I WILL SURVIVE!!!

Amigos!! Vou sobreviver!!
Creiam que tive minhas dúvidas, tamanho o mau-estar que me acometeu.
É que além da “virose” da vez, minha velha conhecida sinusite resolveu fazer uma visita.
Entre pingos de soro no nariz, caixas de lenços de papel, termômetro e muito chá de alho, fui pesquisando quais emoções eu estou somatizando… Sim, porque vocês podem até não saber, mas eu sei. As doenças são criações da nossa cabeça!!
A última sinusite que eu tive foi fruto de uma raiva danada que senti de duas pessoas ao mesmo tempo, misturadas à sensação de rejeição… Infelizmente não consegui conter as emoções antes, mas a simples percepção já é uma vitória.
E desta vez, o que houve??
Um sábado lindo, outonal. Um passeio em garupa de moto pela praia, ali, onde o Oceano Atlântico faz esquina com a Baía de Guanabara, pelo lado de Niterói. Depois dessa esquina, a gente pega uma ruazinha e entra num lugar chamado Jardim Imbuí (também conhecido como Tibau). É o melhor lugar para se fazer nada em frente a uma garrafa de cerveja e um prato de sardinha frita (ou camarão, ou que quer que seja do mar, afinal, é uma colônia de pescadores…)
Sentei-me sob um caramanchão de maracujás (sabe o que é?? Tipo uma casinha, que o teto é de planta trepadeira…) De frente para a Lagoa de Piratininga, que estava cheia de garças e outras aves. Ave Maria, coisa linda!!!
A tarde caindo tranquila e sem preocupações, crianças brincando na rua, jardinzinhos bem-cuidados e a beleza ímpar da simplicidade.
Esse lugar é um dos donos do meu coração desde que sou muito pequenininha. Desde o tempo em que se podia tomar banho lá na lagoa.
Mas o visual sábado estava espetacular também por causa daquela chuva… A lagoa não só encheu, como também transbordou!! E assim temos a lição de que nem só destruição e morte vieram com aquela chuva. As garças da lagoa estava mais que amarradonas!!!
Mas eu estava de moto, a tarde foi caindo e eu acabei pegando um vento muito gelado.
O que me consola é saber que ainda haverá muita tarde de outono pra curtir ainda este ano!!!

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O CORAÇÃO, A MENTE, O ESPÍRITO.

Ainda estou esperando o outono. Hoje já me pareceu como eu concebo: dia azulzinho, quente ao sol e fresquinho na sombra.
E eu vou me “outonando’ devagarzinho, afinal, como a maioria da humanidade, eu ando no ritmo de dois passos à frente e um para tras.
rezo, e muito, rogo aos céus a força e a disciplina necessárias para efetuar as tão profundas transformações…
Que transformações são essas? Ah!! No final, nem eu sei direito… Mas percebo que posso me amar mais, por exemplo, em diversos sentidos. Não falo de dólares, ou carros, ou viagens. mas até para o trabalho render boas malas de dólares, é preciso ter a cabeça no lugar, o coração tranquilo, a mente quieta e a espinha ereta, como aquela música.
E é disso que eu to atrás.
As atitudes: alimentar-me, ao invés de comer. Meditar durante alguns minutos do meu dia, ao invés de viver no piloto automático, pensando em miles de coisas ao mesmo tempo. Exercitar mais o corpo, de maneira simples e sem torturas.
Assim tudo melhora, não é mesmo? Duvido que não melhore.

tem que ter paciência, moça!!

Preciso contar que estou na terceira semana da minha dieta… Leve, levinha… Já perdi uns quilos, mas não sei ao certo quantos, pois a balança do meu banheiro não merece confiança, e a daqui do hospital que é digital e novinha em folha, confere meus progressos de sapato, calça e casaco. Ta mór frio…  Então eu não sei meu peso. Mas já dá pra perceber uma diferença no meu corpo.

