A bowl full of cherrys

O título, retirado do filme “A árvore dos sonhos” , que tem aparecido nos meus pensamentos repetidas vezes ultimamente.  Considero este uns dos melhores momentos do filme, e, vira e mexe, fico pensando, como se fosse uma redação da escola, why my life is a bowl full of cherrys?

Bem, com a mãe e as filhas que tenho, minha vida não só é uma taça de cerejas como também tem chantily por cima. É que é muito gostoso viver cercada por gente carinhosa, não é mesmo?

Todo mundo, inclusive eu, tem mania de reclamar. Mas quantas vezes a gente consegue parar para pensar em quantas facilidades temos? Muitas vezes financeiras, ou físicas (no mundo ocidental, ser bonito é vantagem das grandes!) ou um talento especial para realizar as tarefas diárias, sejam elas remuneradas ou não.

Proponho aos que por aqui passarem que tentem enumerar alguns dos motivos que fazem de suas vidas uma taça de cerejas… Para começar a semana num astral mais grato, sabe?!

E, quando puderem, vejam este filme,  que é muito bacana!!

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O MUNDO É DA COR QUE A GENTE PINTA!!

Já faz alguns dias que eu estou querendo escrever sobre um determinado assunto, mas as picuinhas do cotidiano me distraem, e eu acabo me esquecendo que tenho algo a dizer.

Entre uma fornada de pão de batata (delixia!!!), uma pia cheia de louça, e algumas rosinhas de açúcar, fui relexar de pés pro alto, assistindo “Legalmente Loira” (passou o 1 e o 2 ontem, em sequência, na Universal).

Uma loirinha otimista determinada… Hum… Acho que sei como é!! Faço questão de assistir, mesmo que só um pedacinho toda a vez que passa, para não me esquecer do poder do sorriso, da determinação, da amizade e de outros valores que não costumam receber muita atenção das pessoas.

Eu vejo filmes bobos!! Eu adoro filminhos de mulherzinha, esses onde ninguém morre, ninguém mata, ninguém rouba. É que eu gosto de pintar meu mundo com as cores que considero mais belas, e não entendo como vou relaxar vendo morte, sangue, traições de todo o tipo, essas coisas.  Acaba que o pensamento fica repleto de sentimentos negativos, tristes.

Nos estudos de espiritismo, a gente aprende que todos os nossos pensamentos ficam gravados à nossa volta. E que não adianta não fazer o mal e ficar pensando no mal o tempo todo. Também aprendemos que acima ( ou junto, sei lá) da atmosfera do nosso planeta, existe a psicosfera, onde todos os pensamentos de todos os habitantes forma esta espécie de aura. Nos dias de hoje, essa psicosfera é densa, cheia de sentimentos de dor, vingança e ódio, mas conforme mais pessoas elevam seus pensamentos, e buscam os sentimentos mais sublimes de amor, perdão e solidariedade, a aura da Terra também se torna mais etérea, mais bela, e o nosso planeta, belo dia desses, vira um lugar melhor de se viver.

Então, pessoas,  que tal lembrar disso nos momentos que, a sós com seus botões, der uma vontade enooooooorme de bolar maquiavélicas vinganças contra quem quer que seja, ou quando der vontade de xingar bem alto um palavrão bem cabeludo…. Olha, não to falando aqui para esquecer do Vin Diesel, do Bruce Willis e dos outros valentões, afinal nem só de de ” A Noviça Rebelde” vive o cinema… Mas dá pra dosar… O planeta agradece!!

 

 

 

FELIZ PARA SEMPRE

Calmo plantão no hospital.  Grudei num blog da Celamar que eu ainda não conhecia. http://meuqueridoamigocafa.blogspot.com/ esse é o nome.  E lia, e me deparava com uma história que poderia ser a de qualquer mulher, talvez seja, ou tenha sido no passado, uma história que só difere das minhas quando percebo que ela nunca se deixou levar de olhos fechados. Ela pensou, tanto que saiu fora. Homens mentem.

