Como numa canção do Chico.

Uns dias chove, noutros dias bate sol. Como uma canção do Chico, eu vou levando a minha vidinha, coisas boas acontecem, coisas nem tão boas também.
Espero pacientemente um acontecimento. Qualquer acontecimento. Um temporal, um telefonema, a cura do câncer, o fim da minha sinusite.
Um novo amor, um aumento de salário, um evento para cozinhar. Uma festa boa, uma rave.
Li num livro uma vez: “envelhecer é não esperar mais nada”. Então eu ainda não envelheci, pois espero muitas coisas.
E vou tentendo meditar, vou tentando me alimentar melhor (essa semana não consegui). Comprei um vestidinho bem curtinho, lindo, e levei pra passear no bairro. Encantei muitos com meus cachos no último final de semana, voltei para casa e dormi bastante. E os dias vão passando… Entro de férias no hopsital nesta sexta-feira, mas o descanso será só de hospital mesmo, pois haverá muita cozinha este mês de maio. Como viajar será impossível, pretendo gastar a grana extra com uma tatuagem. Não sei de que e também não sei onde.
Ontem, numa privação temporária dos sentidos, assisti “laços de ternura” pela enésima vez. Não sei o que me atrai tanto neste filme, afinal é a história comum de gente comum. E acaba em rios de lágrimas. Mas assisti ao filme com carinha embevecida, pensando em como meu pai era sábio em dizer que da vida, a gente leva o carinho das pessoas. E que no final das contas, muitas vidas felizes e extraordinárias são vividas por aí, mas sem grandes acontecimentos. E aquela mesa linda que a minha mãe arruma para a gente almoçar com as crianças em dia comum, de semana, é uma grande demonstração de amor e de carinho, e é exatamente do que vou me lembrar sempre…

I WILL SURVIVE!!!

Amigos!! Vou sobreviver!!
Creiam que tive minhas dúvidas, tamanho o mau-estar que me acometeu.
É que além da “virose” da vez, minha velha conhecida sinusite resolveu fazer uma visita.
Entre pingos de soro no nariz, caixas de lenços de papel, termômetro e muito chá de alho, fui pesquisando quais emoções eu estou somatizando… Sim, porque vocês podem até não saber, mas eu sei. As doenças são criações da nossa cabeça!!
A última sinusite que eu tive foi fruto de uma raiva danada que senti de duas pessoas ao mesmo tempo, misturadas à sensação de rejeição… Infelizmente não consegui conter as emoções antes, mas a simples percepção já é uma vitória.
E desta vez, o que houve??
Um sábado lindo, outonal. Um passeio em garupa de moto pela praia, ali, onde o Oceano Atlântico faz esquina com a Baía de Guanabara, pelo lado de Niterói. Depois dessa esquina, a gente pega uma ruazinha e entra num lugar chamado Jardim Imbuí (também conhecido como Tibau). É o melhor lugar para se fazer nada em frente a uma garrafa de cerveja e um prato de sardinha frita (ou camarão, ou que quer que seja do mar, afinal, é uma colônia de pescadores…)
Sentei-me sob um caramanchão de maracujás (sabe o que é?? Tipo uma casinha, que o teto é de planta trepadeira…) De frente para a Lagoa de Piratininga, que estava cheia de garças e outras aves. Ave Maria, coisa linda!!!
A tarde caindo tranquila e sem preocupações, crianças brincando na rua, jardinzinhos bem-cuidados e a beleza ímpar da simplicidade.
Esse lugar é um dos donos do meu coração desde que sou muito pequenininha. Desde o tempo em que se podia tomar banho lá na lagoa.
Mas o visual sábado estava espetacular também por causa daquela chuva… A lagoa não só encheu, como também transbordou!! E assim temos a lição de que nem só destruição e morte vieram com aquela chuva. As garças da lagoa estava mais que amarradonas!!!
Mas eu estava de moto, a tarde foi caindo e eu acabei pegando um vento muito gelado.
O que me consola é saber que ainda haverá muita tarde de outono pra curtir ainda este ano!!!

O CORAÇÃO, A MENTE, O ESPÍRITO.

