EU TENHO SAÍDA???

A coisa chata de se ter um blog é a documentação da repetitividade. pelo menos no caso do meu blog, diário de atividades mentais. É isso, não é? todos temos nossos movimentos…
Experimento uma solidão doída, que da vontade de chorar.
Choro com o telefone na mão: ou ligo para a (ex) analista, peço arrego e volto, ou ligo para Puro-Osso, peço arrego e volto. Mas explico: não preciso mais de ajuda para ver meus movimentos, preciso mais é romper com eles, com ou sem supervisão. Não sei o que poderia fazer ao lado de Puro-Osso. esperar por mais uma decepção? Tentar viver um romance com ele seria a maior pala de insanidade. E é só estar vivendo vida frenética de noitadas e muita birita para eu pensar nele como meu salvador que me mantém dentro de casa.
Eu já vivi tudo isso. tenho vivido tudo isso há algum tempo, e me sinto farta. Uma vitória enorme será ver o tempo passar e não receber o magrinho de volta. Essa semana completamos dois meses separados. Ainda é pouco, ano passado foram três meses, se não me engano. como uma alcoólatra, penso em um dia de cada vez.
Trabalhei demais no sábado passado, foi bom, mas não dei de mim a perfeição, o que me chateou deveras. Nessas horas sinto pena de mim, pois me exijo uma perfeição inatingível, como se fosse condição para que gostem de mim.
Este é uma fato importante nas minhas conversas com os meus botões; a perfeição. Ser perfeita para ser amada. Como eu poderia ser convidada a trabalhar novamente sem praticar a melhor cozinha do mundo? Como ter um romance legal sem ter o corpo lindo de adolescente??
Enquanto percebo que estou pirando, levo Tchela para um chopp, e conto tudo ali, olhos nos olhos. O pior é que ela me diz que não, não estou pirando. Louca eu era antes, pois não exergava essas coisas.
E agora estou aqui, alugando vocês.
Já que tudo anda mesmo em ciclos, essa conjunção astral acaba de uma hora pra outra e eu volto a seguir meu caminho mais confiante. A serenidade, hoje escondida, estará em breve estampada em minha testa.
É preciso mais teimosia e mais coragem. Coragem para passar mais noites chorando na cama até pegar no sono, ao invés de ir viver as mesmas aventuras de sempre. nada contra elas, se não fossem fugas.

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Abobrinhas Hospitalares

No hospital. Plantão de quinta…é bom mas é ruim, é ruim, mas é bom. Tá calor, o ar quebrado. Tá cheio, tem reclamação.

Mas eu to lindona, de sapato bem alto. Mulheres de sapato alto ficam muito mais mulheres, né não?

Não bastasse o serviço normal, peguei uma papelada atrasada para atualizar, fazer media com as colegas e com o chefe. Não basta a beleza, tem que ser eficiente… atualizo tudo escutando Nina Simone, e lendo tutoriais sobre planos de negócios, para escrever logo o meu.

Dois chocolates sem açúcar, para dar um up.

Agradeço à Deus pelos meus milhões de neurônios, pois com eles posso pensar em trabalho, chocolate, palno de negócios e no samba de mais tarde.

E ainda sobraram alguns para pensar em como tem médico residente gato passando por mim.

Amo o outono, mesmo com calor de verão.

VITÓRIA!!

Semana passada eu disse pra vocês que a minha vida ia mudar, quem se lembra??

Então.

Já tá acontecendo.

Trabalho das fadas, anjos e gnomos?? Pode ser, por um lado, mas por outro,tenham a certeza que é filhote de muito esforço por minha parte. Não se recomenda o trabalho de quem não trabalha direito.

Um trabalho freelancer num bufe muito especial, uma pessoa maravilhosa na arte de juntar almas afins… Facil e tranquilamente, nunca uma entrevista para conseguir trabalho foi tão parecida com uma conversa de comadres. Freelancer em termos salariais, pois em todos os eventos estarei presente, esta maquininha de cozinhar que vocês chamam de Mulherpolvo.

Sim, sim, eu mereço!!

E meus ambiciosos projetos pessoais podem ter um descanso agora.

Eu já não tenho mais o topete de lutar contra os movimentos da vida. O que importa é não parar de trabalhar com o que gosto.

Estou de TPM, mas to feliz.

Uma preguiça enorme de fazer meu suco, preciso falar. desejo intensamente uma empregada daquelas de novela, que leva café na cama junto com palavras de ânimo. Elevo duas preces aos céus: uma pela empregada, outra pela capacidade de cuidar de mim sozinha…

E sigo rebolante e vitoriosa, como num comercial de absorventes.

