AMOR: SUBSTANTIVO CONCRETO

Dia de são joão é feriado em Niterói.e é sempre bom, mesmo sendo um feriadinho municipal. mas para falar do feriado, eu opreciso também falar de sua véspera,  dia de plantão. Foi um plantão pra lá de hilário, e vou explicar porque.

Comecei a fazer drenagem linfatica. Além de gorducha, me sinto inchada. Comprei um sapato número 38 e, no dia de calçar, o pisante estava enorme no pé, nem dava para usar. Pés inchados… Bem, eu fiz a massagem e recebi conselhos de vestir cinta, aquele colanzinho que a gente usa quando ganha neném.  E fui pro palntão, de colant por baixo da calça jeans, levando uma garrafa de sopa extremamente diurática para passar o dia bebendo. E resolvi trabalhar direito, ser útil, carinhosa e prestativa, pois trabalhar sem amor não dá, não dá mesmo.

Mas você sabe que o pessoal aluga, e aluga mais ainda quando vêuma recepcionista que não diz NÃO.  E a vontade de fazer xixi era eterna. E eu desabotoava aquela geringonça apertada num banheirinho minúsculo, rapidinho, para poder voltar ao lerê. Foi difícil. anotei no caderninho: trabalhar de cinta, never more!! E Puro-Osso me ligou.

Meu querido tem mania de ligar pro hospital disfarçando a voz, passando trote.Neste dia ele fez a voz do Fred Mercury prateado…

Planos para a noite?? Cordas novas na viola e umas cervejas…. Que tal??

Passei o dia inteiro tomando sopa insossa, apertada na roupa e na bexiga, para terminar o dia enchendo os córnos de cerveja…

Ás vezes penso que meu gato só toca violão direito se eu estiver cantando. E que minha voz só fica bonita de verdade quando ele a acompanha ao violão.

E amanheceu o dia de são joão. Fogos e um sol lindo. Impossível ficar na cama num feriado lindo daqueles…

A gente ressaqueado,  pouco dormido. Crianças sem aula, adultos sem trabalho.

Churrasco na piscina da sogra, e uma bela reunião: P.O., seu irmão e eu, minhas filhas, a filha de P.O.  e a sobrinha.

As mocinhas (13 anos) falando sem parar sobre as coisas de mocinha. As menores demonstrando na piscina os progressos das aulas de natação. Todos muito felizes, comendo churrasco.

Mas meu cunhado precisava sair, para sei lá, comprar cigarros ou algo parecido.

E, mais alguns minutos depois, o telefone.

E vejo meu amado sair correndo, descalço e molhado. Isso só poderia ter um significado: tombo de moto. Assim como eu percebi, támbám a filha e a mãedo acidentado perceberam. E eu, no deixa disso.

É chato e triste precisar acalmar corações que sabem que não haverá calma nem tão cedo.

E o nosso feriado de sol começou a azedar.

Um tombo muito, muito feio.

Capacete salva vidas, não devemos nunca deixar de usar.

Um buraco, tipo um rombo, na carne das costa do cunhadão. daqueles que dá para ver os ossos, sabe?!

P.O. tem sérios problemas com sangue. Não pode ver. Mas precisou acompanhar o irmão dentro da ambulância, acalmando e consolando, até chegar ao pronto -socorro.  E eu, com minha sogra, entre copos de água com açúcar e chás de erva cidreira.  Precisei correr ao hospital também, para amparar meu querido, quepela voz, estava a ponto de desmaiar.

E, de repente, toda uma corrente de pessoas que se amam e se importam estava formada. O cunhadão voltou para casa no mesmo dia, todo costurado. O mal estar de P.O. custou muito a passar, pois, depois de tanta aflição e estresse, vieram o desmaio e as lágrimas.

Não, nunca mais direi que amor é substantivo abstrato. É concreto, é real. Tem peso, tem altura e forma. É quente como o sol.

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Um selo e muito amor!!!

