E COMO JÁ DIZIA JACK, O ESTRIPADOR…

Vamos por partes! Estou no hospital, dedinhos frenéticos para escrever, até dar uma tendinite na mão. Quem tiver paciência leia todas as partes. Quem não quer saber de drama, pule a primeira.

PARTE I: MIMIMI NATALINO-HOSPITALAR.

Voltei das férias bem no dia 24 de dezembro. Sim, sim. Bem na hora do feriado, eu voltei a cordar as quatro e meia da manhã, como todos já sabem.  Quando eu cheguei aqui, avisaram que tinha um “papel” para mim. Pensei com meus botões ” uma folha de pagamento suplementar, depositando uns três mil reais na conta salário… Ou talvez um aviso de que as férias poderiam ser prorrogadas por mais 45 dias, se assim eu desejasse…. Ou, quem sabe, o direito divino de mandar todo o mundo tomar lá no centro social do orifício…”

Mas não, amigos. Era uma queixa de uma paciente, formalizada pela ouvidoria do hospital, com o título de “tomar providências cabíveis”, carimbado pela minha chefe e coisa e tal. Abri o memorando. A queixa, escrita a caneta com uma letra sofrível. A primeira frase: ” a funcionária Christine me tratou com inginorança…” caraca!! Que presente de natal… O pior é que eu me lembro bem da sujeita, na verdade foi mais um mal entendido que uma inginorança em si. Tá bem, eu gritei com ela, mas isso foi depois que ela acabou com todos os meus neurônios calmos e pacientes. Mas na verdade, a recepção tava lotada e barulhenta e a senhora, sofrida e cheia de auto-piedade, não queria escutar, só repetir que “estou com hemorragia, estou passando muito mal, vou morrer”. Bem, mas o que interessa é que eu precisava responder à queixa, me defendendo por escrito. Fiquei muito chateada, e levei do dia 24 até hoje para responder à queixa.

Na resposta, relatei tudo o que aconteceu, dando ênfase à barulheira que estava no local e o nervosismo da senhora. Terminei meu texto reiterando meu compromisso com a humanização do SUS e com o respeito ao doente. Pelo menos a defesa pode ser apresentada por escrito, o que me deu muita vantagem. Mas doeu, gente. Porque eu faço mais que o impossível para ser bacana e solícita com o pessoal que vem até aqui.

Prontoacabou.

PARTE II: OS DESEJOS PARA 2010

Para minha vidinha nada pacata, eu desejo um par. Um par romãntico, sabe?! E desejo sim, que ele seja não só um homem como também seja romântico e dance comigo sob a luz da lua, no meu quintal (acho isso lindo, de verdade, e ainda não vivi). Como passei 70%deste plantão lendo a Superinteressante (denovo) e aprendi como a nossa natureza animal faz para que nos apaixonemos, vou descrever aqui o que eu quero:

Um cara de proporções simétricas (é o que consideramos belo), de maxilar bem definido (denuncia bastante testoterona) com aquele corpitcho de ombros largos e sem barriga (sinal de que é resistente à bactérias e vírus) e com o sistema imunológico complementar ao meu (para garantir filhotes mais resistentes às doenças). Biologicamente falando, este é o meu par ideal. Só falta agora descobrir o telefone e o nome dele.

Outra coisa: desejo tomar vergonha e parar de sentir vergonha de estar engordando, ou então, tomar vergonha e entrar num esquema de alimentação mais saudável. Ou corremos o risco de esse blog mudar de nome: ” A frenética saga da mulherbaleia”. Feinho. Prefiro ser a deliciosa polvinha de sempre. Cheia de ômega 3 e 6.

PARTE III: E PARA VOCÊS, EU DESEJO…

Que vocês todos tenham muita energia, garra e criatividade para enfrentar o ano que se inicia. E um bom aparelho de ar condicionado, pois esse será um verão dos mais quentes. (Superinteressante, denovo)

Cabeça no lugar na hora de ganhar e gastar dinheiro. Não façam como eu, que, por adorar gastar, sai fazendo uns trabalhos meio que sofridos. (Promessa de ano-novo: não vou me render aos apelos do qualquer trabalho é melhor que nenhum trabalho). Lembrem de fazer mais o que gostam e de gostar mais do que é inevitável, pois passar o ano repetindo o mantra “odeio meu emprego” não tá com nada.  Portanto, juízo.

