PEDAAAAAAAAAAALA!

Queridos do meu coraçaum. Tive um finde super bacana, em grande parte por seus comentários carinhosos. Atoron comentários graciosos…Mas vamos às fofocas: levei minha bicicleta para passear de barca, e quando cheguei à praça XV, fui pedalando, linda, leve e solta, até o Leblon.
Molezinha…


E depois eu voltei, claro.
Se foi bom? Não. Foi ótimo, foi ma-ra-vi-lho-so. O Rio de Janeiro continua lindo. Os gatos da praia de Ipanema continuam sarados. Passei lá pelas esquinas da Lu e fiquei rindo sozinha, pensando no travesti capoeirista.Enfim, foi um sábado diferente, cheio de endorfinas, cheio de beleza e de saúde.
Cheguei em casa cheia de fogo no coo para sair e dançar, mas é claro que muito antes da hora da noitada eu já estava dormindo com os anjos.
E no domigo? Não, eu não precisei sentar num saco de gelo.
Pedalei. Denovo. Piratininga e Camboinhas… mais ou menos uma hora e meia. Que delícia!! Frisbee na praia com as crianças, jornal e água de coco.
Depois de tanta saúde, precisei vestir a minissaia mais curtinha pra tomar umas cervejas e torcer pelo mengão. Infelizmente não pude fazer do jeitinho que eu queria, um lugar mais longe de casa, amigas e azaração. Sim, eu tava me sentindo muito linda e interessante, mas não tanto a ponto de perder o juízo. Eu queria beber cerveja, e todos sabem: se beber… Então eu fiquei pertinho de casa mesmo.
Impossível não fazer a velha piada: ” O Inter tomou de 4″… hehe
E esse plantão abençoado de Deus vai acabar, eu aproveito que tenho internet denovo pra pesquisar preços e a viabilidade de uma piccola viagem à Paraty, durante a Flip, semana que vem. Quem sabe… quem sabe… Ruim de tudo, vale sonhar.
Essa história de bike está seduzindo muitas pessoas. Vários amigos estão encantados e querendo sair para passeios ousados de bicicleta. Melhor que fazer uma coisa legal, e sair arrastando a maior galera pra fazer uma coisa legal junto, né não?!

* As fotos: eu pedalando no Aterro. A outra é da praia de Piratininga, onde eu moro. Fato curioso: A praia de Piratininga é vista de Copacabana e vice-versa. Então, no sábado, eu vi Piratininga de Copa, e no domingo, eu vi Copa de Pirat.

“Glamourosa”

Uma paz deliciosa, indescritível.

Uma festa. Uma festa de aniversário. Por se tratar de uma reunião de família, resolvi deixar de castigo a chacrete que mora dentro de mim e usar um modelito mais sério, cobrindo as coxas. Olha, sem falsa modéstia: fiquei linda. Decidi também usar as últimas borrifadas do meu “Hypnose”, depois que senti o cheiro do meu melhor e mais caro perfume numa barbie da Rebeca.  Imaginem só, eu economizando perfume pra uma barbie qualquer usar. E nem era pra sair, ela tava usando pra ficar em casa mesmo, a perua magrela!!!

Mas o que eu não esperava era encontar uma quantidade enorme de gatinhos jovens, sarados e solteiros. Meu primo é solteiro, mas sei lá, eu achei que ia encontrar aquelas velhinhas alemãs e as primas de sempre. Me senti como a Marilyn Monroe em  “os homens preferem as loiras”. Adulada, paquerada, mimada… ao extremo!! u-hú!!

Bebi pouco, me diverti muito, dancei demais e…

Tchan tchan tchantchan…

Fiz as pazes com o sexo casual!!Rá! Sinal de que não estou tãaaaaaaaaaaao velha e careta assim.  Adorei tudo. Principalmente a falta de compromisso. Tenho levado tudo tão à sério que já ia me esquecendo de que podemos, sim, brincar um pouquinho, orabolas!

Disseram que assim tudo fica mais leve.

E nesse final de semana de “Viradão Carioca”, saí de casa no sábado energizada, pra encontrar as miguxas e participar dos eventos programados para a grande massa pobre que não tem grana pra assistir shows no Vivo Rio, na qual eu me incluo.

Dificuldade número 1: A programação da Casa França Brasil estava mais bacana que o baile funk da praça XV. Óbvio!!