Às Fadas do Outono, um pedido especial.

Eu amo o outono com todas as minhas forças.

Percebo até mesmo um cheiro diferente no ar.

Cheiro de que, Mulherpolvo??

Ah! Garotada… De vitórias, alegrias, sucessos.

Tá bem, tá bem… Eu não ia escrever hoje, tava pensando que não tinha assunto. Mas é só começar a bater os dedinhos aqui que o negócio começa a esquentar. E eu vou contar para vocês como o final deste verão ficará marcado  para sempre na minha memória.

Todos que frequentam estas páginas sabem da minha situação com Puro-Osso. a gente termina e volta faz quatro(!!!)anos. É gente, é brabo.

Pois não é que o rapaz apareceu em minha casa na semana passada, com a solução para o fim das nossas brigas?

Não, não foi um revolucionário produto à venda pela Polishop não, galera.  Ele veio propor CASAMENTO.

Segundo ele, as nossas brigas não duarariam muito, se a gente dividisse aluguel e todas as outras contas.

Vê se pode?

Gente, não caio mais nessa não. 2010 é o ano do desapego, para mim. D-E-S-A-P-E-G-O!!!

Para não ficar discutindo relação no portão de casa bem na hora de preparar o almoço, falei para ele me procurar no sábado, e quando o dia chegou, ele não apareceu. Bem, qualquer homem sabe direitinho quando um pedido de casamento não cola, não é?!

Como eu gosto de ser casada e estou aberta a propostas, não custa deixar aqui uma listinha de qualidades que precisarei ver no próximo coitado marido; vai que as fadinhas outonais estejam a fim de ajudar, né não?!

1- Emprego fixo e capacidade de se sustentar. Quer dizer que todas as contas do sujeito precisam ser pagas por ele mesmo, e não por familiares ou algo que o valha.

2- Capacidade de perceber que a responsabilidade pela vida dele e por tudo o que ela contém, é dele, exclusivamente.

3-Idade, carro, grana, filhos e etc. não são importantes para mim. O que me importa é como o candidato lida com essas coisas.

4- É bem provável que, se eu ficar em dúvida quanto à sanidade mental do sujeito, um psiquiatra seja convidado a dar seu parecer.

5- é imprescindível que o candidato à marido tenha a mente aberta, evitando frases como “odeio teatro”, ‘não assisto comédias românticas” e outras bobisses do tipo.

6- É condição cine-qua-non gostar de crianças e cachorros.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…

O post anterior foi mágico. Na verdade, na hora em que escutei a música no carro, saindo do Hortifruti, senti que a minha vida iria realmente mudar.

Boca de profetiza…

Aff!!

Me preparei para o melhor na gloriosa cadeira de Patrick, o cabelereiro das estrelas, e pintei minhas vinte unhas de um vermelho que beira o obsceno.

E fui toda garbosa no lançamento do livro da Celamar.  É a amizade ultrapassando os bytes e se transformando em abraço verdadeiro.

E quem foi que disse que deu vontade de ir para casa?

Percebo que estou a cada dia mais influenciada pela TV, entre outras mídias.

Assisti “Scarface” pela milésima vez, só pra ver aquele zeppelin piscando a frase “the world is yours”… Tomo nota: ao conquistar meu primeiro milhão, um zepellin piscando essa frase bem acima do meu quintal.

Yeah, baby, the world is mine!! And time is on my side!! Que dormir o que… Bóra dançar!!

Só porque é dia de semana? Tsc, tsc. Só porque há palntão no dia seguinte? Tsc, tsc.

Eu nunca falo da noite niteroiense… Bem, ontem eu fui aonde todos os niteroienses vão todas as quinta-feiras, há anos, e talvez, eternamente.

Cantareira. Um praça, uns bares, várias pessoas que se conhecem pelo menos de vista. E ó: eu dancei pra dedéu!!!  Rita Lee e Beatles…OH!! Que plantão que nada…

Celebrar as mudanças antes que tudo mude e celebrar torne-se inviável!!

Mas o dia amanheceu, a carruagem virou abóbora, os cavalos, meros camundongos. E eu me vesti de vermelho para um plantão de sexta feira, mal dormida e  bem vivida.

“I just know your life’s gonna change”

Computador novo, novíssimo, na minha recepção. com cheirinho de novo ainda. Ó uma mudança aí gente!!! tá bom, humilde,k mas inda assim, um movimento. Bruxinha….

