O MUNDO É DA COR QUE A GENTE PINTA!!

Já faz alguns dias que eu estou querendo escrever sobre um determinado assunto, mas as picuinhas do cotidiano me distraem, e eu acabo me esquecendo que tenho algo a dizer.

Entre uma fornada de pão de batata (delixia!!!), uma pia cheia de louça, e algumas rosinhas de açúcar, fui relexar de pés pro alto, assistindo “Legalmente Loira” (passou o 1 e o 2 ontem, em sequência, na Universal).

Uma loirinha otimista determinada… Hum… Acho que sei como é!! Faço questão de assistir, mesmo que só um pedacinho toda a vez que passa, para não me esquecer do poder do sorriso, da determinação, da amizade e de outros valores que não costumam receber muita atenção das pessoas.

Eu vejo filmes bobos!! Eu adoro filminhos de mulherzinha, esses onde ninguém morre, ninguém mata, ninguém rouba. É que eu gosto de pintar meu mundo com as cores que considero mais belas, e não entendo como vou relaxar vendo morte, sangue, traições de todo o tipo, essas coisas.  Acaba que o pensamento fica repleto de sentimentos negativos, tristes.

Nos estudos de espiritismo, a gente aprende que todos os nossos pensamentos ficam gravados à nossa volta. E que não adianta não fazer o mal e ficar pensando no mal o tempo todo. Também aprendemos que acima ( ou junto, sei lá) da atmosfera do nosso planeta, existe a psicosfera, onde todos os pensamentos de todos os habitantes forma esta espécie de aura. Nos dias de hoje, essa psicosfera é densa, cheia de sentimentos de dor, vingança e ódio, mas conforme mais pessoas elevam seus pensamentos, e buscam os sentimentos mais sublimes de amor, perdão e solidariedade, a aura da Terra também se torna mais etérea, mais bela, e o nosso planeta, belo dia desses, vira um lugar melhor de se viver.

Então, pessoas,  que tal lembrar disso nos momentos que, a sós com seus botões, der uma vontade enooooooorme de bolar maquiavélicas vinganças contra quem quer que seja, ou quando der vontade de xingar bem alto um palavrão bem cabeludo…. Olha, não to falando aqui para esquecer do Vin Diesel, do Bruce Willis e dos outros valentões, afinal nem só de de ” A Noviça Rebelde” vive o cinema… Mas dá pra dosar… O planeta agradece!!

 

 

 

SOB O SOL…

Um plantão de vinte e quatro horas muuito cansativo, uma volta para casa na manhã ensolarada e perdida.
Deitei na minha cama, para curtir duas horas de descanso. Presente dos céus:o filme vai começar em dois minutos!!!
“Sob o Sol da Toscana”
Caramba.
A sabedoria dos filmes de Hollywood me deixam atordoada.
Chorei pra chuchu. Tpm, cansaço, a fragilidade do momento que atravesso.
Tudo o que eu precisava escutar estava bem ali, na minha frente, na televisão.
Ao fim do filme e das lágrimas, coloquei um som no banheiro e fui tomar um banho de deeva.
Quando eu vi, estava dançando…
Coisas incríveis podem acontecer, sempre, mesmo no finzinho do jogo!!!

FROST YOURSELF!!!*

Escrevo do hospital, a internet foi religada!! U-huuuuuuuuu!!
E eu que estava com uma necessidade quase patologica de escrever, ao ponto de acordar às duas e meia da manhã, com vontade de ligar o computador. O que eu ia escrever?
Ia escrever que estava (reparem bem, estava) angustiada, com a sensação de um tiro de canhão, bem no meio do peito.
Ao invés de sair da cama quentinha, entreguei meus medos ao amigo Jesus, chorei, conversei, falei da minha dificuladade em ter paciência e em esperar. Nessa hora, chovia bastante.
Todos os dias da vida da gente são dias abençoados. Todos os dias são grandes dias, mesmo que não pareça. O simples fato de o nosso corpo estar funcionando harmoniosamente já é uma grande coisa.
Acordei naquela hora pornográfica para trabalhar (quatro e meia). Estrelas mais que brilhantes, uma lua sorridente, igual aos desenhos das minhas filhas. Apesar da hora, do frio, de ter que sair do lado da minha família para passar 16 horas longe, eu sorria.
E aqui estou, linda, cheirosa, alegre como sempre, usando as minhas armas secretas.
Armas secretas?? Como assim?
Vou explicar: eu adoro uma literatura subversiva. E a minha escritora subversiva preferida é a Clarissa Pinkola Estés, aquela, do “Mulheres que Correm com os Lobos”, sabe?!
Hoje eu estou lendo “A Ciranda das Mulheres Sábias”. Olha que lindo o sub-título: “ser jovem enquanto velha, ser velha enquanto jovem”…
E não é exatamente o que eu quero?? Olhos de anciã, pele de bebê, rosto de anjo…e um corpinho pro pecado, né não?! hahaha
Não há possibilidade de não transcrever um trecho do livro:
“Através de suas práticas diárias, tornou-se aparente para mim que não era apenas O QUE da vida de uma velha que era imprtante, mas também recursos interiores_ o que havia dentro dela, que sabedoria e forçade coração haviam sido acumuladas…Parte semeada de propósito, aprte trazida pelo vento- mas tudo colhido com consciencia.
Em todos seus trabalhos e ofícios, as velhas falavam de como era importante questionar a vida insossa e os chamarizes da ganancia do consumo, e até necessariamente resistir a eles. Elas acreditavam que era não só nosso dever, mas também nossa função e prazer, por em perigo toda tirania (…), desafiar todas as ordens e normas que pudessem prejudicar ou arrasar nosso espírito, ou esvaziar nossa esperança. (…) Sob o efeito da generosidade e da oportunidade de ser generosa, uma impressionante combinação para um elixir de cura, elas desabrochavam.”