Desejo de coração que todos vocês possam respirar fundo (não os paulistanos), deixando que o ar nutra também seus corpos. Que os olhos estejam bem abertos para exergar as belezas da vida, da natureza, e de si próprios. E deixem os olhos bem abertos também para enxergar as maravilhosas possibilidades de trabalho, de caridade, de amor que a vida nos apresenta a cada dia. Não gritem com a senhorinha nervosa, ok? Nem gritem com a mãe, ou batam nos filhos. O amor e o sorriso são as armas mais poderosas do mundo… Além do diálogo franco, num momento sem interferências e raivas.

E por último, desejo que vocês, e também eu, não nos esqueçamos, de jeito nenhum, de que somos poeira estelar (ai, lá vem ela denovo!!), fomos feitos do mesmo material das estrelas, portanto, nascemos para brilhar!!!

Brilhemos todos nós, em 2010 e por todos os séculos!!!

(nossa, esse mimimi inicial deu espaço para a “guru” que mora em um recôndito de mim…)

Anúncios

Loucura por loucura, inda sou mais as minhas: gente e comida.

Sexta feira eu estava escrevendo sobre o plantão terrível que estava me fazendo rir, ao invés de chorar, pelo ridículo que as pessoas passasm ao se exceder em pitis histéricos infrutíferos. Não deu, tamanho o volume de trabalho.

Sábado e domingo fiz da minha cozinha um laboratório, fui aplicar o que venho aprendendo sobre gastronomia molecular e praticar outras receitas, para alegria e deleite das minhas três amadas (mãe e filhas).  Este prato é uma trilogia de raviolis (massas de pimentão, de beterraba e de espinafre). O recheio era de queijo cremoso, pimenta rosa, ervas e castanhas de caju.

IMG0051A

Com as massas que sobraram depois que o recheio acabou, eu fiz esse talharim:

IMG0052A

Suverti a ordem das coisas e preparei os pratos principais antes das entradas, na verdade uma só: carpaccio de palmito pupunha, com tapenade e spaguetti de beterraba. Peraê!! Que papo é esse de spaguetti de beterraba, Mulherpolvo? São as aplicações de gastronomia molecular que eu falei antes. O que posso dizer é que tem gosto de beterraba. E que o avental que eu usei, o chão e a bancada da minha cozinha ficaram cheios de pinguinhos vermelhos.

IMG0056A

IMG0059A 

Agora, imaginem que eu estava sozinha em casa, ouvindo muita musica legal, preparando os pratos e fotografando… Daí, depois que eu tinha quatro pratos feitos na minha frente, me lembrei que só tinha euzinha para comê-los…Nesse caso foi bom, porque vocês podem acreditar: sou muito melhor cozinheira que fotógrafa!!!! Sério, essas fotos eu tirei do celular, pois esqueci de comprar pilhas novas para a máquina.

Sim, sim!! Também teve sobremesa!!!  Torta de brigadeiro… Essa eu nem fotografei, tamanha a gula de cortar e levar pro quarto logo. 

Muitas vezes eu escrevo aqui sobre essas coisas corriqueiras por falta de coragem de escrever o “papo reto” de verdade.  Travessuras, quem não as comete? Eu acabei de cometer uma das boas, e, quando a travessura é boa mesmo, de verdade, ela é secreta. Impublicável.  Adoto o meio-termo escrevendo que pequei. Mas omito o pecado…

Comemoro o feriado antecipado do dia do servidor público de plantão.  E que minhas panelas não me escutem, mas eu realmente amo esse estranho ofício de escutar desaforo de médicos, doentes e  familiares de doentes enquanto atendo o telefone, digito cadastros no computador, organizo filas, e me torno mais humana. Muito em breve estarei mais dentro das cozinhas que deste hospital, e sentirei muitas saudades. É que tem gente que é louca. Bem, eu sou louca. Louca por gentes de todo o tipo.

A MULHER MAIS MARAVILHOSA DO MUNDO!!!