Fui dormir com o coração atordoado.  Será que só ontem percebi que homens mentem, traem e destroem o amor-próprio de mulheres? Não… Eu já escutei mentiras, fui traida, espancada, quase destruida por homens.

Então porque, mulher, você acredita, logo de cara, se joga, mete os peitos e crê em boas intenções?

Porque, assim como o resto do mundo, baseio os outros por mim. Tenho bom coração e boas intenções. E procuro ver isso nos meus interlocutores.

Chorei.

Não quero perder a inocência!!!

Intensa que sou, a custa de muitas lágrimas, venho aprendendo que não precisamos estar ou num extremo ou em outro.

Existe, sim, o caminho do meio.

E despertei linda, abençoando a manhã, a bike e a praia que esta vida louca de recepcionista de emergência do SUS me proporciona, em conjunto com o ofício de cozinheira sem trabalho no momento. Um mergulho, um cigarro. A revista Cláudia. Uma reportagem bem ao meu gosto.

“10 filmes sobre mulheres nota 10” Essa eu recomendo, pois ali me achei.

Filme n°7:  “Pão e Tulipas”. E o comentário da (inspirada) jornalista (não tem crédito): ” tem muita gente que se distrai e é feliz para sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssima por uns instantes, em outros achar que ficou maluca, então ser feliz denovo em fevereiro e março, e em abril quationar tudo o que fez, aí em agosto ser feliz porque uma ousadia deu certo, e assim sentir-se realmente viva porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia.”

Aí a ficha caiu. Eu sempre quis (?) casar. Cresci e fui educada para fazer faculade, casar e ter filhos. Aí eu casei, como uma princesa, de véu, com festa, bolo e tudo o mais. Só que eu não fui feliz. Achava um tédio, sem aventuras, todos os dias iguais. Apenas meu reflexo no espelho ficando mais velho, os bebês mais pesados, a insatisfação mais desesperadora. Um medo terrível de a minha vida ser só aquilo ali. Parti, com os bebês e nossas roupas, para a casa da mamãe, que fica no meu lugar: Piratininga, Niterói. É desse mar e dessa paisagem que tiro minha força.

Até que me casei denovo. E fui murchando, na medida em que a monotonia e a falta de apoio aos meus projetos se instalava. Denovo só.

Mais um mergulho no mar. Olho em volta, olho para dentro. Minha vida atual não tem rotina. Hospital, doze horas de trabalho para sessenta de descanso. A cada palntão, dois clínicos, um cirurgião cento e poucos doentes e familiares diferentes. A cozinha? A cada festa ou coquetel uma nova aventura. Mês bom, usando roupa nova de marca, almoçando em restaurante caro. Mês ruim, levando marmita pro hospital e garrafa d’água para a praia. è assim que sou feliz uns dias, infeliz outros, felicíssima em tantos outros e por aí vai. É a minha natureza, não posso lutar contra.

Amor, quero dar e receber.

Casar, já não sei.

E será que eu quero mesmo ser feliz para todo o sempre??

SOB O SOL…

Um plantão de vinte e quatro horas muuito cansativo, uma volta para casa na manhã ensolarada e perdida.
Deitei na minha cama, para curtir duas horas de descanso. Presente dos céus:o filme vai começar em dois minutos!!!
“Sob o Sol da Toscana”
Caramba.
A sabedoria dos filmes de Hollywood me deixam atordoada.
Chorei pra chuchu. Tpm, cansaço, a fragilidade do momento que atravesso.
Tudo o que eu precisava escutar estava bem ali, na minha frente, na televisão.
Ao fim do filme e das lágrimas, coloquei um som no banheiro e fui tomar um banho de deeva.
Quando eu vi, estava dançando…
Coisas incríveis podem acontecer, sempre, mesmo no finzinho do jogo!!!