Ainda estou esperando o outono. Hoje já me pareceu como eu concebo: dia azulzinho, quente ao sol e fresquinho na sombra.
E eu vou me “outonando’ devagarzinho, afinal, como a maioria da humanidade, eu ando no ritmo de dois passos à frente e um para tras.
rezo, e muito, rogo aos céus a força e a disciplina necessárias para efetuar as tão profundas transformações…
Que transformações são essas? Ah!! No final, nem eu sei direito… Mas percebo que posso me amar mais, por exemplo, em diversos sentidos. Não falo de dólares, ou carros, ou viagens. mas até para o trabalho render boas malas de dólares, é preciso ter a cabeça no lugar, o coração tranquilo, a mente quieta e a espinha ereta, como aquela música.
E é disso que eu to atrás.
As atitudes: alimentar-me, ao invés de comer. Meditar durante alguns minutos do meu dia, ao invés de viver no piloto automático, pensando em miles de coisas ao mesmo tempo. Exercitar mais o corpo, de maneira simples e sem torturas.
Assim tudo melhora, não é mesmo? Duvido que não melhore.

Às Fadas do Outono, um pedido especial.

Eu amo o outono com todas as minhas forças.

Percebo até mesmo um cheiro diferente no ar.

Cheiro de que, Mulherpolvo??

Ah! Garotada… De vitórias, alegrias, sucessos.

Tá bem, tá bem… Eu não ia escrever hoje, tava pensando que não tinha assunto. Mas é só começar a bater os dedinhos aqui que o negócio começa a esquentar. E eu vou contar para vocês como o final deste verão ficará marcado  para sempre na minha memória.

Todos que frequentam estas páginas sabem da minha situação com Puro-Osso. a gente termina e volta faz quatro(!!!)anos. É gente, é brabo.

Pois não é que o rapaz apareceu em minha casa na semana passada, com a solução para o fim das nossas brigas?

Não, não foi um revolucionário produto à venda pela Polishop não, galera.  Ele veio propor CASAMENTO.

Segundo ele, as nossas brigas não duarariam muito, se a gente dividisse aluguel e todas as outras contas.

Vê se pode?

Gente, não caio mais nessa não. 2010 é o ano do desapego, para mim. D-E-S-A-P-E-G-O!!!

Para não ficar discutindo relação no portão de casa bem na hora de preparar o almoço, falei para ele me procurar no sábado, e quando o dia chegou, ele não apareceu. Bem, qualquer homem sabe direitinho quando um pedido de casamento não cola, não é?!

Como eu gosto de ser casada e estou aberta a propostas, não custa deixar aqui uma listinha de qualidades que precisarei ver no próximo coitado marido; vai que as fadinhas outonais estejam a fim de ajudar, né não?!

1- Emprego fixo e capacidade de se sustentar. Quer dizer que todas as contas do sujeito precisam ser pagas por ele mesmo, e não por familiares ou algo que o valha.

2- Capacidade de perceber que a responsabilidade pela vida dele e por tudo o que ela contém, é dele, exclusivamente.

3-Idade, carro, grana, filhos e etc. não são importantes para mim. O que me importa é como o candidato lida com essas coisas.

4- É bem provável que, se eu ficar em dúvida quanto à sanidade mental do sujeito, um psiquiatra seja convidado a dar seu parecer.

5- é imprescindível que o candidato à marido tenha a mente aberta, evitando frases como “odeio teatro”, ‘não assisto comédias românticas” e outras bobisses do tipo.

6- É condição cine-qua-non gostar de crianças e cachorros.

CARNAVALIZAR!!

Samba, suor e cerveja…Tem alguma coisa melhor?? Ah! tem sim!! Curtir tudo isso ao lado de amigos queridos.

As minhas polvisses continuam, mas em ritmo de samba. Praia com as crianças, sexta de manhã. Logo após, a Cinelândia, lugar onde a mistura entre ricos, pobres, velhos e crianças entrega a graça que tem o carnaval carioca para mim. Eu nem sou muito de agito, mas acontece que a magia do carnaval realmente mexe comigo. Adoro ver as pessoas fantasiadas, esquecidas das mazelas da vida, brincando numa rua onde passamos o ano inteiro indo ou voltando do trabalho, da faculdade, das lutas. São quatro dias para esquecer de tudo.

No sábado de manhã, o que há de melhor para mim, em se tratando da folia de momo: o Cordão do Bola Preta. SEN-SA-CIO-NAL!!! É que tem aquela magia dos tempos de vovó menina, o povão todo lá. Quem mora em Niterói coimo eu pode curtir ir de barca, todo mundo fantasiado, de manhã bem cedo (é que o bloco concentra às oito da manhã).