Da janela do ônibus vi um lindo amanhecer, por volta das seis da manhã; o Pão de Açúcar, a Pedra da Gávea e o Cristo redentor pareciam silcados sobre o céu alaranjado, tão fraca a luz do sol.
Eu estava tranquila, a despeito dos bêbados que estão voltando para casa no mesmo horário que saio pra cumprir meu dever. Tanta beleza, a ponte Rio-Niterói ao amanhecer é mesmo uma coisa maravilhosa, e fui me animando, afinal, a vida é um milagre, e, mesmo querendo estar em qualquer lugar que não em um ônibus a caminho do trabalho num sábado pela manhã, eu fazia, sim, parte de tudo aquilo.
************************
Hoje é dia dos solteiros, sabia?
Eu também não sabia, mas com 12 horas disponíveis e a internet, acabei descobrindo. Me parabenizei.
E talvez nós, mulheres solteiras que não acham que marido/namorado sejam acessório indispensável mereçamos mesmo as congratulações.
Eu já me senti mal por estar solteira muitas vezes. Já repararam, quando a gente chega linda, leve e de minissaia num lugar, que as casadas torcem o nariz?
Eu perdi muito tampo me sentindo mal com isso.
Mesmo quando eu era casada eu não torcia o nariz para as solteiras, e nem achava que elas ameaçavam meus casamentos/namoros. Mas insegurança é uma coisa, não é mesmo?
Hoje não tenho mais essa neura, graças à Deus, e também porque estar junto com alguém só pra não estar sozinha, não tá com nada.
Estar com alguém que pensa que seus sentimentos são “besteira”, grande roubada, assim como quando o bonitão em questão minimiza seus talentos, suas conquistas profissionais e força a maior barra pra você continuar escondida nos fundos de casa lavando cuecas no tanque. Falo disso tudo por experiência própria.
Hoje presto muito mais atenção aos sentimentos que as pessoas me despertam. Me faz sentir mal, feia, gorda, burra? ENTÃO NÃO SERVE PARA ESTAR AO MEU LADO!!!!
É simples assim mesmo. Vale pra namorado, parente, amiga, cabeleleiro, enfim, para todos.
Quando eu me sentia gorda, feia, má, sem limites e outras coisas ruins, só me apareciam pessoas para reforçar esses sentimentos. E no geral, pessoas bem derrotadas, infelizes e inseguras.
Um dia, fiz amizade com uma garota que me acha espetacular.
Ela me acha a mais linda, a mais sensual, a mais inteligente.
Quando eu saio com ela, todos os homens olham pra gente e tentam puxar assunto.
Eu achava a visão dela meio equivocada, mas de tanto andar junto, acabei acreditando. e vou ficando a cada dia mais segura dos meus potenciais.
Não existe a possibilidade de aturar comportamentos mau-educados, indelicados ou inapropriados por parte dos homens. Não aqui comigo!!
Quero perto de mim quem me enxerga tão linda e talentosa como sou de verdade, e que me trata com respeito, carinho e consideração.
Chega de aceitar o mínimo!!
Eu quero tudo o que eu mereço, com cobertura de chocolate, chantily e uma cerejinha em cima. Menos que isso, não quero. Melhor comemorar o dia 15 de agosto sorrindo feliz, que celebrar o 12 de junho apagadinha num canto, sofrendo de ansiedade para agradar qualquer Zé Mané que não tem condições de perceber que está ao lado da mulher mais maravilhosa do mundo!!
E quem foi que falou pra você que você NÃO é a mulher mais maravilhosa do mundo?Mentiu.
Vai lá se olhar no espelho: seu corpo é lindo, e não é por falta de celulites. É lindo porque é seu, e lhe dá sensações maravilhosas. Seus olhos, espelhos de uma bela alma.
escreva num papel quanta coisa você sabe fazer, desde trocar pneu, até a lasanha da Mama, origami, assovio de passarinho.
Minha proposta para comemorarmos o dia do solteiro e essa:
AMARMOS À NÓS MESMAS, TRATARMOS-NOS COM MAIS CONSIDERAÇÃO, CARINHO, PACIÊNCIA E BENEVOLÊNCIA.
Eu tenho sim, uma enorme capacidade de amar, mas digo: nunca amei verdadeiramente homem nenhum, nem mesmo o pai das minhas filhas. Torço para que logo me apareça alguém a quem eu possa dar meu coração (parece tango, né?!), mas enquanto o amor não vem… Aprendo a amar a mim mesma. É sempre um bom começo!! É o único caminho por onde tudo começa.

dia do amigo, dia das amicãns!!

