor, amo os dias longos e lindos.

Bom verão para todos vocês!!!!!

Ah!!! O cardápio de natal está lá no meu blog de trabalho!!!!!

POLVISSES

Verão chegando…

Mór calorão, céu azulzinho… Praia!! Mas… E os bolos que tenho para fazer, cheios de rosas? Minhas benditas noivas só querem saber de rosas… Eu reclamo tanto de chuva e de frio, mas no final das contas, é a chuva que me deixa ficar em casa trabalhando…

Feliz pra caramba, esse deveria ser meu noma esta semana. Me sinto bem, a despeito da TPM. Essa tá banida…hahah

Bolos, salgadinhos, cardápios, listas, preços, textos…

Aguardem um belo cardápio de natal!!! E outras novidades…  Tô com tudo!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas… E se o mundo acabar em 2012??

Quem comprou a Veja deste final de semana, deve estar sabendo (ou já sabia) das dezenas de teorias sobre o fim do mundo em 2012. Pô… Será que o mundo vai acabar mesmo? Sacanagem… E a copa do mundo??? Eu que ia passar três anos cozinhando como louca, eu que sonho em abrir restaurante na revitalizada zona portuária… Ai, ai…

Mas, bem, se o mundo for acabar em 21/12/2012 mesmo, vou tratando de preparar uma lista de coisas que preciso fazer antes do derradeiro adeus. Nunca se sabe, né?! O filho homem do post anterior já está riscado, pra que passar nove meses grávida, se o bichinho nem vai poder frequentar a escola e brincar de dinossauro comigo? Então, a lista:

1- Conhecer o fundo do mar. O céu eu já conheço, voei de parapente. Mas ainda existe esta vontade de conhecer mais uma forma de enxergar o mundo, deve ser silencioso, colorido eu já sei que é. Um belo mergulho em Arraial do cabo, Angra ou coisa parecida.

2-Ir à Espanha, à Italia e à França. Com tempo para conhecer tudo, tipo de carro.

3-Levar minhas filhas para ver a Debora Colker e/ou o Momix. Amo balé contemporãneo.

4-Casar de novo. Para dar certo, desta vez. E, na hora derradeira, todos juntinhos, abraçadinhos. Eu, o digníssimo e as crianças.

5-Dar uma voltinha na Austrália, para conferir a vida de casada da minha irmã.

6-Ir num karaokê desses que tem banda ao vivo e arrasar no palco. Cantando Rita Lee: “eu sei que eu sou/ bonita e gostosa/ e sei que você/ me olha e me quer”

7-Saltar de para-quedas.

8- Comer no rastaurante da Roberta Sudbrack, no do Claude Troisgros, e no da Flavia Quaresma.

9- Passar um natal em Nova York, hospedada no Plaza, como no filme “Esqueceram de mim 2″

10-Ver um show do “the Who”. Sério. Parece que haverá um em sampa, no ano que vem. Estarei lá. E talvez eu invada o palco, conquiste o coração do Roger Daltrey e do Pete Townshend e saia com eles em turnê. Algumas das minhas células gostaria de viajar numa turnê com roqueiros. Tipo a Pamela, do “the Doors”

11-Daria corda pros meus delírios de consumo, mas isso, só em Novembro de 2012, pra fatura de cartão não chegar.

 

Com certeza, muitos destes sonhos continuarão no plano dos sonhos, enquanto outros se realizarão, dando espaço a novos devaneios. E, se o mundo acabar mesmo, não lamentarei.

Como espírita, creio na reencarnação e na pluralidade dos mundos. Sempre haverá um mundinho de meo dels para que a gente viva miles aventuras…

 

 

O MUNDO DAS MULHERES DITAS ADULTAS

Que eu ando pra lá de ansiosa, todos por aqui já estão sabendo. E que tomei uma homeopatia, e a Barbara me recomendou outra pílula, com a seguinte descrição: “tem ouro na fórmula, te ajuda a encontrar dentro de si forças para a auto-cura de males que você nem supõe ter.” Li o comentário e fui tomar banho.

Eu tava realmente MUITO cansada, um plantão de 24 horas que durou mais do que o combinado. A necessidade de dar conta de compromissos que me violentariam. Descansar é preciso!! Tenho tentado desligar esse motor que trago dentro de mim, é muita energia, muita criatividade, mas precisa ter hora de parar, ou o motor me engole!!

Um belo banho, com espumas, óleos essenciais (gerânio, alecrim e ylang ylang) e sal grosso, para espantar o clima de doença do meu campo energético. O pensamento ora em Jesus, ora na força de auto-cura.  Pensei: ” e se eu usar esse motor de maneira mais organizada? Preciso de determinação para alcançar meus objetivos profissionais, de saúde (cigarro/alimentação/exercícios), afetivos (filhas, mãe, e um namorado em breve, quem sabe?). Eu sei que posso ir muito longe, ainda. E é sobre esse “ainda” que vou tentar falar.

Lendo a coluna do Ivan Martins, da Época, me deparei com dois títulos: “Mulheres Descartáveis” e “Porque as mulheres estão tristes?” da Marta Medeiros.

Aí eu entendi direito.

Completo 35 anos daqui a dois meses. Ainda não amei aquele amor de verdade, que fez os meus pais passarem o resto da vida juntos, aturando mil problemas, sempre juntos.  Moro na casa da minha mãe e não tenho a vida financeira muito saudável. Há apenas dois anos descobri minha verdadeira vocação, num mundo onde juventude é tudo. E a bunda ainda não caiu, mas precisa de atenção, urgente. E o terceiro filho (homem) parido ou adotado? Esse sonho em particular me enrubesce, três filhos nos dias de hoje… Sacanagem com as pobres crianças.

É o limite, galera.

A linha tênue que divide a esperança de se ter “uma vida inteira pela frente” ou a tristeza de “uma vida que poderia ter sido bem melhor”.

Garota alegre ou mulher triste?

Como garota alegre que ainda sou, tenho esperanças de conseguir canalizar toda essa energia que me faz uma pessoa única e encantadora, em prol de uma felicidade construida por mim e para mim, baseada na intensidade do meu sorriso, e não no que a mídia tenta me vender todos os dias. Apesar de não querer, de jeito nenhum, que a minha bunda caia, sei que bunda no alto não faz uma mulher feliz.

A tarefa que considero mais difícil hoje é dar adeus à adolescência. Talvez por ter voltado para a casa da mamãe depois de já ser mamãe eu mesma, talvez pela tranquilidade que  “a vida inteira pela frente + adultos em volta pra segurar as barras mais pesadas” signifique.

Não há mais tempo e nem saúde para dançar a noite inteira, ver o sol nascer na praia, ir pra casa do bonitão e ficar até o próximo amanhecer. Por outro lado, há tempo, saúde e alguma experiência de vida para dar valor às coisas certas.

E, pensando bem, mesmo quando vejo alguma amargura, tristeza ou irritação nas conversas da minha mãe (62 anos), considero que ela também pode, sempre poderá, a despeito de qualquer aniversário, optar por não ser uma mulher triste e decepcionada com as próprias escolhas. Escolhas acontecem a cada momento.

Todo dia é um primeiro dia em potencial.