Essa melancolia que tem me acompanhado, segundo a minha mãe, é fruto dessa mudança na alimentação. Eu simplesmente larguei tudo o que há de industrializado além das carnes e gorduras. Só estou consumindo óleo de coco e azeite. E muito arroz integral bem cozidinho, empapado, com vegetais. Tem que dar um tempinho pro corpo acostumar, né?!

Mas ontem minha miguxa inaugurou o restaurante dela com um churrasco. Eu sou louca por churrasco. E comi carne e asa de galinha. E agora to passando mal, estufada, percebendo o esforço que meu organismo faz pra digerir a bagaceira. Porque também rolou uma cervejinha, sabe?!

Aprendi a lição. Isso não vai acontecer novamente…

A bowl full of cherrys

O título, retirado do filme “A árvore dos sonhos” , que tem aparecido nos meus pensamentos repetidas vezes ultimamente.  Considero este uns dos melhores momentos do filme, e, vira e mexe, fico pensando, como se fosse uma redação da escola, why my life is a bowl full of cherrys?

Bem, com a mãe e as filhas que tenho, minha vida não só é uma taça de cerejas como também tem chantily por cima. É que é muito gostoso viver cercada por gente carinhosa, não é mesmo?

Todo mundo, inclusive eu, tem mania de reclamar. Mas quantas vezes a gente consegue parar para pensar em quantas facilidades temos? Muitas vezes financeiras, ou físicas (no mundo ocidental, ser bonito é vantagem das grandes!) ou um talento especial para realizar as tarefas diárias, sejam elas remuneradas ou não.

Proponho aos que por aqui passarem que tentem enumerar alguns dos motivos que fazem de suas vidas uma taça de cerejas… Para começar a semana num astral mais grato, sabe?!

E, quando puderem, vejam este filme,  que é muito bacana!!

Xô, égua!!*

Gente, uma coisa louca estar de dieta. Sonhei que estava numa churrascaria, olha só que coisa…

Não está sendo sacrifício nenhum limitar o cardápio a 1200 calorias, e eu na verdade não estava sentindo vontade de comer nada em especial (churrasco é vontade eterna, adoro!).

Bem, hoje eu estou de plantão, muito linda, bem humorada, de batom e tudo o mais. e comendo as coisinhas naturais de sempre.

Até que de tarde, bateu um tediozinho, pois, como a manhã foi muito movimentada, eu estranhei a calmaria. Foi ai que aconteceu! Uma vontade danada de comer pão e/ou biscoito, ou seja: carboidrato, branco, com queijo, de preferência.

Mais um insight: não era fome, era tédio, cansaço e vício. Xô égua!! *(termo usado por diversos personagens do  Érico Veríssimo, em O Tempo e o Vento)

Quais dos meus raros leitores percebem essa “fome” na hora do cansaço e/ou tédio??

Claro que comi apenas dois damascos para tapear, e agora, to me sentindo a mais linda e vitoriosa das criaturas!! Hahah

E vamoquevamo…

Você tem Fome de Quê??

Minhas queridas leitoras não entenderam. devem estar pensando que surtei de vez, por querer/precisar emagrecer uns 15 quilos.

Mas não me parece que você seja gorda, disse uma.

Magreza entristece, disse outra.

Então, vamos aos fatos:

Em primeiro lugar, eu estou com 75Kg, e isso é muita coisa. Eu nunca fui magrinha, minha constituição jamais permitiria isso. Me sinto bela com 65kg. Bela, mas não magra.

Toda essa banha gordura está localizada aonde? Ah! Adivinhou quem disse na barriga!! Até minhas filhas já sabem que gordura abdominal é um grande perigo para a saúde do coração!!

Na minha labuta hospitalar, não me falta doentes e coleguinhas me perguntando se estou grávida. Me resta o deboche e a depressão. Mas enfim, são pessoas sem noção, cujas opiniões não me importam… E chego em casa nove e tal da noite, faminta. Devoro uns dois (ou três) misto-quentes, de repente, depois, um chocolate. Gulodisse pura.

Meus ancestrais, além de gulosos eram TODOS cardíacos e diabéticos, e precisarei me cuidar de verdade, para que este não seja o meu fim.