Para Alessandra


Primeiro de tudo, clique aí no “play” e deixe a música invadir seus ouvidos.
Pré vestibular. Ruiva, de cabelão. Acima do peso, como sempre. Dezoito curiosos a afoitos anos. A primeira de uma série de viagens a Visconde de Mauá
A descoberta de Carlos Santana, da música “samba pa ti” e o início de uma nova era, agora com trilha sonora.
Foi essa música que ouvi enquanto arrumava minhas coisas para ir morar em Mauá, menos de seis meses depois de ter ido lá pela primeira vez. Foi essa a primeira música que ouvi mais uns poucos meses depois, ao saber que havia passado no vestibular, em segundo lugar, mesmo sem ter me concentrado nos estudos.
Um som que tem sabor de vitória, de liberdade, de adeus à vida de escola.
Você se lembra bem dessa época, eu sei. Até foi a Mauá, vestiu saia indiana e tomou banho de cachoeira comigo.
Comecei o dia de hoje com essa música na cabeça. Não, na verdade, comecei com as emoções que ela me desperta, e me lembrei dela, de você e de como eu era.
Seu último recado lá no meu orkut me preocupou e ligou a “mãe-da-Ale” que existe dentro de mim.
Não se pode ensinar os outros a viver, nem tampouco fazer do outro a razão do viver. Não há como ditar regras, listas do que “pode” ou “não pode”. Cada um é de um jeito e se relaciona com as pessoas de forma particular.
Já quis tanto que você fosse diferente, que entendesse como eu penso, que pensasse como eu.
Que burrice, né?!
Mas eu to preocupada com você. Com esse choro diário, com essa saudade doída. Com o coitado do meu conhado. Poxa, irmã, cada coração que você deixou aqui bate junto com você. Para que ser tão carente??
Não dependa tanto assim da presença, ou do amor, ou mesmo da aprovação dos outros.
Sei que vocês dois estão aí na maior luta, e que sua rotina não deve ser nada fácil. Mas minha imaginação vê você chorando ao chegar em casa, quase diariamente.
Pensei nos meus primeiros tempos na Bahia, que nem é tão loge, que tinha sogra, sogro, filha…
Em como eu chorava e depositava todas as minhas expectativas de afeto em Felipe.
Por favor, não repita meus erros, querida!!
Já falei: muitos corações aqui batem com você. Você não está mais sozinha que jamais esteve, pois na verdade, somos sozinhos. Todos nós. E estamos todos juntos nisso. (Frase de filme, denovo. P.S. Eu Te Amo)
Sinto muitas saudades de você. E gosto de pensar em suas gargalhadas, ou no seu sorriso. Quando penso em você triste e chorona, a saudade fica menor, sabe?! (ok, excesso de sinceridade)
Te amo, e muito. E lembre-se: quando estiver triste…
“put ypur records on, tell me your favorite song
just go ahead let your hair down…”
Ainda não tirei do chuveiro aquele seu shampoo que deixa meu cabelo duro. O de guaraná. Assim, parece que você já volta, sabe?!

ADOTE O QUADRÚPEDE CERTO!

Alguém já viu a nova propaganda de ração Pedigree? Eu vi ontem, pela 1° vez, e chorei. Sim, eu chorei por todos aqueles cachorrinhos sem um lar, sem uma família.
Que espécie de ser humano chora com propagandas de ração? Eu deveria ir dar palestras na faculdades de propaganda. Ao final de 30 segundos, eu estava dando um lar, um saco de ração Pedrigree, ossos, brinquedinhos, caminha e seguro veterinário para qualquer pulguento que me aparecesse na porta.
Mulheres, sempre tão previsíveis!!!
Tudo bem, que eu já estava “amolecida” por ter assistido “Bridget Jones” pela enésima vez, e pela milionésima vez constatei que eu sou uma figura curiosa, entre a Bridget e a Scarlet (O’Hara).
É que faz tanto frio de noite… Arrumo um ninho bem quentinho para dormir, e, invariavelmente acordo suada tipo uma hora da manhã. E ligo o ventilador. E durmo mal, acordo tensa, cheia de frio. Sem vontade de levantar, nem de existir.
Como tensão, tristeza e ansiedade são opções, optei por pegar minha bicicleta e pedalar, ao invés de ir pra academia. Olha só que antídito:
IMGP1264