Foi um bom final de semana.
Creio já ter falado sobre o não-resistir, aceitando o que a vida nos traz. Mesmo que pareça chato ou injusto. Antes, eu ficava logo nervosa ou chateada por tudo o que me acontecia. E fui percebendo que vivia chateada por coisas que eu não tinha o poder para modificar, sempre contrariada. E fui serenando, aceitando, adquirindo jogo de cintura.
Com Puro-Osso era assim também: queria que ele fosse o homem que eu sempre sonhei, e esquecia de curtir as qualidades que ele me apresenta, qualidades essas que jamais ousei sonhar em um homem. E lutava e brigava. Hoje, prefiro aceitar os vacilos com mais paciência.
Foi gostoso ver ele tentando se desculpar do vacilo de quinta-feira. Foi lindo brigar “não-brigando”, trocando as acusações e lágrimas pela certeza de que queremos estar juntos, resolvendo as confusões de maneira mais sábia, sem separações de minutos, horas, dias ou meses. Se antes eu lutei para esquecer, agora eu quero mais é lutar para ficar junto. e sabem do melhor? Ele também!!
E foi mais que gostoso estar com ele numa festa bacanérrima, ao lado dos meus mais preciosos amigos, dançando e bebendo e curtindo. E eu olhava para ele dançando charmoso com as amigas… Ai! que delícia!! Esse homem é meu!!
Uma festa na praia, Uma lua crescente enorme, desce alaranjada sobre o mar, cjeio dos reflexos prateados. Foi espetacular.
Beijos, abraços e juras de amor eterno.
Beijos e mais beijos.
Se não tivesse frio, teria mergulhado no mar, teria rolado na areia.
Porque tem horas que não dá para falar “eu te amo”… Eu sinto mais urgência, mais amor e mais tesão que qualquer palavra possa expressar.
Estou profundamente apaixonada.

E ganhei um selinho!! Da Dani, do Ponto Rouge!!

E vou indicar as minhas queridíssimas:

– Lu Cordeiro

– Accácia

– La Picta

– Celamar

-Bebeth

FELICIDADE É…

Há quem goste de ócio. Eu até que gosto, não vou mentir, mas a culpa, essa tia infeliz, martela a cabeça e não dá sossego.

Tenho andado muito, mas muito ociosa ultimamente. E a culpa andou martelando. Só que desta vez eu dei um “chega pra lá” nela, curtindo meu “nadismo” e me preparando para acabar com essa moleza. É que a mulher descolada do terceiro milênio sabe muito bem queágua parada apodrece, e que o corpo é feito de 70%de água.

Ontem, ainda pelas comemorações do aniversário da Rebeca (filha caçula, 5/05) eu, PO, minha mãe, as minhas crianças e as crianças de PO (duas mocinhas de 13 anos) fomos ao shopping assistir ao filme da Alice, comprar presentes e tudo o mais. Foi ótimo, lógico. E acordei ainda nesse astral de paz, de tudo em ordem.

E fui pra hidroginástica, uma manhã linda de outono, eu na piscina limpinha, o bosquezinho em volta da piscina… naquela hora eu me percebi uma mulher feliz, mas feliz para cara**o, a beleza que entrava pelos meus olhos e encontrava abrigo no meu coração e ecoava de volta, me energizando.

Energizada que fiquei, foi mole dar aquela faxina na cozinha depois, com direito a limpar dentro do forno e tudo o mais. E enchi minha mãe e as crianças de beijos, carinhos e “eu te amo”.

A gente (pelo menos eu) fala tranta abobrinha o dia inteiro, e acaba economizando nas palavras e frases que devem e merecem ser ditas. Não economizo mais as palavras doces e carinhosas, tornei isso uma lei.

A vida me retribuiu fazendo com que PO viesse aqui na hora do almoço para me convidar pra comer num restaurante que a gente ama, aqui no bairro mesmo. Arroz com polvo… Sim, comi um semelhante meu e voltei correndinho pra labuta doméstica.