Quem tem um amigo nunca fica sozinho, a gente sabe.
Vira e mexe eu fico pensando, qual será a força que nos impele a simpatizar com a cara de alguém, depois a gente vai se conhecendo, criando intimidade… Eu já tive muitas amigas. Umas nem eram tão amigas assim, teve a que me roubou um namorado, teve uma que sumiu com várias roupas minhas… mas mesmo as traíras são lembradas de vez em quando, lembradas em forma de lição. Porque do namorado que foi roubado, nem lembro mais do nome, mas da “vaca” que roubou, eu não esqueço.
Mas eu tenho muitas amigas.
A Manu, que desde meus quinze anos divide noitadas, dicas de moda e beleza e vem aqui, abre meu armário e me produz, me deixa lindona e cheia de style.

Conseguimos a façanha de engravidar e ter nossos bebês com apenas uma semana de diferença. Essa foi demais, né?!
festa de rafaelaGF (da esquerda para a direita: jack, julia, manu, eu e marcela)
A Adri, desde 1994, me ensinou a fazer strogonoff, foi madrinha no meu casamento e tá aí, trazendo a caçula dela pra brincar com minhas filhas.
A Jack e a Marcela, essas eu “herdei” da minha irmã, mas me conquistaram e fazem parte da minha vida com as outras.
Tem também a Julia, acho que foi a última amizade que eu fiz numa terça de carnaval e que levou quase um ano inteiro pra deslanchar. Até que deslanchou.
E, at least, but not at last… Ale, a minha irmãzinha. Com seu jeitinho lacrimoso de ser, é a preferida pra deitar na minha cama com um prato de brigadeiro e nehuma palavra. Quando será que isso vai acontecer denovo??
A todas as minhas amicãns, um abraço apertado.
E as minhas amicãns virtuais, mas extremamente presentes na minha vida, um beijo estalado: Bela, Zin, Debs, Afrodite, Frô, Patsy, Lu, e toda essa patota que eu convivo a pouquíssimos meses, que não me viu crescer, que não conheceu nenhum dos meus maridos, que nunca pegou nenhuma das minhas filhas no colo… Mas que já ocupa lugar no meu coração e nas minhas preces. Rá!!

A FESTA, A CAMA ELÁSTICA E O DOLCE FAR NIENTE.

Foi boa, muito boa. Deu tempo para tudo e deu, sim, tudo certo. Olha meu bolo em formato de guitarra!! fiz na faca mesmo, não era forma especial não, viu?! E também fiz pão de mel, meu doce preferido.
Muitos amigos, muita cerveja e coisa e tal. O que eumais gosto nas minhas festas é isso: enlouqueço preparando tudo, e na hora boa, eu me divirto e relaxo, não fico toda neurótica “caçando” problemas.

IMGP1477

E deu até pra “tirar uma casquinha” na cama elástica !!! Essa foi, disparada, a melhor parte. Com a saída dos convidados “de cerimônia” , o som rolou solto e os adultos dançaram até de madrugada. As crianças?? Todas foram dormir…rsrsr.

IMGP1647

Experimentem um dia beber umas cervejas e pular na cama elástica depois… inenarrável!! kkkkk

IMGP1650

Quem veio também foi o Ceifador Sinistro. Tive que levar pra dormir comigo… ficou aqui até hoje de manhã. Me aproveitei daquele corpinho feito de puro-osso 100% cálcio com vontade de viúva, novamente.  E ontem, curtindo o dolce far niente na cama, comendo brigadeiro, quase me deu vontade de voltar.

Quase me deu vontade de estar apaixonada e considerar felicidade suprema este nadismo que a gente pratica aos domingos. Vejamos o que acontece…
Mas o que não teve preço mesmo foi ver a srta. Rafaela completar nove anos, de roupa preta, numa festa que tocava hip hop ao invés de Xuxa. Nunca falei pra vocês, mas a Rafa teve problemas de saúde quando era bebê. Não ganhava peso, era anêmica e fez um aninho com apenas 6 quilos. Só aos 18 meses começou a acompanhar a curva de peso e altura que vem no cartão de vacinas. E agoratá aí, com 30 quilos e muito cabelo… Isso deve sim, ser comemorado todos os dias, né não?!

NO DIA DAS MÃES, PAGUEI O PATO.