Como já não sou a mesma dos carnavais anteriores, precisei parar com a folia para cumprir um plantão de 36 horas aqui no hospital. Faltam exatamente oito para a liberdade. E que será de mim? Sapucaí? Bloco de rua? Televisão na cama?? Oh! Céus!! Ainda não sei…

Aguardem o próximo capítulo!!

Maluca… Pela vida!!

Esse monte de chuva que vem caindo está fazendo florescer novas esperanças em mim. Palavra de honra! Muito estudo, muito jogo de cintura para selecionar informações relevantes, programas de Tv relevantes, alimentação relevante…

Acho incrível a dupla respiração- alimentação. Longe da carne de boi fico mais alerta, mais leve. Os vegetais orgânicos funcionam como mágica, trazendo vitalidade e bons pensamentos. As crianças chegando… Levo à sério a faxina, um bom defumador, uma prece sincera.

Depois de tantas brigas e discussões, eu e Puro-Osso estamos exercitando o ser carinhosos, já que é inevitável, não conseguimos estar separados, que estejamos juntos, em paz e com muitos beijinhos!!

Não, nada mudou. Ou mudou?

Quando alguém nos pergunta “quem é você?” Muitas vezes a gente responde o nome, o sobrenome (família) o cargo ou a profissão… São as coisas que nos dão segurança, né?! Hoje eu sou a Chris. Nem preciso ser Christine. Sou um ser único, parte do universo e partente das plantas, dos animais e dos outros humanos. Também devo ser parente dos extra-terrestres, mas estes eu não conheço.

Respiro.  Profundamente e com calma.  E vou tentando ver com outro olhar as mesmas coisas de sempre. Quer tentar também?

AMARELO

Toda a umidade de dezembro faz o céu ficar nublado. sabemos que o sol está lá, por trás de todo aquele branco. Mas os dezembros aqui de Piratininga trazem uma coisa extremamente linda, que é um entardecer amarelo, como se o sol fizesse muita força para me lembrar que ele está lá sim, e as nuvens no céu ficam parecendo de baunilha, porém bem forte, muito mais que em “Vanilla Sky”.

Sinto como se houvesse papel celofane amarelo em frente aos meus olhos.

E algumas bosboletas no estômago também… Passeio de bicicleta ouvindo jazz.  Nina Simone, céus negros, céus amarelos. Vontade de amar!!!

Que saudade de bater meus dedinhos neste teclado, escrever tudo o que vai na alma… Em momentos como esse percebo como me faz falta o hospital com todos os seus estresses: é lá que me concentro no mundo virtual, no meu blog e nos blogs que acompanho. Não ir lá é a mesma coisa que não ter sossego para ler ou escrever.

Falando em sossego, este parece estar de mau comigo. Como a Lu já adivinhou, não parei um só instante nessas benditas férias. Com o tempo chuvoso (basta eu estar de férias, todo ano é assim), eu poderia ter passado a semana inteira na cama, mas não, arranjei um trabalho temporário que me deixou exausta, de mau humor, levantou reflexões importantes acerca do quanto eu preciso me esculhambar por trezentos reais, que, ao chegarem em minhas mãos foram devidamente torrados sem dó nem piedade com lazer.

Eu gosto de trabalhar. Mas percebo que não pode e nem deve ser qualquer trabalho, e que, para valer à pena, tudo precisa ser feito com prazer, carinho, tesão.

Angústias de verão: as minhas filhas embarcam para a Bahia dia 17/12, e dessa vez eu precisarei arrumar as malas. Seis anos passando por isso sem me acostumar. Morro de ciúmes e saudades, e demora um pouco para sentir prazer de estar sem esta responsabilidade, podendo viver despreocupada com a hora do almoço, do banho, dos passeios, da atenção. Mãe em férias!! Mas o sabor desta liberdade é bem amargo. A casa vazia, silenciosa. Dentes caem sem que eu os troque por moedas.

Pensar que qualquer dia desses as malas serão arrumadas por elas mesmas, e os detinos serão outros. Búzios, Cabo Frio, Sana: não importa o destino, mas a constatação de que não serão menininhas para sempre, que muito em breve farão suas viagens pelo mundo afora, e tudo o que poderei fazer é abençoar.