PURO-OSSO RULES!!

Como já dizia o cara da televisão, loucura, loucura, loucura.
Eu troquei de time…
Não!!! Eu não vierei lésbica!! Calma, galera!
EU VOLTEI PRO TIME DAS CASADAS!!! HAHAHA
Lembra do falecido? Então, a gente voltou a namorar, faz dez dias. Como a vida é muito incerta, e a gente era partidário da tolerância zero, e ficou terminando e voltando várias vezes, virando motivo de chacota entre os amigos, e eu fiquei na minha até ter a certeza de essa volta é pra valer.
É pra valer! Quantas relações minhas acabaram e depois de muito tempo eu vi que havia sido imatura, e que também tive meus vacilos. Mas dessa vez, graças a Deus, não foi assim. Deixamos de morar juntos no final de 2007, passamos uns meses namorando, e, depois, num vai e volta típico de que não sabe o que quer, e sem me envolver com outras pessoas.
Até que aconteceram aquelas coisas em janeiro e em fevereiro e eu pude comparar bem…
Não posso também dizer a que a fila andou pra trás, porque muitas coisas agora estão acontecendo de forma diferente.
Eu precisava dar um nome pro meu amado aqui no blog, esse negócio de gato não serve: anda de quatro, bebe leite, e balança o rabo. Eu não quero saber de chamar homem meu de gato. Nem de amor, nem de marido. Aí lembrei do desenho do Billy e Mandy, foi de lá que saiu esse apelido.
Bem, mas isso tudo pra falarque no sábado nós fomos na feirinha da Rua do Lavradio, na Lapa, com as crianças, muito bacana lá. Na sequência, o espetáculo “sonhos de einstein”, da Intrépida Trupe, na Fundição Progresso. O que que foi aquilo??? Muito, muito lindo, eu recomendo. Pra começar que assisti sentada em um balanço e isso fez uma diferença enorme. E será que o tempo realmente passa? E a família, feliz e saltitante, levou pra casa essa reflexão.
E no domingo…
Miguxos do meu Brasil varonil, eu aceitei fazer uma feijoada para 200 pessoas, lá no grupo espírita da minha mamuska. Eu já havia feito coisa parecida por lá, mas sempre como assistente, e não como chef. Sábado de manhã, eu e minhas alunas (trabalho voluntário. Aulas de culinária para adolesecentes da comunidade carente onde fica o grupo espírita)
cortamos e colocamos de molho 50Kg de carnes de feijoada. catamos, lavamos, e colocamos de molho 15Kg de feijão.
Domingo. Fazer a feijoada mais 20Kg de arroz, 10 de farofa, couve, laranja.
Eu com um fogão industrial de quatro bocas, duas panelas de preesão grandes, (mas uma não pegava pressão).
Foi difícil, mas não impossível. Tudo engatilhado para ser entregue entre uma e meia, duas horas da tarde.
Aconteceu que por volta de meio dia, as mulheres da organização foram lá me encher a paciência, me apressar. Tive que dar um forinha nelas, porque não me deram horapra entregar a comidae porque seria humanamente impossível entregar a feijoada meio dia. POR FALTA DE FOGO E DE PANELA, E NÃO POR FALTA DE BABACAS DE BOA VONTADE PARA FAZER. Eu paguei o plantão deontyem pra trabalhar feito mula, no maior calorão, num domingo, e de graça. Cheia de amor no coração, na boa, amarradona.
Entreguei a feijoada as quinze pras duas, um horário razoável, não?!
Chateações à parte, todos adoraram, ficou mesmo uma delícia e, mesmo sem estar ali no grupo espírita todos os dias, como elas, eu levo à sério os ensinamentos do evangelho, sobre tolerância, compreensão, solidariedade. E levo à sério os ensinamentos da boa educação e do bom senso. E o resto é o resto.
Como ser frenética é uma opção que fiz antes mesmo de aprender a andar, fui com Puro-Osso ver o fla-flu no bar, enchemos a cara de cerveja gelada ebarata, vibramos como loucos no 46° minuto do segundo tempo quando o flamengo empatou em 1X1, garantindo o 1° lugar do grupo e uma vaga na semi-final.
O amor é lindo, tem olho azulzinho e se chama Puro-Osso.

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FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ?

Tudo o que há na natureza foi feito por Deus.
Cada ser humano sobre a face da terra foi feito por Deus. Tá bom, tudo bem, tem umas pestes por aí que devem ter sido extraviadas de outros mundos (Michael Jackson, por exemplo).
Mas eu, euzinha que aqui vos escreve, fui criada não por Deus, mas sim por (Tambores, please!)
NELSON RODRIGUES!
Desde os meus vinte anos, quando tive o prazer de concluir a (obrigatória) leitura de toda a sua obra, tenho a certeza de ser criação dele.
Mas quem, dentre todas as personagens, seria eu?
A dona de casa suburbana, cheia de recalques, cujo casamento acabou ainda na lua de mel, como a Engraçadinha, que na verdade escondia um passado tenebroso e muito fogo dentro de si?
Ou Glorinha, a adolescente também suburbana que procura um sentido para sua vida em um bordel?
Nem uma, nem outra.
Eu sou aquela comum, cheia de conflitos e obsessões. Que considera tara não morder.
Que não deixa os desejos apodrecerem dentro de mim.
Quem algo de trágico no olhar, e muitos mistérios no coração.

E você, foi feito(a) por quem?

BOLHAS DE SABÃO

Quando esta música ABSOLUT BEGINNERS, DAVID BOWIE pelos idos de 1986 tocava no rádio, eu era uma garotinha de 11 anos.  E ganhei de presennte um brinquedo que fazia bolhas de sabão gigantes. Engraçado como música pra mim tem cheiro, imagem, traz lembranças de todo tipo. Essa me remete às bolhas de sabão, cheiro de detergente de maçã e um conjuntinho listrado vermelho e branco que eu vestia na época.

Mas é das bolhas de sabão que eu quero falar.

No livro Confissões de adolescente, da Maria Mariana, fala-se que os impulsos são bolinhas de sabão. Que não adianta ir atrás deles e tentar tocá-los, pois se desfazem.  Só que, logo depois, fala-se novamente que os impulsos são como bolinhas de sabão, e que temos de correr para agarrá-las, antes que se desfaçam…

Pô, eu sou exremamene impulsiva.

Talvez porisso eu goste tanto das bolhinhas de sabão.

Corro para agarrar as minhas bolinhas antes que se desfaçam, não consigo ficar apenas olhando, esperando… É bom e gostoso, fazer as próprias vontades, no momento em que elas surgem. Gastar o tesão naquele gato novo que apareceu, todo de uma só vez, dando, dando muito, até arder. Até virar um amigo. Escutar uma música nova, bacana, mil vezes, até furar o CD, até não conseguir nem pensar mais no nome do cantor.

Mas pra isso tem que ser macho. Mas não, não é pra ter piruzinho, não…

É pra aguentar a enxurrada de consequências que vêm (ai caramba!! vêem, vêm, ou vem???) depois. Principalmente os impulsos que abrangem outras pessoas.

Muitos não entendem essa maneira de ver a vida. Tem gente que economiza tudo, até sentimentos e tesão.

Coitados…