O DIA EM QUE GERSON LIBEROU A MACONHA

Uma mulher passa pela sala de jantar de sua casa na segunda à noite e vê O Globo de domingo sobre a mesa. A manchete em letras garrafais:”Brasil já comercializa e consome’drogas legais’”. Peraê!!
A revista do jornal me dá as informações. Fabricados em laboratório, produtos semelhantes às drogas ilícitas simulam seus efeitos e ganham força no Brasil e no mundo.Maconha legalizada? Cocaína legalizada? Ecstasy legalizado? Opa! Sinal dos tempos? Filme de Kubrick? Fui ler o troço todo para ver se entendia.
O cientista “descobre” ou “encontra” ou “cria” substâncias sintéticas ainda não cadastradas pelas ANVISAS do mundo, e faz droguinhas com embalagens coloridas e atraentes, nomes sugestivos e efeitos idênticos ao das drogas comuns.
Me lembrei imediatamente do último TV Pirata que passou na televisão, em 1989, onde aparecia uma propaganda dos “finos Lennon, o fino que satisfaz”, numa sátira à liberação da maconha para consumo pessoal.
Acontece que não é assim tão simples, não, senhores e senhoras. A ressaca é a mesma, diz um usuário. Os danos à saúde devem ser muito piores, por tratar-se de drogas sintéticas cujos efeitos nem mesmo foram pesquisados. Só que, ao realizar um exame ou ser pego portando uma substância que não é cadastrada como droga, o sujeito se livra da cadeia. Ou seja, é Gerson, (aquele da lei do mais esperto) passando a perna na polícia. Mas está doidão e detonando com a própria saúde como sempre fez.
Ah! mas tem um lado bom: Se os governos deixarem de ser hipócritas e os cientistas produzirem suas “legal highs” (nome do troço) com regulamentação pra fabricação e uso, incluindo bula com maniera de usar, dose recomendávelealertas de danos á saúde,o tráfico cruel e assassino que compra policiais, políticos e jovens, fica fraco. Acaba. Muito melhor ficar doidão pagando á empresas legais que geram impostos que pagando ao Fernandinho Beira-Mar, ou não?

Whiter than white - naughty but nice !!! something to help you stay up for the night, with 1 gram of Raz!

Whiter than white - naughty but nice !!! something to help you stay up for the night, with 1 gram of Raz!

Na Nova Zelândia, durante os oitos anos em que era permitido e regulado seu uso e venda, empresas e governo trabalharam juntos para minimizar riscos e cogitava-se um país onde não mais haveria mercado ilegal de drogas. Fernando Gabeira e Fernando Henrique (o Cardoso, lembra?) acreditam que esse é mais um motivo para se pensar em legalização.
As drogas existem e em qualquer esquina se pode comprar. E as pessoas compram e as pessoas usam. Hipocrisia achar que não é assim. E as políticas antidrogas não andam mais rápido que a tecnologia pra a criação de novas substãncias. Ou seja… Sempre vai ter doidão, sempre vai ter droga. mas agora existe uma saída para que isso se regule.
A ONU, embora seja contra a legalização, é a favor da descriminalização e da discussão de novas políticas. Essa atual, já era.
Legal high também vicia, tá?!
Como hoje é dia da liberdade de pensamento, digo que a Mulher Polvo é a favor dessa discussão, mas não a favor do uso. Um libertário papo-reto-sincero-sem-hipocrisia nuncafez mal a ninguém.