A minha mãe é uma mulher legal pra chuchu. Eu e minhas filhas moramos na casa dela e ela nunca, jamais, me desautorizou na frente das crianças, ou criticou meu jeito de educar (na frente delas).
Quando ligo minha máquina de flashback, me vem à cabeça uma mulher calma, disciplinada, que acordava às quatro e meia da manhã pra ir de ônibus fazer natação (das seis ás sete da manhã) antes de ir pro trabalho. Fosse inverno ou verão.Que olhava meu dever de casa e me dava total atenção depois do trabalho.
Cresci repetindo quase diariamente que queria ser como ela quando eu crescesse.
E agora, aos 34 anos de idade, me aconteceu uma coisa que deixaria até Kafka de cabelos em pé: Virei a minha mãe!!! E isso muitas vezesé bom, outras tantas, ruim.
Com espanto e uma certa ironia, vou encontrando uma generosidade que nunca esteve comigo antes. Nesses primeiros dias sem empregada, cuidei com carinho das coisas de todos, mas as minhas sandálias estão lá, ao lado do tanque, esperando por um banho faz quinze dias.
Disciplina, generosidade, carinho… Nós, mães, amamos e tão somente amamos.
Existem muitas mães que não valem nada, mas mesmo para elas eu mando um beijão.
Somos todos seres em construção, estamos aqui para aprender a amar o próximo. E a maternidade é um bom começo…
Minhas filhas me deram belos presentes, e cartinhas, e beijinhos e abraços.
Eu juntei minhas últimas forças e fiz um arroz de pato para a minha.
Eu peguei um pato (morto), tirei a pele, separei as partes e coloquei sal, pimenta do reino e vinho branco. Deixei marinar por uns vinte minutos e refoguei com dois paios, na panela de pressão. Coloquei um pouco de água e cozinhei por meia hora mais ou menos.
Depois eu coei aquela água, soltei a carne do pato dos ossos deixando os pedaços meio grandes. Piquei alho, cebola, tomate, cenoura e shitake. Refoguei isso tudo com o arroz lavado, o pato e o paio. Por fim, coloquei a àgua do cozimento mais água quente o suficiente para cozinharo arroz. Depois de pronto, enchi de cebolinha picada.
Ficou uma delícia!!!
Em tempo: durante esse finde eu recebi a visita de número 5.000. Nem preciso dizer como estou prosa e que agradeço de coração a todos vocês que passam por aqui, leem minhas baboseiras e deixam comentários, que eu invariavelmente adoro. Muito obrigada.

VAMOS CELEBRAR A ESTUPIDEZ HUMANA

Hoje é aniversário do golpe militar de 1964.
O nosso Brasil, vendido aos americanos desde os tempos de Getúlio, precisou acatar mais uma ordem em troca do dinheiro que nos levaria ao “progresso” e nos salvaria do comunismo.
A discussão de idéias e opiniões, sob o prisma da sociedade capitalista ocidental, levaria o país à ruína.
Rever a distribuição de renda, lutar por uma sociedade mais justa, alfabetizar e politizar o operário e o lavrador nos atiraria diretamente ao fogo do inferno.
Tantos morreram, tantos sumiram.
As gerações subsequentes ao golpe foram também grandes vítimas. Mudaram o currículo escolar brasileiro, nos fizeram chamar a professora de tia, sucatearam o ensino público.
Nos ensinaram a obedecer cegamente, sem questionar.
Nos ajudaram a amar e a engolir a cultura americana e a esquecer as mazelas da vida em frente à televisão.
Fizeram de nossa sociedade uma massa mais burra e individualista.
Coloco também neles, a culpa pela transformação em circo do Congresso Nacional e do Senado, uma vez que, durante 20 anos, só permaneceram ali os vendidos, os que diziam “amém” à exploração do povo brasileiro.
Muitos pensam que “naquele tempo” não havia roubalheira, mas é mentira. Roubava-se muito, muito mais.
O desafio de hoje é não só consertar todo o mal que foi feito, mas também lutar pela justiça aos perseguidos e também pelo direito à memória.
Já passou da hora de os arquivos serem abertos à sociedade em geral.
E, mesmo 45 anos depois, é imprescindível o julgamento e penalização dos responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos, para considerarmos o Brasil um país um pouco mais democrático.