MASSA FUNKEIRA, NÃO ME LEVE A MAL!!!

Se o Alvaro Lins fez alguma coisa que prestasse de fato, essa coisa foi restringir os bailes funk.
Pois não é que a própria ALERJ resolveu não só revogar esta lei, como também aprovou um projeto de lei que define o funk como patrimônio cultural e musical de carater popular (os que fazem apologia ao crime ficam de fora). Funkeiro também vota, ora bolas!!
Eu já fui à baile. Nos bons tempos, aqueles que denunciam que já passei dos 30. Eu gostava, e muito. As músicas eram legais, tinha Claudinho e Bochecha, tinha Aquela música do baile do Borel, enfim, não tinha “toma-que-toma”, não tinha “dicumforça”, e não tinha apologia ao crime. Tá, tinha o “rap das armas”, que seria uma “ciranda-cirandinha” comparado às faixas “proibidonas” que tocam lá no camelódromo da Rua Uruguaiana.
Mas apologia ao sexo entre crianças de dez anos não seria crime, afinal?
Como separar o funk “do bem” do funk “do mal”?
Quem quer ver a filha de nove anos cantando “goza na boca, goza na cara” e outras baixarias?
Então tá. Tati Quebra Barraco é manifestação cultural. Só se for da cultura da burrice e da falta de amor próprio.
Em baile de comunidade tem droga, arma e bandido.
Em baile de clube tem briga.
Como fazer com que os bailes funk deixem de ser responsabilidade da PM e passem a ser responsabilidade da Secretaria de Cultura?
Haverá por acaso uma lei que exija bom senso por parte dos MCs??

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O DIA EM QUE GERSON LIBEROU A MACONHA

Uma mulher passa pela sala de jantar de sua casa na segunda à noite e vê O Globo de domingo sobre a mesa. A manchete em letras garrafais:”Brasil já comercializa e consome’drogas legais'”. Peraê!!
A revista do jornal me dá as informações. Fabricados em laboratório, produtos semelhantes às drogas ilícitas simulam seus efeitos e ganham força no Brasil e no mundo.Maconha legalizada? Cocaína legalizada? Ecstasy legalizado? Opa! Sinal dos tempos? Filme de Kubrick? Fui ler o troço todo para ver se entendia.
O cientista “descobre” ou “encontra” ou “cria” substâncias sintéticas ainda não cadastradas pelas ANVISAS do mundo, e faz droguinhas com embalagens coloridas e atraentes, nomes sugestivos e efeitos idênticos ao das drogas comuns.
Me lembrei imediatamente do último TV Pirata que passou na televisão, em 1989, onde aparecia uma propaganda dos “finos Lennon, o fino que satisfaz”, numa sátira à liberação da maconha para consumo pessoal.
Acontece que não é assim tão simples, não, senhores e senhoras. A ressaca é a mesma, diz um usuário. Os danos à saúde devem ser muito piores, por tratar-se de drogas sintéticas cujos efeitos nem mesmo foram pesquisados. Só que, ao realizar um exame ou ser pego portando uma substância que não é cadastrada como droga, o sujeito se livra da cadeia. Ou seja, é Gerson, (aquele da lei do mais esperto) passando a perna na polícia. Mas está doidão e detonando com a própria saúde como sempre fez.
Ah! mas tem um lado bom: Se os governos deixarem de ser hipócritas e os cientistas produzirem suas “legal highs” (nome do troço) com regulamentação pra fabricação e uso, incluindo bula com maniera de usar, dose recomendávelealertas de danos á saúde,o tráfico cruel e assassino que compra policiais, políticos e jovens, fica fraco. Acaba. Muito melhor ficar doidão pagando á empresas legais que geram impostos que pagando ao Fernandinho Beira-Mar, ou não?

Whiter than white - naughty but nice !!! something to help you stay up for the night, with 1 gram of Raz!

Whiter than white - naughty but nice !!! something to help you stay up for the night, with 1 gram of Raz!

Na Nova Zelândia, durante os oitos anos em que era permitido e regulado seu uso e venda, empresas e governo trabalharam juntos para minimizar riscos e cogitava-se um país onde não mais haveria mercado ilegal de drogas. Fernando Gabeira e Fernando Henrique (o Cardoso, lembra?) acreditam que esse é mais um motivo para se pensar em legalização.
As drogas existem e em qualquer esquina se pode comprar. E as pessoas compram e as pessoas usam. Hipocrisia achar que não é assim. E as políticas antidrogas não andam mais rápido que a tecnologia pra a criação de novas substãncias. Ou seja… Sempre vai ter doidão, sempre vai ter droga. mas agora existe uma saída para que isso se regule.
A ONU, embora seja contra a legalização, é a favor da descriminalização e da discussão de novas políticas. Essa atual, já era.
Legal high também vicia, tá?!
Como hoje é dia da liberdade de pensamento, digo que a Mulher Polvo é a favor dessa discussão, mas não a favor do uso. Um libertário papo-reto-sincero-sem-hipocrisia nuncafez mal a ninguém.