DIA DO ROCK

beatles-peppers-283Hoje é o dia do rock’n roll. Agradeço humildemente aos músicos que “inventaram” e aos que propagaram e ainda propagam, com muito talento, este que é o gênero musical que eu mais amo. Como teria sido minha vida, se os Beatles não tivessem arrebatado o caração da minha mãe e do meu pai, se eles não tivessem me colocado para dormir cantando “yesterday” e “let it be”? E se eu não tivesse herdado a coleção de vinis originais deste fantástico quarteto de Liverpool, como teria feito amizade com tantos roqueiros “teen”, no tempo do segundo grau? Como teria sido, oh! Senhor! Sem o Guns’n Roses e sem o Nirvana, nesta mesma época?? O rock embalou meu sono, meus romances e muitas lágrimas também.
Para comemorar esta data, tão querida, estou aqui, em mais um plantão de segunda. Se aqui tocasse música, hoje estaria tocando algo muito, muito pesado. Motorhead ou mesmo Sepultura. Logo ao chegar, um jovem muito folgado me xingou de puta, de vaca e de surda, com o que me pareceu uma benção do guarda, uma vez que ele não fez\ o sujeito se comportar melhor. E por aí foi. Segunda é mesmo um inferno em qualquer lugar, todos sabemos, e a fila de espera para atendimento chegou a ter 25 pessoas (é mais que muito em relação aos outros dias). Uma hora antes de eu ir almoçar, já havia dado entrada para mais de sessenta pessoas (num dia comumente cheio, entram 70 pessoas em 12 horas, mais ou menos.)
Um final de semana leagalzinho apesar do frio. Uma segunda de filme de terror. Dor de cabeça e TPM. Mas amanhã será um novo dia. E de folga…para ouvir muito rock’roll!!!!
PS: Prometam para mim, que SEMPRE antes de brigar e/ou ofender um(A) recepcionista, vocês vão contar até 20, respirar fundo e avaliar se vai adiantar alguma coisa, ok?
Em tempo; às 18 horas meu novo chefe me ligou, perguntou se já estava tudo calmo e me agradeceu(!!)
por ter segurado a onda (ele me viu chorando). Fofo demais. Já estou em casa, sã e salva, pronta para o próximo plantão. Amanhã será um novo dia, como já dizia a Scarlet O’Hara, que chorava e enchia a cara como eu, mas nunca desistiu. Rá!

TUDO E MAIS UM POUCO

Final de tarde de sexta-feira. Desci do ônibus numa Presidente Vargas semi deserta, com o dia raiando. Abusados tons de rosa e laranja tingiram o ceu e também o meu dia. Trabalhei alegre, sorrindo muitas vezes cansada, outras tantas, sinceramente. Sou feliz aqui.
Não, na verdade sou apenas feliz. Quem é feliz de verdade, é feliz em qualquer lugar.
Passei a tarde às voltas com um site sobre alimentação natural e aromaterapia. Chama-se Doce Limão, e tem muitas informações bacanas por lá.
Você pode estar se perguntando “o que será que essa doida vai aprontar agora?” mas, na verdade, sempre fui simpatizante de terapias alternativas, alimentação natural e essas coisas. Apesar das cervejas, das batatas fritas e das cocas-zero.
Como esse bem estar não me abandona mais, vou incluindo novidades pró saúde aos pouquinhos, com o intuito de largar o “maledito” cigarro até o final deste ano, sem tomar anti depressivos. Alguém duvida que eu consiga? Nem eu duvido… Nem eu!! Mas abandonar e deixar para trás de maneira extrema, só o cigarro. O resto a gente vai levando, ou (des) levando. Não dá pra ser radical com essas coisas. Porque senão a gente acaba desistindo. E eu gosto de carne, cerveja, coca-cola, bob’s.
A próxima semana vem recheada de novidades. O pai das minhas filhas vem da Bahia para o aniversário da Rafaela (9 anos). Vai trazer o irmãozinho delas, de 3 anos. Os dois vão ficar hospedados na minha casa, e, além da minha vida corrida, dos salgadinhos, dos doces e do bolo em forma de guitarra, das compras na SAARA, dos dois plantões, ainda tem… visitas para dormir!! Hahahaha… Pra corno todo castigo é pouco, né não?! E no meu caso em particular, que joguei pedras e tomates na cruz, o castigo vem triplicado. Ah! Esqueci de dizer que estou em plena TPM…
Mas eu dou conta, não se preocupem. Ah! Se dou!!!
Não sei que emoções esse final de semana me reserva. Tem a festa junina da minha academia, e eu vou caracterizada. Tem a estréia das minhas filhotas no palco, e estou fazendo promessas mil para não chorar até desidratar de tanto orgulho. Meus bebezinhos num palco!! Aiai…