É que hoje é a festa de aniversário da Rebequinha. Uma festa de pijamas!!! desta forma, terei ainda hoje umas seis garotinhas na faixa dos 8 anos por aqui, comendo brigadeiro, cachorro quente e brincando com os jogos que a caçulinha ganhou. Também espero muita gritaria, risinhos, essas coisas. Mas estou confiante na minha sobrevivência, por mais incrível que pareça. A tolerância não vai me adandonar, pois eu falei com ela que, quando eu tinha 8 anos, eu adoraria ter  recebido várias amigas para dormir e brincar durante todo o sábado. Minha tolerância topou o desafio.

Fico por aqui. Me desejem sorte e muita paciência. As visitas estarão aqui por 24hs. Creio que só vá conseguir postar novamente lá pra segunda feira… mas eu conto no que deu.

Como numa canção do Chico.

Uns dias chove, noutros dias bate sol. Como uma canção do Chico, eu vou levando a minha vidinha, coisas boas acontecem, coisas nem tão boas também.
Espero pacientemente um acontecimento. Qualquer acontecimento. Um temporal, um telefonema, a cura do câncer, o fim da minha sinusite.
Um novo amor, um aumento de salário, um evento para cozinhar. Uma festa boa, uma rave.
Li num livro uma vez: “envelhecer é não esperar mais nada”. Então eu ainda não envelheci, pois espero muitas coisas.
E vou tentendo meditar, vou tentando me alimentar melhor (essa semana não consegui). Comprei um vestidinho bem curtinho, lindo, e levei pra passear no bairro. Encantei muitos com meus cachos no último final de semana, voltei para casa e dormi bastante. E os dias vão passando… Entro de férias no hopsital nesta sexta-feira, mas o descanso será só de hospital mesmo, pois haverá muita cozinha este mês de maio. Como viajar será impossível, pretendo gastar a grana extra com uma tatuagem. Não sei de que e também não sei onde.
Ontem, numa privação temporária dos sentidos, assisti “laços de ternura” pela enésima vez. Não sei o que me atrai tanto neste filme, afinal é a história comum de gente comum. E acaba em rios de lágrimas. Mas assisti ao filme com carinha embevecida, pensando em como meu pai era sábio em dizer que da vida, a gente leva o carinho das pessoas. E que no final das contas, muitas vidas felizes e extraordinárias são vividas por aí, mas sem grandes acontecimentos. E aquela mesa linda que a minha mãe arruma para a gente almoçar com as crianças em dia comum, de semana, é uma grande demonstração de amor e de carinho, e é exatamente do que vou me lembrar sempre…

ACHO QUE É TPM.

O forma como eu avalio o quanto gosto de uma pessoa, é ver quantas características chatas, irritantes e diferentes das minhas eu consigo aturar, e as vezes amar. Enfim, aceito coisas esquisitíssimas de quem eu amo. Aff!
Mas até que ponto isso é válido?
E o limite (tudo tem limite, exceto nossa mente) onde fica??
Ah!! Não fica… estoura, arrebenta!!
E tem mais: quando é que eu vou parar de me analisar o tempo todo?
O que? Nunca?
Ohhhhhhhhhhh….

depois de tanta chuva…

Garotada, a minha vida está de cabeça pra baixo por conta da chuva. Foram muitas, mas muitas horas sem luz, a água não entrou na minha casa por pouco e meu bairro esta (ainda) praticamente isolado do resto da cidade. Hoje à noite eu vou pro hospital, que não dá pra ficar sem trabalhar mais nem um dia. lado bomsempre tem né; brincar com as crianças de STOP! à luz de velas, contar histórias, ficar abraçadinha às minhas três queridonas e comer muito. Dos ovos de páscoa não sobrou nadinha. E os itens de geladeira a gente tratou de mandar logo pra dentro, pois o que sobrou foi mesmo pro lixo.
Doações podem ser feitas através deste blog: água Perrier, homens bonitões e fortões pra ajudar a limpar o quintal, roupas de grifes famosas, latinhas de caviar e de patê, torradinhas variadas e etc.
Quem não quiser me doar nada, tudo bem também.
Mas o que mais me apavorou foi perceber o tamanho do vício em televisão. No segundo dia sem energia, eu só pensava nas minhas séries, filmes e documentários. Televisão entorpece, hipnotiza. livros?? Sim, sim, leio bastante, mas normalmente eu leio na praia ou no hospital. Como eu e a praia estamos de relações cortadas, pelo menos até a próxima onda de calor, eu me rendi ao livro da Celamar em casa mesmo, durante as horas que meu quarto fica clarinho. Que contos bacanas!! Amei, estou amando.