IMGP1265

IMGP1267

“Down down, we all go down…” Quando eu fui ver, tava até cantando…
Quando dei por mim tava no hortifruti enchendo o carrinho de alimentos coloridos, fresquinhos. Quero ver se depois de colocar tanta cor bonita pra dentro se eu continuo a acordar assim… Vou (cafajesticamente) colocar a culpa nos dois episódios de falta de vitalidade em dois dias na… Pizza de sábado. Rá!!
Em tempo: ensinei minhas filhas a pedir pra minha mãe deixar a gente adotar um gato e um cachorro. Nós temos um Golden Retrivier, mas ele sempre conviveu com outro, um vira-latas, que morreu ano passado. Tanto cachorrinho precisando de um lar…
melhor que adotar (mais) um palhacinho, né não?!
E MAIS UMA VEZ FICA COMPROVADO O PODER DA PROPAGANDA SOBRE MEU CÉREBRO!
E agora, o greatest hit da minha manhã:

DOIDA, MUITO DOIDA

Como (quase) sempre acontece, começo o post sem um título, sem um assunto específico, apenas com um sentimento. Ah! E umas sensações também.
Sensação n°1:joelhos esfolados!!! Ráaaaaaa (mortalcarpado) (ou carcado?)
Sensação n°2:fome de pizza sabor “tudo em cima”. Acho que mereço, depois de jantar consomê (uma água quente temperada muito da safada…) por várias noites seguidas.
O sentimento: vontade de matar o feladaputa que fez o filme Bossa Nova
Dá vontade de amar. Esse filme é tão leve, tão gostoso, ensolarado, fresquinho, ah! Sei lá, a gente fica assistindo com aquele risinho idiota, carinha de boba por hora e meia. Aí dá um troço. Não se se o nome. logo eu, que tenho um nome e uma explicação para cada coisa, me sinto confusa em relação aos sentimentos que o filme despertou.
Saudade. Durante a gestação das minhas filhas, eu ficava fazendo carinho na barriga e sentia uma saudade danada, sabe de quem? Dos bebezinhos. E minha mãe ficava doida, explicando que não é possível sentir saudades da filha que ainda nem nasceu.
To com saudades da minha próxima paixão. É isso. Prontofaleimesmo. Hum,vejamos: eu to com vontade de gostar, de ficar toda apaixonada por alguém. To com saudades dessa sensação. Agora, repare bem: essas coisas a-con-te-cem. Do nada. Não é igual à captalização, que tem data certa pro resgate (nem sei se tem, sou financeiramente burra estúpida). Whatever.
Certamente o filme me impressionou. Capaz de eu ter uns pesadelos mais tarde, de que estou desidratada de tanto amor, e acordo suada, palpitante e precisando pedalar até Aparecida do Norte para agradecer a benção que é ser só minha, da familia e das amigas. Paixão demanda um tempo que não sei se tenho. Não é à toa que eu to pirando. Mãe, filhAs amigAs. Extingui os homens de perto de mim. Sobrou o personal e os que trabalham no hospital. Aí a garota sai pra ver o Yves Saint Laurent no CCBB, não vê, e volta com os joelhos, a pele, o sorriso, essas coisas. Mas passa longe, muito longe de amor. Ou de algo parecido com.
Assumo. Estou carente. Só agora entendi, bem na hora que eu ia escrever que vestirei luvas de box hoje quando parar de escrever, para não cometer a asneira de ligar sacanamente para Puro-Osso. Tsc,Tsc,Tsc… Coisa feia, menina. Isso não se faz.