MUITO CHÃO PELA FRENTE…

Primeiro de tudo: A Barbara, do lesados em geral, pediu para propagar a notícia de que tem gente ruim se fazendo passar por nós, blogueiros, fazendo comentários ofensivos nos blogs que a gente acompanha. Todo cuidado é pouco, antes de levar a mal comentários maldosos dos nossos miguxitos de blog, oquei?
Segundo de tudo: uma amiga da Bahia, a Hélida, está representando uns sapatos lindos e maravilhosos, e vende pela internet. No momento, ela está liquidando. Os sapatos são lindos, os preços são ótimos e o frete está mais que em conta também.
Pronto. Agora que já fiz marketing social e comercial, vamos ao post propriamente dito.
Quero falar de amor, e de hospital também, para começar. No plantão de terça, meus olhinhos cintilaram de verdade ao ver chegar, com a roupinha de sempre, com o café-com-leite de sempre, com o olhar bondoso de sempre a minha chefe antiga, aquela que saiu pela porta dos fundos para não mais voltar, lembra?! Então, ela vai ficar temporariamente até ser publicada no Diário Oficial da União a portaria que nomeia o outro chefe. Mas o que eu quero mesmo falar é que essa mulher é do carvalho. A segurança imediata que ela me passa, somada ao olhar bondoso, extremamente bondoso… Difícil imaginar que já outros sentimentos não muito construrivos em relação á ela. Como eu queria que ela soubesse que é exemplo para mim… Sim, amigos! Eu amo aquela mulher. Como tia, mãe, não sei. Amo olhar bondoso e experiente. To contando pra vocês, mas para ela, acho que não vou contar. Tenho vergonha, sabe? É seguro trabalhar com ela. E eu preciso de segurança.
Outra coisa que eu preciso é de acabar com essa vida flashback.
Ontem fui lá em Puro-Osso pra trocar o óleo. Calma! Do carro, o óleo do carro… Ele tem um auto center.
O cara tinha acabado de comprar uma moto nova, linda, maravilhosa. Eu dei os parabéns, fiquei muito feliz por ele tar adquirido uma moto zero, tão linda. Ele quer marcar da gente sair, dar umas voltas. Por mais que eu morra de tesão em motos e em motoqueiros com cara de troglodita rock’n roll, agora chega. Por mais que minhas filhas morram de saudades dele, não posso continuar a ser irresponsável, alimentando esperanças de ele mudar, ou de eu mudar.
Gatchenho é outro. Pra que tentar de novo, se não deu certo já uma vez? Quando penso nessa minha tendência a continuar transando com os ex, percebo que farei facilmente dez anos de análise. Já estou no 4° ano. Um coração e uma cama vazios não significam a morte. Se aos trinta eu achava que estava ficando velha, e que qualquer dia já nem mesmo sentiria tesão pra transar, agora, aos 34, penso que o melhor está por vir. Que transar vai ser ainda melhor, e que os próximos homens (sim, haverão outros!) serão de fato homens, e não adolescentes eternos. Prontofalei.

AMORES, COBRANÇAS E…CINEMA!

