O MEU DRAMA É UMA COMÉDIA!

Ser intensa, cheia de energia e de novidades muitas vezes atrapalha.

Como disse no post anterior, não conseguia sossegar, relaxar, e fiquei a semana inteira ciscando de um lado pra outro dentro de casa, sem nada fazer. Bem, nada, é sacanagem. Fiz uma coisa ou outra, mas não me entupi de atividades como sempre.

A ansiedade resolveu acampar aqui do meu ladinho, e, como estou sozinha mesmo, já a estou chamando de “querida”. Oh! Como sou carente!!!!

Olho meu rosto, cada dia mais lindinho por conta do dermatologista gato que está o tratando e rio. Não gargalho, mas rio. “Porque você só fica feliz quando vive a intensidade, garota?!”

Será mesmo necessário viver como se fosse tirar o pai da forca ao mesmo tempo que apaga três incêndios? Quero meditar. Preciso respirar. Ao invés disso, me entupo de cigarros e de café. Dizem que é bom pra ansiedade. Pra não acabar com…

Sério. Comida, cama, café, cigarro.

Um rolezinho de bike, numa manhã ensolarada, para produzir endorfinas suficientes para sorrir por vários dias. No meu celular da China já guardei 350 musicas. Som alto, bike, dia belo. Voltei pra casa chorando. Porque? Das trezentas e cinquenta músicas de todos os tempos e ritmos, somente as de amor tocaram durante meu passeio. E escutar “deixa eu dizer que te amo” sem um amor me deixou arrasada. Endorfinas ao contrário.  Oh! Senhor!! se eu desse, ah! Se eu desse muito e muito gostoso, prum cara igualmente gostoso, quem sabe a “querida” não recolheria sua barraca e fosse acampar ao lado de outra?

Duas nights, muita birita e nada de romance.  Acontece vez em quando, e também nas melhores famílias. E é justamente nesse assunto que eu to mais sossegada.  Não tem romance, não faz mal. O que faz mal de verdade é inventar romance onde não há. Qualquer dia desses, um novo bonitão cruza meu caminho. Enquanto isso, vou aprendendo a respirar com calma, a silenciar a mente. Não, ainda não consegui. na verdade, nem tentei.

Planejo a meditação, o fim do cigarro e a próxima dieta ao mesmo tempo que falo ao telefone e devoro umas carolinas de chocolate em forma de coração que fiz para as minhas três amadas (a mãe e as filhas).  Comecei a sossegar ao me lembrar que em dez dias  mais ou menos, estarei toda atarefada novamente, com um novo evento.

Eu to participando de um concurso da Afrodite. Ela quer saber da confissão secreta de cada um. Passem lá pra ver as regras e o prêmio, que é superbacana.

selinho.confissoes

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PRA FICAR ODARA…

Despertar calmo, céu azul.
Bicicleta, mergulho no mar.
Alongamento, banho de deeva absoluta. Óleos essenciais. Chá de lavanda.
Telefonema de quem a gente adora e vê pouco. Visitar quem a gente adora e vê pouco.
Minissaia, rasteira, cabelos soltos e selvagens. Gloss.
Olhar o salário na conta antes de qualquer débito.
Pentear as filhas, colocar brinco, pulseirinha, enfeites mil.
Cinco dias de sol direto sem trabalhar no hospital.

E quem duvida que a vida pode ser maravilhosa?
O dia nem chegou à metade. E foi assim: uma sucessão de coisas maravilhosas…

gatos dançando

MOVIDA À PRAZER.

Eu tinha vinte e quatro horas para descansar entre um plantão e outro, uma família com saudades de mim e uma festa para ir. Tomei um banho de deeva absoluta, mas resolvi colocar a camisola e dormir, apenas isso. Nada de festa, nada de social com a família na sala. Dormir de janelas abertas e acordar com o sol nascendo, e uma lua turca no céu.
Rolei pra cá e pra lá, mas não consegui fechar meus olhos novamente. Tava muito lindo!!
Levantei e fiz a saudação ao sol, toda sorridente, cheia dos melhores votos ao dia que iniciava.
Tomei dose dupla do “Elixir de Saúde da Mulherpolvo” e peguei minha magrela pra matar saudades. Ela ficou chocada de estar sendo requisitada depois de um mês inteiro de castigo sem levar ninguém para passear, coitada. Aí começaram os percalços:
O pneu estava murcho e tive que retornar pra encontrar um posto de gasolina.
Nesse retorno, meu MP3 player caiu de dentro da blusa.
Segurei pelo fio, o troço caiu e abriu no meio. Quebrou.
Minha garrafa de água abriu e molhou a mochila, o banco da bike e a minha roupa.
E isso tudo aconteceu em mais ou menos três minutos!!!
Voltei em casa confusa, achando que poderia ser um sinal dos céus para eu não sair de bicicleta.
Mas eu saí assim mesmo.
Não dava pra dispensar a oportunidade de sentir os músculos trabalhando, a respiração ofegante, o coração disparado. Ao invés do habitual óculos violeta, usei um de armação branca e lente azul, o que deixou o céu e o mar com uma cor divina. Chegando na praia me deparei com o mar mansinho. Desisti do passeio e voltei correndo pra casa. A missão: fazer as tarefas domésticas correndo, acordar as crianças e ir à praia.
Não me perguntem como, mas deixei um lombo de porco cozinhando, fiz quibebe, recolhi a roupa do varal, dei café para as meninas e fui, de biquini de oncinha, para a praia.
Muita brincadeira dentro da água com as crianças, a revista d’O Globo, enfim… Não pude demorar, mas valeu à pena.
E eis que surge dentro da cozinha uma Mulherpolvo super bem-humorada, ouvindo samba bem alto no rádio, sambando, cozinhando, arrumando, rebolando, cantando:

“Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital para o seu coração
É que em cada experiência se aprende uma lição
Eu já sofri por amar assim
Me dediquei mas foi tudo em vão

Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor
Assim sucumbirá a dor (tem que lutar)

Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz”

Em meia hora, mais ou menos, convidei a rainha Mãe e as princesinhas pra um banquete:
Lombo de porco ao molho de mel e gengibre, com compota de laranjinhas kinkan
Quibebe
Salada de chicória, acelga, tomate, pimentões coloridos e cenoura
Salada de macarrão al pesto

Um cochilo, um banho, e o direito (mais que merecido) de ir pro trabalho de carro.
Aí que ficou bom mesmo!!!
Cantei, interpretei, bati palmas, gargalhei. Soltei a franga, cantei alto até a barriga doer.
Se eu tinha alguma mágoa ou angústia dentro de mim, foi s’embora embalada por notas musicais. Cantei por 120 minutos, movimentei todas as energias de prazer, paz, alegria, e amor que tenho dentro de mim, me preparando_a minha maneira_para a semana cheia de emoções que terei. Escrevo do hospital. Passarei a noite trabalhando. Mas e daí? Vou aproveitar muito essas doze horas em meu favor…

Vou colocar aqui parte da playlist da cantoria de hoje.

P.I.L – This is noy a love song
– Rise
Alanis Morrisete – Hand in my pocket
David Bowie – Rock’n roll suicide
Elza Soares – Bafo da onça
– Façamos
– Tem que rebolar
Marisa Monte – Bonde do dom
– Gerânio
– Diariamente
Bachman Turner Overdrive – Hold back the water
– You ain’t seen nothing yet
– Down Down (essa tem uma curisidade: Rebeca canta assim
“dá dá um algodão” ao invés de “down down we all go down”

E é tudo isso aí, boa semana pra vocês. A minha já está ótima!!! Rá!

PEDAAAAAAAAAAALA!

Queridos do meu coraçaum. Tive um finde super bacana, em grande parte por seus comentários carinhosos. Atoron comentários graciosos…Mas vamos às fofocas: levei minha bicicleta para passear de barca, e quando cheguei à praça XV, fui pedalando, linda, leve e solta, até o Leblon.
Molezinha…


E depois eu voltei, claro.
Se foi bom? Não. Foi ótimo, foi ma-ra-vi-lho-so. O Rio de Janeiro continua lindo. Os gatos da praia de Ipanema continuam sarados. Passei lá pelas esquinas da Lu e fiquei rindo sozinha, pensando no travesti capoeirista.Enfim, foi um sábado diferente, cheio de endorfinas, cheio de beleza e de saúde.
Cheguei em casa cheia de fogo no coo para sair e dançar, mas é claro que muito antes da hora da noitada eu já estava dormindo com os anjos.
E no domigo? Não, eu não precisei sentar num saco de gelo.
Pedalei. Denovo. Piratininga e Camboinhas… mais ou menos uma hora e meia. Que delícia!! Frisbee na praia com as crianças, jornal e água de coco.
Depois de tanta saúde, precisei vestir a minissaia mais curtinha pra tomar umas cervejas e torcer pelo mengão. Infelizmente não pude fazer do jeitinho que eu queria, um lugar mais longe de casa, amigas e azaração. Sim, eu tava me sentindo muito linda e interessante, mas não tanto a ponto de perder o juízo. Eu queria beber cerveja, e todos sabem: se beber… Então eu fiquei pertinho de casa mesmo.
Impossível não fazer a velha piada: ” O Inter tomou de 4″… hehe
E esse plantão abençoado de Deus vai acabar, eu aproveito que tenho internet denovo pra pesquisar preços e a viabilidade de uma piccola viagem à Paraty, durante a Flip, semana que vem. Quem sabe… quem sabe… Ruim de tudo, vale sonhar.
Essa história de bike está seduzindo muitas pessoas. Vários amigos estão encantados e querendo sair para passeios ousados de bicicleta. Melhor que fazer uma coisa legal, e sair arrastando a maior galera pra fazer uma coisa legal junto, né não?!

* As fotos: eu pedalando no Aterro. A outra é da praia de Piratininga, onde eu moro. Fato curioso: A praia de Piratininga é vista de Copacabana e vice-versa. Então, no sábado, eu vi Piratininga de Copa, e no domingo, eu vi Copa de Pirat.