Dificuldade número 2: Todas nós queríamos ir pra Rua do Lavradio, pra feira do Rio antigo. (todo 1° sábado do mês). Fomos. Comemos, bebemos, gargalhamos. Bebemos umas 12 cervejas enquanto discutíamos onde espalharíamos nossa poesia: Roda de samba no Arpoador? Sambão em Madureira? ( Esse eu não queria nem fud…) Mart’nalia na praça XV? (esse foi o meu voto)

Maracatu na rua do Mercado, 18 horas. Ao lado da praça XV, é pra lá que eu vou!!!

Muito legal, muito mesmo.

Muito tempo antes de começar a Mart’nalia eu já estava exausta. Pudera: fui dormir seis e tal da manhã, e acordei umas três horas depois.  E na verdade, não gostei muito daquela aglomeração de vendedores de cerveja, de churrasquinho, de cachorro quente, de gudang, de mendigos e do cheiro de xixi. A gente vai envelhecendo e vai ficando metida, né?! Não me divirto mais com qualquer prazer. Entrei numa barca com Julia e voltamos correndo para Niterói, nos escondemos num agradável e silencioso restaurante (coisa de velha, né?!) e ficamos conversando numa boa, sem medo de perder a carteira, os documentos ou a noção.

Eu não esperava que entre tantas opções fôssemos escolher juastamente as de sempre… Do Viradão, só assisti mesmo o maracatu.

É, devo estar velha mesmo.  Velha demais para me deixar levar pelos outros, ou pelo marketing. Velha o suficiente para respeitar meus limites e para escutar direitinho o que quer o meu coração. Mart’nalia, me desculpe. Eu aprecio muito seu trabalho, mas só a verei no palco do Vivo Rio mesmo…

Mulherpolvo. Linda, leve, solta, serena.imgp1120

Domingo de noite.  Um prato cheio de brigadeiro quente. Soy una diva, posso comer metade deste prato e não engordar. Como tranquila.

As crianças, ocupadas desde ontem com compromissos que não me incluiam nem tampouco me alugavam (Oba!!!). Pálida, de pijama de malha. De rabo de cavalo. Cansada de tanto “gramur”, cinderela pede à fada madrinha que amanheça logo a segunda, para poder voltar a ser a gata borralheira sempre.

SHINNY HAPPY PEOPLE

Energizada,brilhante, magnética, glamourosa, carismática.

É assim que estou me sentindo, em plena segunda-feira à noite, depois de um plantão de segunda-feira. Desde que voltei de férias, hoje foi o primeiro dia que consegui verdadeiramenteme entregar com todo a carinho que me é peculiar, ao trabalho.

E é muito mais gostos fazer o que é inevitável com carinho. O tempo passou mais rápido. Cheguei em casa muito menos cansada e estressada que nos outros dias. Digamos que às onze da manhã eu comecei a me sentir mal, cansada e com dor de cabeça, afora a fome. Deve ter algo a ver com a queda do sistema, neste mesmo horário, que me fez escrever à mão as fichas de atendimento de cerca de cinquenta doentes. Quando o sistema voltou, pelas cinco da tarde, eu já era toda simpatia e carisma novamente.

Mas digo pra vocês que o que aborrece de verdade ali é REALMENTE a energia negativa de algumas pessoas. Incrível. Pode estar cheio e barulhento, posso não conseguir fugir prum cigarro, nada disso tem problema. Se tiver um, só unzinho emanando energia deletéria, aí, meu amigo, lascou-se!

O finde foi bom, muito bom.

Não pintei o quarto.

Não peguei ninguém,  nem mesmo um resfriado. Nada. Zero. Seca total. Em termos politicamente corretos, estou me renovando.

Fui com minha comadre, só eu e ela, sem as crianças, assistir a exposição de Matisse, no Museu da Chácara do Céu, lá em Santa Tereza. Primeiro que Matisse é, e sempre foi, meu pintor favorito (do século XX). Segundo que o museu fica ao lado do Parque das Ruínas, lugar mágico, lindo e inspirador…

Depois, um rolé até a Cobal do Humaitá, depois um rolezão em Ipanema, com direito a três cervejas. Reparem que eu disse três unidades, e não três dúzias. Fato inédito.

Muito, muito melhor que essa vida” by night”, que já estava me aborrecendo muito. Muito vazia, sabe?

Sexta à noite eu ainda me senti estranha por estar em casa, não chovia, não fazia frio, eu tinha dinheiro e nenhum compromisso para a  manhã seguinte. Mas não quis sair. Melhor descansar. Acordar cedo e pedalar. Pedalei pra chuchu. E assim os dias vão amanhecendo e se pondo, e o que antes era novidade, agora posso chamar de rotina. Existem milhares de maneiras de se levar a vida.