E para finalizar, as fotos dos meus adoráveis filhos de quatro patas. Eu tava devendo… Este preto é o MENGO!!, o amarelinho se chama Apache.

As águas vão baixando e estamos voltando a brincar.

Denoite, no hospital, escrevo algo melhor e visito os blogs de vocês. To cheia de saudades…

Um novo amor!!!

Faz alguns anos que eu estou ‘adestrando” minhas filhas no sentido de pedir á minha mãe (a gente mora na casa dela) um gato.  Só que a minha mãe não gosta de gatos. Então a gente começou a pedir um cachorrinho, tipo um daqueles miudinhos, que ficam dentro de casa, em cima da cama, e coisa e tal. Um cachorrinho que fosse um bebe.  A resposta: sempre aquele não seco. Cachorro dentro de casa, não naquela casa.  E minhas filhas vão crescendo, e eu nem precisei mais ensinar a elas como pedir um cão.

O cão da minha família se chama Apache, tem dez anos e é da raça Golden Retrivier (tipo um labrador peludo, aparece toda hora em propaganda de televisão). O vira-latas que tínhamos, morreu de velho acho que em 2008. E  Apache ficou tristonho e deprimido. E de tão triste, minha mãe começou a deixar ele assistir Tv na sala com a gente.

Voltamos a falar de filhotes. Um beagle. Não é peludo. Um beagle, por favor, um snoopy para a gente… Enfim, minha mãe concordou que adotássemos um cão sem lar. Nada de comprar beagle coisa nenhuma.

Uma vez eu contei aqui pra vocês que aquela propaganda de ração do cachorro abandonado me fazia chorar sempre que eu assistia.

Morri de empolgação ante a perspectiva de adotar um cãozinho, e lá fomos nós, eu e as meninas, na SUIPA para adotar um peludo. E foi a maior presepada: fiz as meninas matarem aula, levei pra almoçar fora, e, depois do almoço, o abrigo de cães.

Chegando lá, vários dogs lindos, aquele cheiro de canil dos infernos, uma latição sem par… Mas sairíamos dali com um filho. para adotar um cão na SUIPA, basta levar o RG, CPF e comprovante de residência. E foi aí que eu me dei mal.

“Não, moça, você não pode adotar um cão e levá-lo para Niterói. Porque a gente depois vai visitar o cão, para saber se ele está bem tratado. Niterói não dá.”

Quase chorei, sério. E o que fazer com aqueles dois rostinhos super-decepcionados ao meu lado??

Voltamos para casa e eu pesquisei na internet, onde poderia encontrar cãezinhos para adoção em Niterói. Não foi fácil, mas, às 20 horas parou um taxi no meu portão, com um peludo sem raça definida, de cerca de um ano de idade, preto, castrado, vacinado e vermifugado. Lindo, igual a um lobinho. Ele foi encontrado no dia que o Flamengo se tornou hexacampeão, em dezenbro do ano passado. Então, batizamos o bichinho de MENGO!

Ele estava maiso agitadodemais quando chegou, querendo brincar de morder. Mas se deu bem com Apache, que parece bem mais jovem agora. Os dois brincaram o tempo todo, e ontem eu dei banho em Mengo, ele ficou quietinho, aceitou meus carinhos e não mordeu tanto como na véspera.

É que o cão também tem que se acostumar à casa nova, não é mesmo.

E eu, minha mãe, as meninas e o Apache  estamos todas in love com o lobinho lindo que nos foi doado. Porque no final das contas, quem praticou um ato de amor foi quem me deu o bicho, e não a minha família que adotou…