Marchem, soldados!!

A Mulherpolvo Não faz apologia à maconha ou ao seu uso, Mas diz sim a legalização.
Aqui tem as explicações. Informe-se. Analise. Tenha a sua opinião!!!

NAVIOS NEGREIROS DO SÉCULO XXI

Não comentei aqui sobre o que aconteceu nas barcas que atravessam a Baía de Guanabara quarta feira passada por inércia, ou excesso de afazeres, não lembro.
Véspera de feriadão, todos os niteroienses e adjacentes escaldados evitam de usar a ponte. Claro, né?!
Só que pro pessoal da Barcas S/A não é tão óbvio assim, então eles não colocaram nenhuma embarcação extra pra galera ir pra casa. Deu merda, claro. Nenhum trabalhador quer voltar pra casa num navio negreiro, amontoado, maltratado… e pagando! Ivadiram a estação, quebraram tudo e eu, esperei em pé em uma fila por uma hora e meia para embarcar num catamarã (que é transporte de rico, custa R$8,00 e serve a população que mora na área mais nobre de Niterói).
No dia seguinte, o presidente da concessionária Barcas S/A disse na televisão que o povo não tem nada que ir todo na mesma hora pegar barca, que quem tá errado é quem evita a ponte e pega a barca. Ele, que é dono da maior empresa de ônibus do estado do Rio, não acha que deveria colocar mais barcas nas vésperas de feriado…
Acontece que hoje flagaram os agentes ferroviários da Supervia batendo e chicoteando os usuários na estação de madureira.
Como num navio negreiro. Denovo, só que dessa vez pobres de outras áreas.
Faxineiros, atendentes de lanchonetes, domésticas, pessoas pobres de todo tipo pagando passagem para apanhar. Socos, chicotadas e muito desrespeito. A maior e mais carente parcela da população, sendo tratada dessa maneira adiquire uma espécie de ressentimento social que os leva a odiar quem tem mais, ou quem mora melhor, ou quem pelo menos é tratado com algum respeito.
Não adianta apenas demitir esses animais, porque sempre virão outros. É ordem da Supervia “usar a força” para que as portas dos trens se fechem, e para que nenhum usuário suba pelas janelas. Usa-se até barras de ferro para conter os usuários.
Mas não seria mais simples colocar mais trens, em bom estado de conservação e com horários respeitados, para que estes não excedam a lotação?
São essas atitudes das instituições que fazem com que o poder paralelo da bandidagem avance tanto. Como convencer um jovem a ser um cidadão consciente e trabalhador, se ele só é respeitado quando tem uma arma na mão? Não é com porrada nos mais desfavorecidos que se constrói um mundo melhor. O que será que precisa acontecer de pior para que entendam isso?

VAMOS CELEBRAR A ESTUPIDEZ HUMANA

Hoje é aniversário do golpe militar de 1964.
O nosso Brasil, vendido aos americanos desde os tempos de Getúlio, precisou acatar mais uma ordem em troca do dinheiro que nos levaria ao “progresso” e nos salvaria do comunismo.
A discussão de idéias e opiniões, sob o prisma da sociedade capitalista ocidental, levaria o país à ruína.
Rever a distribuição de renda, lutar por uma sociedade mais justa, alfabetizar e politizar o operário e o lavrador nos atiraria diretamente ao fogo do inferno.
Tantos morreram, tantos sumiram.
As gerações subsequentes ao golpe foram também grandes vítimas. Mudaram o currículo escolar brasileiro, nos fizeram chamar a professora de tia, sucatearam o ensino público.
Nos ensinaram a obedecer cegamente, sem questionar.
Nos ajudaram a amar e a engolir a cultura americana e a esquecer as mazelas da vida em frente à televisão.
Fizeram de nossa sociedade uma massa mais burra e individualista.
Coloco também neles, a culpa pela transformação em circo do Congresso Nacional e do Senado, uma vez que, durante 20 anos, só permaneceram ali os vendidos, os que diziam “amém” à exploração do povo brasileiro.
Muitos pensam que “naquele tempo” não havia roubalheira, mas é mentira. Roubava-se muito, muito mais.
O desafio de hoje é não só consertar todo o mal que foi feito, mas também lutar pela justiça aos perseguidos e também pelo direito à memória.
Já passou da hora de os arquivos serem abertos à sociedade em geral.
E, mesmo 45 anos depois, é imprescindível o julgamento e penalização dos responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos, para considerarmos o Brasil um país um pouco mais democrático.