Eu poderia começar falando sobre respeito, sobre aceitação. Sobre em como o amor passa a fazer sentido quando traz junto um olhar franco sobre o objeto amado, junto com um “foda-se”, amo assim mesmo.
E é assim que te amo. Você é uma menininha canceriana, minha filha mais velha, o primeiro bebê que vi nascer dentinhos, aprender a andar e falar. Você foi o primeiro bebê que vi virar mulher. Não seria um post de aniversário a te fazer ser tão preciosa para mim.
Vinte e oito anos!!
Tento respeitar e aceitar sua natureza carente. Te amo assim mesmo, e talvez justamente por isso.
Desde ontem à noite, quando li seu recado, não consigo parar de pensar sobre isso. Mas não é com carinho ou com saudade. É danada mesmo, porque você está do outro lado do mundo e, ainda assim, consegue me cobrar um jeito de amar que não é o meu, e nunca será. Assim você perde a vida inteira desejando o que não vai ter e deixa de aproveitar o que tem. Outra coisa que me deixa triste é a crítica.
E aí que eu estou triste porque você, daí da Austrália, não aprova a minha vida. Eu também queria te agradar, sabe?! Porque eu te amo!!
Minha querida irmã, o mundo não para de rodar e o tempo não para de passar para lambermos as nossas feridas!
Você está aonde desejou, com o cara que elegeu. Sempre soube que não seria fácil. Aqui em Niterói, em Santa Luzia, em São Paulo, em Porto Seguro… Onde você passou, ganhou corações. E aí não é e nem será diferente. Você já fez, está fazendo amigos. Está prestes a se casar. Ontem à tarde, eu “vi” como você ficará linda gerando meu sobrinho e afilhado
Esse tempo está difícil para você, e eu sei, com conhecimento de causa, como é ruim estar num lugar estranho, apenas com o amado para suprir toda uma vida de afetos. Mas os afetos não acabaram, apenas estão em outro país.
É muito difícil, com um fuso-horário de 12 horas, a gente se falar. Às dez da minha manhã, é o auge da minha ocupação. Como o seu dia também é ocupado.
Ausência de skype, de e-mail, de blog, não é ausência de pensamento nem coração.
E para finalizar, adaptando “o clube das divorciadas”: Não fique com saudades, fique rica!
Você está com a faca e o queijo na mão. Construa sua vida. Sobre sangue, suor e lágrimas (cinema denovo!!!), whatever.
Todas nós te amamos e sentimos sua falta. Mas queremos ver vc voltando muito feliz, rica e…. com meus sobrinhos. E que sejam machos, que não aguento mais comprar roupas cor de rosa, viu?!

As Noites que Nunca Terminam

Quantos dias sem escrever? Nem sei, vários, e eu to com saudade desse barulhinho que o teclado faz, e cheia de assuntos pra fofocar.
A primeira e mais bizarra coisa que eu tenho a dizer é que agora estou obrigada a trabalhar de máscara, pois aqui estamos atendendo gripe suína. E vocês tinham que ver, sábado passado, esta maluquinha de máscara perguntando endereço e telefone das pessoas e claro, ninguém entedia o que eu estava dizendo. Puxa a máscara para falar, puxa a máscara para atender o telefone…rsrsrs… Com a primeira metade do décimo terceiro na conta, nem mesmo xinguei ou soltei maldições. Todos têm um preço, inclusive eu.
Sábado dedicado ao hospital, domingo dedicado ás amigas e às cervejas. O trio calafrio foi, acompanhado do meu amigo mais linduxo até um churrasco, e, de bar em bar, até chegar no que eu considero o último (um bar que eu adoro e é o mais perto da minha casa. É onde bebo a última cerveja antes de ir pra casa). Sabe quem estava lá??
Gatchenho!! Nossa, foi um susto, já que não nos víamos há uns bons meses. O mais legal é que eu estava mesmo bem bonita, estou bem mais magra que quando a gente ficava, enfim. Levei pra casa. Dei banho, comida, carinho. E na segunda, resolvemos passar o dia juntinhos, naquele love típico dele. Que menino carinhoso! Comigo e com minhas crianças. Gatchenho fazia mágica para as meninas enquanto elas almoçavam, fui até os fundos da minha casa, recolher roupas no varal. E lá estava eu, tranquilinha quando acontece a coisa mais bizarra do universo inteiro em expansão:
Puro-Osso foi buscar uns pneus que guardou na minha casa, deu de cara com Gatchenho, eu ri amarelo e fui atender o telefone. Era o meu ex marido, pai das minhas filhotinhas. Que situação!!! Passado e presente, tudo junto ao mesmo tempo. Puro -Osso foi bastante discreto, fingiu que não viu aquele russo enorme dentro da minha casa. Eu não sei o que senti. Acho que foi meio um… nada. Não desejei esconder Gatchenho, nem apresentar, nem nada. Puro-Osso continua sendo o meu amado mais amado, só que agora, um amor fraterno, sem tesão. E o outro, ao telefone, falando que Rafaela pediu um notebook de presente de aniversário. O cara atrasou a pensão das meninas três meses, e me liga agora perguntando se pode dar o presente que a menina pediu. Não, não pode. Pode pagar a escola, dar umas roupas, uns sapatos. Pode aparecer e fazer uma visita também. Não pode comprar amor e respeito com presentes caros, e não pode dar corda ao materialismo infantil. Um ex marido que mora a mil e duzentos quilômetros de distãncia é muito bom nuns aspectos, e muito ruim em outros. La vie…