Ah! Existe também a questão da roupas! Quase nada está cabendo, somente aqueles vestidinhos soltos de verão, e um short e uma minissaia. Quem nem ficam tão bonitos assim. E neste momento de vacas magras, nem pensar em comprar roupas de gorda.

Esses são os motivos para encarar uma re-educação alimentar, voltar a cuidar de mim e da minha saúde. Meu corpo, minha responsabilidade!! Não posso deixar nas mãos do BOB”S a tarefa de me nutrir!!

O lado bom é que, além de saber cozinhar, também sei comer. creio que me abandonei por pura preguiça. Por desamor. Por distração.

Estou disposta a colocar a comida no lugar certo dela: nutrição e energização!! E volto pra cozinha com carinho maternal, desta vez, não para preparar papinhas de bebê, mas para mim, com muito  amor.

E todas as manhãs tomo uma beberagem energizante. Um suco de luz, que para muitos seria das trevas. Eu passo na centrífuga: 1 limão, 1 maçã, 1 cenoura, 1 inhame, 1 pedaço de gengibre e uma folha de couve. Depois eu coloco uma colher de farinha de linhaça e mando pra dentro, fazendo cara feia, mas, na verdade, já estou me acostumando.

O intiuto aqui não é entar em padrão de beleza, mas entrar em padrão de saúde e vitalidade. Chutar pra longe a preguiça e a TPM, e andar feliz da vida, com minhas roupinhas de sempre.

Ah! esqueci de dizer que começo a atividade física em março.

Wish me luck!!!

O QUE VOCÊ PREFERE? CÉU OU INFERNO??

Outro dia eu tava falando que muitas vezes me sinto como se estivesse voando no céu errado. Entre tantos tipos diferentes, coço a cabeça e me pergunto: “onde estão os meus iguais?”

Mesmo entre amigas, pegando uma praia despreocupada em dia de semana, calo e escuto. Quero saber quem são estas pessoas, se existe algo em comum além dos laços de carinho e de afeto.

As amigas casadas que passam horas declamando as últimas sacanagens dos seus maridos. Em mais ou menos quatro horas (240 minutos), só queixas, mágoas, sacanagens. Nenhuma falou de um momento feliz e carinhoso, de uma noite de sexo deliciosa, ou de alguma coisa que justifique essas relações que eu, na minha idiota inocência, imaginava ser comum entre duas pessoas que escolhem viver juntas.

Só vejo casais presos em infernos particulares…

Mesmo quando estou com Puro-Osso (estava, né, ato falho?!), eu não vivia assim, me estressando de tudo, achando defeito em tudo. Porque bom mesmo é ser feliz, com ou sem um gatinho por perto.

Ah!! Mas tem gente sem marido que também tá presa em infernos particulares, não é mesmo??

Cara, negozim só reclama!! (pausa para entender que é exatamente assim que eu falo…)

Tá, eu também dou uma reclamadinha, mas não chego aos pés das pessoas que vem tudo negro à frente.  Como disse a Lu, isso acaba com a nossa energia vital. Isso nos faz doentes, revoltados e arrogantes.

E o arrogante é o cara mais ridículo da face da Terra… Quando a gente se enxerga melhor do que é na realidade, de uma casta superior à dos outros mortais, a gente cai num ridículo sem precedentes. Quando a gente esquece que devemos sempre ouvir o outro, por mais penoso que possa parecer. Quando a gente esquece de deixar o tempo fazer a sua parte, e fica tentando atropelar as coisas e as pessoas.

Eu vou escrevendo tudo isso, meio que sem saber onde quero chegar, num simples desabafo, por estar cercada de pessoas assim no meu trabalho, pessoas que eu jamais escolheria para ser meus amigos, mas que a vida colocou ao meu lado para me ensinar alguma coisa.  E me sinto só. A última lourinha alegre, inocente e solidária neste mundo cada vez mais cruel e cinzento.

Mas continuo e continuarei acreditando no amor e no ser humano, na amizade e na solidariedade. Mesmo que seja apenas mais uma fantasia de carnaval.