E é a gente quem escolhe.

…E a Mulherpolvo disse: ” o novo só aparece em nossas vidas quando damos espaço para que ele se manifeste”. Rá!!!!!!!!!!

Reparem no por de sol que eu ví lá em Santa:

Foto 0055

Boa semana para todos! ;)

UMA QUESTÃO DE MARRA

Eu nem tava animada pra carnaval.
Tava interessada mesmo em esperar a folia de momoacabar pra começar a fazer meus bolos, mini bolos e etc bolos parafotografar um belo portifólio. Ah!!!! Também estava interessada em Gatchenho, com suas mordidas e eternas polêmicas.
Depois de tudo o que se passou entre sábado e quarta feira, tivemos uma bela trégua na quinta, que não caberia aqui.
Acontece que a sexta raiou, carnaval, quem fica, quem viaja, e quando.
Eu catei minhas sainhas e fui toda toda pra Lapa, começar o carnaval logo e me certificar que estaria com um pé na folia quando gatchenho me ligasse.
E foi o que aconteceu.
Uma friday night ao telefone.
To em Copa. E eu no Leblon. Já te encontro.
To na Fosfobox (fazendo o que, numa boate GLS, em pleno carná?). To na Lapa.
Até as cinco da manhã, quando meu digníssimo Gatchenho foi pra casa e eu pra Santa Teresa, vender cerveja no bloco Ceu na Terra, sem dormir e sem beijar.
Meu querido foi viajar. Ia domingo, ia sábado, não ia. E telefonava, o bichinho.
Desmontei de sono e de paixão, lá na Lagoa, às três da tarde.
ME DECLAREI. SIm, queridos, eu falei mermo, não aguentava mais, e mandei um “escutaqui, caraleo!”
Acabou a bateria do celular, e já não era sem tempo, né não?!
Até eu chegar em casa e colocar o dito cujo na tomada, consegui me acalmar, etc, etc.
Mas ó, que surpresa!!!
Falecido mandou mensagem.
Ah!! mas isso não fica assim, não, senhor!
Enquanto eu ligava pra mandar outro escutaqui pro falecido, chamada em espera.
E não era Gatchenho?
Sim, coração, estou em casa e vou dormir imediatamente, que amanhã o plantão é de 24 horas, e o que me resta nesta vida é trabalhar.
Desliguei a porra toda e fui dormir.
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
Acordei as dez pras cinco. O número de gatchenho te ligou sete septilhões de vezes.
O de falecido, um trilhão.
Enfim, trabalhei pra chuchu e não conseguifalar com a razão do meu afeto antes de ele ir pra gandaia. peço à Deus que ele beije muito, que use camisinha sempre e que não encontre sobre a face da terra mulher mais gostosa que eu. E que volte urrando de saudades.
Tive ainda estômago pra encontar Falecido, ter mais uma conversa definitiva.
Um bom exemplo, este defunto.
Ele foi tão, mas tão marrento, que acabou perdendo. Sente dores de estõmago em cima de uma montanha de marra. E perdeu a chance de viver com a gata que faz dele um homem feliz. (EU, NO CASO).
Como o que não tem remédio remediado está, vou fazer meus plantões de carnaval e muito bolo esta semana. Resolvi, em pleno sábado de carnaval, dar um tempo na birita.
A gente bebe e fala muita abobrinha, e depois ainda tem que passar pela vergonha de dizer que não era nada disso, que estava doidona e etc.
Dia 2 de março chega trazendo o ano de 2009.
Ó: vou malhar. Não tem mais pra onde correr.
Ah! Tem sim… Pra esteira, baranga!

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

Sempre gostei de roda gigante. Claro que a do Forte Copacabana é a mais linda, que tem o maior vizú, e eu estava em ótima companhia, bebendo champanhe, falando abobrinha, rindo e gargalhando horrores.
Mas naquela hora da roda, subindo e descendo, eu acabei “viajando” um pouco sobre os nossos altos e baixos… As minhas alegrias são como desfile de escola de samba, eu solto faíscas de alegria.
Mas as tristezas (sim!! Elas existem!) Me deixam sem banho e descabelada na cama. Esperar dos outros mais do que podem dar. Esperar dos outros. Não dá, não pode. Tsc tsc… Sempre acaba em decepção.
Aí eu me lembro que sou PODEROSA E LIVRE, MUITO LIVRE. E subo denovo.
Brindemos com champanhe às mulheres libertárias, que pouco a pouco aprendem a desvencilhar-se da terrível armadilha que é esperar o que quer que seja de outrem.