Um Même…

Quem me indicou foi a Deb, do 3 x trinta.
Eu atóron essas coisas, então… A brincadeira consiste em dizer cinco coisas que não sou, gostaria de ser, mas arrisco. Vamo que vamo!!!
1- Escultora: Bem , eu fiz a 1° metade da Escola de Belas Artes (UFRJ), e queria muito, aos 19 anos, ser escultora, pintora, Lygia Clark, Camille Claudel, Frida Kahlo. Pintei um quadro lindo, com cera de abelhas derretida e pigmentada, que foi parar na sala de um amigo que casou. Depois eu e ele brigamos, nunca mais nos vimos e o quadro tá lá, ou no lixão mesmo. E as esculturas, Chris? Algumas mulheres encolhidinhas, que nunca passaram do estágio de argila.
2-Cientista: Antes de querer ser artista plástica, eu queria ser farmacêutica, bioquímica, ou biotecnóloga. Queria fazer o remédio que curaria o cãncer, a vacina contra a aids. Mas arrisco: Meu elixir de saúde da Mulherpolvo é mais que um medicamento, é um monte de coisas que se compra em pó na lojinha natural e que eu bato com iogurte natural, fruta e adoçante. E está fazendo sucesso entre minhas amigas. Dá disposição e deixa as unhas, a pele e os cabelos lindinhos. Entre outras coisas…
3- Professora: Não tirei diploma de professora de nada, mas a profissão “aconteceu” em vários momentos da minha vida, e está acontecendo até hoje. Logo que me casei pela 1° vez, dei aulas de inglês numa escola (6° ano ao pré vestibular) por um ano. Outra professora assinava meus diários, e o resto era comigo. Na Bahia, aulas de português, artes e literatura brasileira, também em escola. Sim, eu gostava e gosto. De (tentar) ensinar aos adolescentes como é gostoso aprender. Hoje dou aulas de culinária para adolescentes numa comunidade pobre. E falo gíria, e danço funk, e beijo e abraço e faço misérias! E dou sempre um jeitinho de acrescetar algo mais àquelas cabecinhas…
4- Cantora: cantora-dançarina-performática-rockn’roll. Amada e invejada, impressa em posters e colada em quartos de adolescentes. Uma única vez subi num palco, numa festa de aniversário para cantar “Mania de Você, Rita Lee”, pediram mais uma e arrisquei “Tigresa, Caetano Veloso”. O “cantor” de verdade, dono do equipamento e do violão, ficou puto com o meu sucesso, arrumou as coisas e foi embora. Eu devo ter mandado bem mesmo, né?!
5- Escritora, claro! Desde sempre, até o fim dos tempos. Aos seis anos escrevi: “o urso que tinha música na barriga” em folhas A4 dobradas ao meio. Foi um sucesso, a primeira e única edição com um único exemplar que deixou meu pai e minha mãe morrendo de orgulho. E escrevia cartas para as amigas, para os namorados, para mim mesma. Em cadernos, blocos, folhas ofício, ou na tela do computador, apenas vou escrevendo minhas abobrinhas sem pretensões literárias ou comerciais. É que isso realmente me faz bem mais feliz.