O primeiro pensamento: “onde colocaram meus arquivos??” Ah!! Achei! A cada letra teclada, um flash. Reparei que tem caixa de som. Hum….  Pluguei meu celular chinês e voilá!! 400 musicas dentro da maquininha, pra eu relaxar e ficar surda às palavras desagradáveis.  Terminado o processo de turbinamento, pensei rapidamente que a direção poderia fechar a emergência só hoje, afinal está mesmo superlotada e eu cheia de vontade de fazer nada. E não é que fecharam mesmo? Ô boquinha!!! E eu to aqui numa nice, blogando e ouvindo música, bocejando, espreguiçando…

E o telefone tocou.

Alô, Chris?

Sua vida vai mudar!!!

Não sei como, mas sei!!

A letra e tradução, para cantar junto, aqui

Se perseguir mudanças é como perseguir felicidade, eu to lascada. Porque a mudança, eu persigo.

Mas e se ela for como a borboleta, ou como meunovo cãozinho Mengo, que pensa que é brincadeiroa de pique e sai correndo também??

Não me refiro mais àquela mudança do “tudo está errado e/ou fora do lugar”, mas aquela que a gente nem mesmo se dá conta. Um pouquinho de egoísmo a menos aqui, ou uma disciplinazinha a mais do lado de lá.

A vida pode melhorar toda hora. A gente pode melhorar a toda hora.

“Your life’s gonna change” é também um desapego das estruturas reinantes…

E desapego é bom, Buda falou. E eu to falando também agora.

Um novo amor!!!

Faz alguns anos que eu estou ‘adestrando” minhas filhas no sentido de pedir á minha mãe (a gente mora na casa dela) um gato.  Só que a minha mãe não gosta de gatos. Então a gente começou a pedir um cachorrinho, tipo um daqueles miudinhos, que ficam dentro de casa, em cima da cama, e coisa e tal. Um cachorrinho que fosse um bebe.  A resposta: sempre aquele não seco. Cachorro dentro de casa, não naquela casa.  E minhas filhas vão crescendo, e eu nem precisei mais ensinar a elas como pedir um cão.

O cão da minha família se chama Apache, tem dez anos e é da raça Golden Retrivier (tipo um labrador peludo, aparece toda hora em propaganda de televisão). O vira-latas que tínhamos, morreu de velho acho que em 2008. E  Apache ficou tristonho e deprimido. E de tão triste, minha mãe começou a deixar ele assistir Tv na sala com a gente.

Voltamos a falar de filhotes. Um beagle. Não é peludo. Um beagle, por favor, um snoopy para a gente… Enfim, minha mãe concordou que adotássemos um cão sem lar. Nada de comprar beagle coisa nenhuma.

Uma vez eu contei aqui pra vocês que aquela propaganda de ração do cachorro abandonado me fazia chorar sempre que eu assistia.

Morri de empolgação ante a perspectiva de adotar um cãozinho, e lá fomos nós, eu e as meninas, na SUIPA para adotar um peludo. E foi a maior presepada: fiz as meninas matarem aula, levei pra almoçar fora, e, depois do almoço, o abrigo de cães.

Chegando lá, vários dogs lindos, aquele cheiro de canil dos infernos, uma latição sem par… Mas sairíamos dali com um filho. para adotar um cão na SUIPA, basta levar o RG, CPF e comprovante de residência. E foi aí que eu me dei mal.

“Não, moça, você não pode adotar um cão e levá-lo para Niterói. Porque a gente depois vai visitar o cão, para saber se ele está bem tratado. Niterói não dá.”

Quase chorei, sério. E o que fazer com aqueles dois rostinhos super-decepcionados ao meu lado??

Voltamos para casa e eu pesquisei na internet, onde poderia encontrar cãezinhos para adoção em Niterói. Não foi fácil, mas, às 20 horas parou um taxi no meu portão, com um peludo sem raça definida, de cerca de um ano de idade, preto, castrado, vacinado e vermifugado. Lindo, igual a um lobinho. Ele foi encontrado no dia que o Flamengo se tornou hexacampeão, em dezenbro do ano passado. Então, batizamos o bichinho de MENGO!

Ele estava maiso agitadodemais quando chegou, querendo brincar de morder. Mas se deu bem com Apache, que parece bem mais jovem agora. Os dois brincaram o tempo todo, e ontem eu dei banho em Mengo, ele ficou quietinho, aceitou meus carinhos e não mordeu tanto como na véspera.

É que o cão também tem que se acostumar à casa nova, não é mesmo.

E eu, minha mãe, as meninas e o Apache  estamos todas in love com o lobinho lindo que nos foi doado. Porque no final das contas, quem praticou um ato de amor foi quem me deu o bicho, e não a minha família que adotou…