Agora vou passar a “corrente” para cinco miguxas blogueiros:

Afrodite

Frô (Luciana)

Lu

Gynalda Dias

Dani

Plagiando a Débora: era pra eu passar para cinco, mas que gostou e quer fazer, faça mesmo. E quem eu indiquei e não gostou, não faça. Prontofalei.

DEU MOLE, RAPÁ!

Como se eu ainda não houvesse entendido, tomei aquele banho, me arrumei com esmero.
A intenção era apenas me distrair um pouco. Mas por trás dessa, outras intenções, digamos, esquisitas. Faltar à academia, me aborrecer, ceder em coisas que deveriam estar fora de questão antes de algumas cervejas .
e lá fui eu, beber cerveja ejogar conversa fora com os amigos do bairro. Não que os amigos não mereçam, na verdade quem não merece sou eu. A gente combina, na maior animação e quando vai ver… tem sempre aquela fada que não foi convidada, mas que compareceu assim mesmo.
Quem quiser me achar egoísta, sinta-se à vontade!
Quem quiser me achar pedante, vá em frente!
Simplesmente não aturo invasões, nem tampouco pessoas que falam, berram, sem ter a descência de se escutar, de ponderar, e que saem vomitando qualquer coisa que vem à cabeça. Bebi mais que precisava, cheguei mais tarde que o previsto. E não vou guardar na memória essa noite como uma noite especial.
Não consigo mais me inserir no grupo das cigarras. E nem no das formigas. Eu já entendi, mas nos meus primeiros momentos na rua ontem, adorei, nunca mais tinha saído pelo meu bairro quinta à noite, muitos na rua atrás de alento para as próprias dores, e de confirmações para as próprias mentiras. Mas essa Mulherpolvo daqui prefere encarar as dores, exterminar as mentiras. E são tantas mentiras que derrubo, uma por uma, chorando ou sorrindo, procurando a verdadezinha preciosa, aquela que parece um diamante brilhando por trás de tantas máscaras e enganos.
Precisei perder uma noite de sono para lembrar que o velho não me serve mais.

“A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
As vezes é muito caro…
Em certas horas isso é o que nos sobra

Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado

Às vezes qualquer um
Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e um pouco de diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta meu irmão
A angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Inda bem que amanhã tem hospital. Doze horas longe de encrencas.

FIAT LUX

No último episódio, eu postei na hora de maior movimento do hospital (11 DA MANHÃ), extremamete irritada, com fome, essas coisas. Daí que eu almoço e fica tudo bem…
Todo mundo sabe que normalmente eu curto meu trabalho. Refleti muito, muito… Prestei atenção à maneira que fui atendendo as pessoas, os olhares que elas me mandavam de retorno, o “clima” que eu consigo estabelecer por lá, quando está mais vazio e eu permaneço no controle.
Porque eu sei muitas coisas, mas ainda não sei direito como me preservar das energias alheias. É treinamento, e eu já começo a prestar atenção. Quando a gente fica perto de gente ansiosa, irritada, com raiva do mundo, acaba se “contaminando” né?!
Perto da hora de ir embora, uma moça que estava lá me elogiou, e isso, para mim, não tem preço. “Você se importa com as pessoas!!” E como não se importar?
E a outra maluquinha, que eu atendi semana passada, uma mulher bem infantil, conversadeira. Eu tava sem paciência, mas tratei a moça bem. Ontem ela voltou, toda cheirosa, para agradecer e pediu pra tirar uma foto minha, no celular. Deu pra ver que era carinho, apesar de eu ter estranhado e sentido um pouco de medo.
Medo de que? Tratei ela muito bem, ora bolas!! Paraíba é paraíba mesmo… Ops, foi mal!
Vi que o clima do ambiente do meu trabalho, é iluminado, leve, alegre. Uma pessoa pode propagar a luz, a alegria e a paz mais facilmente que três com energia contrária. Amor contagia. E eu amo. Amo tudo, amo amar. Amo estar viva (quantas vezes eu repito isso, né?!) E amo, acima de tudo, aprender com outros o que eles tem a ensinar.
Repassei hoje, quando eu acordei, os elogios mais bonitos que eu escutei. Não se esqueçam de que to carente, com frio, e que nasceu uma espinha no meu rosto.
“Você é gostosa! Mas não é só de aparência. É gostoso estar ao seu lado, sua risada é gostosa.”
“É bom estar ao seu lado, porque eu aprendo coisas incríveis.”
“Você ilumina os lugares por onde passa.”
Entre outros que não preciso dizer, esses bastam por hora. O que interessa é que não existe a mínima necessidade de ficar chateada por estar acima do peso, ou sem namorado, ou com uma espinha, ou sem grana. Porque normalmente, o que as pessoas têm de melhor, independem dessas coisas. Não podemos nos esquecer, é necessário lembrar sempre. Dificilmente seus colegas de trabalho, vizinhos e parentes vão repetir todos os dias quais são as suas maiores qualidades… Isso compete a cada um.
Em tempo: Já tenho um novo chefe. E ele é muito legal.

PEDE PRA SAIR!

Estou aqui no Plantão Geral novamente, depois de cinco maravilhosos dias longe. Tá pegando fogo!! Não para de entrar gente, mas o telefone está dando a maior trégua, graças ao bom Deus.
A chefe simplesmente sumiu. Não aparece. Isso aqui virou um barco desgovernado, entra quem quer, sai quem pode. Essa emergência onde trabalho é fechada (restrita aos pacientes em tratamento no hospital), mas no momento, parece um coração de mãe de ONG. Entra qualquer coisa, até unha encravada.
No quarto de repouso dos médicos, tem um quadro-negro com o nome dos pacientes em estado mais grave e os que estão aguardando cirurgia.
Paasando por lá mais cedo, li o que estava escrito:
” Procura-se a Dra. Chefe. Não foi achada nem no 102, nem na telelistas nem no Orkut. Melhor tentar o Google.
sabemos que participou do resgate do Michael jackson, e foi vista no IML de Los Angeles. ( De pé ou deitada?)
Que venha o próximo.”

Será que algum de vocês tem noção de como é difícil trabalhar numa instituição burocrática e hierarquizada sem chefia? Sem respaldo, sem guia. Dois seis enfermeiros do meu plantão, somente uma apareceu. São uns 15 brasileiros internados, mais uma porção de gente que precisa de medicação para ser liberada. Dois médicos pra receitar, mas só uma enfermeira para aplicar injeção, trocar soro, fralda…
A cada dia, a ouvidoria daqui recebe mais queixas do meu setor. E a diretoria, onde está? Estes nem entram aqui no meu setor.
Trabalhar aqui nunca foi fácil, mas agora está insuportável. Mais umas semanas e eu peço pra sair. Não bastasse os desaforos de toda a sorte de gente grossa e estúpida, mais essas.

Depois do almoço, tentarei mais um post. Dessa vez, fofo, se minha realidade permitir.
Beijosmetwitta.
Quem puder me telefone para dar apoio. Mandem flores para mim, com cartões fofinhos. Declarem amor por mim, enquanto eu existo.