Eu quero muita coisa dessa vida. Mas no meio de tantos quereres, descobri uma coisa fundamental.
O que eu mais quero é sabedoria.
E sabedoria não é cultura, não, viu?!
Sabedoria é a cultura aplicada. Não adianta saber, só saber, só a teoria. Pra valer mesmo, só colocando em prática…

(Hoje “ganhei” a oportunidade de ser generosa com minhas companheiras de trabalho, fazendo hoje e sábado plantões de 24 horas, que me serão retribuidos em duas semanas.
Me sinto feliz em poder cooperar com minha equipe, sem demagogias.)

E eu que quero tanta coisa da vida, percebi, no meio da madrugada que, se for necessário congelar os projetos, se for impossível continuar engolindo a vida pelo mundo afora, mesmo assim, posso ter o mundo dentro de mim, onde quer que eu esteja. Mesmo sem sair de dentro de casa, mesmo sem ganhar milhões.
Nossas almas passeiam entre vidas para adquirir o que? Não é o novo C3 não!!
Para aprender a amar, apenas isso.
Todos os recursos de bem-estar, de luz e de amor estão dentro de nós.
Embora às vezes a gente pense que está nos braços de um bonitão.

* ESTE TÍTULO EM HOMENAGEM AO FILME “COMO PERDER UM HOMEM EM DEZ DIAS”, QUE SIGNIFICA MAIS OU MENOS : “ILUMINE-SE”

Para Alessandra


Primeiro de tudo, clique aí no “play” e deixe a música invadir seus ouvidos.
Pré vestibular. Ruiva, de cabelão. Acima do peso, como sempre. Dezoito curiosos a afoitos anos. A primeira de uma série de viagens a Visconde de Mauá
A descoberta de Carlos Santana, da música “samba pa ti” e o início de uma nova era, agora com trilha sonora.
Foi essa música que ouvi enquanto arrumava minhas coisas para ir morar em Mauá, menos de seis meses depois de ter ido lá pela primeira vez. Foi essa a primeira música que ouvi mais uns poucos meses depois, ao saber que havia passado no vestibular, em segundo lugar, mesmo sem ter me concentrado nos estudos.
Um som que tem sabor de vitória, de liberdade, de adeus à vida de escola.
Você se lembra bem dessa época, eu sei. Até foi a Mauá, vestiu saia indiana e tomou banho de cachoeira comigo.
Comecei o dia de hoje com essa música na cabeça. Não, na verdade, comecei com as emoções que ela me desperta, e me lembrei dela, de você e de como eu era.
Seu último recado lá no meu orkut me preocupou e ligou a “mãe-da-Ale” que existe dentro de mim.
Não se pode ensinar os outros a viver, nem tampouco fazer do outro a razão do viver. Não há como ditar regras, listas do que “pode” ou “não pode”. Cada um é de um jeito e se relaciona com as pessoas de forma particular.
Já quis tanto que você fosse diferente, que entendesse como eu penso, que pensasse como eu.
Que burrice, né?!
Mas eu to preocupada com você. Com esse choro diário, com essa saudade doída. Com o coitado do meu conhado. Poxa, irmã, cada coração que você deixou aqui bate junto com você. Para que ser tão carente??
Não dependa tanto assim da presença, ou do amor, ou mesmo da aprovação dos outros.
Sei que vocês dois estão aí na maior luta, e que sua rotina não deve ser nada fácil. Mas minha imaginação vê você chorando ao chegar em casa, quase diariamente.
Pensei nos meus primeiros tempos na Bahia, que nem é tão loge, que tinha sogra, sogro, filha…
Em como eu chorava e depositava todas as minhas expectativas de afeto em Felipe.
Por favor, não repita meus erros, querida!!
Já falei: muitos corações aqui batem com você. Você não está mais sozinha que jamais esteve, pois na verdade, somos sozinhos. Todos nós. E estamos todos juntos nisso. (Frase de filme, denovo. P.S. Eu Te Amo)
Sinto muitas saudades de você. E gosto de pensar em suas gargalhadas, ou no seu sorriso. Quando penso em você triste e chorona, a saudade fica menor, sabe?! (ok, excesso de sinceridade)
Te amo, e muito. E lembre-se: quando estiver triste…
“put ypur records on, tell me your favorite song
just go ahead let your hair down…”
Ainda não tirei do chuveiro aquele seu shampoo que deixa meu cabelo duro. O de guaraná. Assim, parece que você já volta, sabe?!

DOIDA, MUITO DOIDA

Como (quase) sempre acontece, começo o post sem um título, sem um assunto específico, apenas com um sentimento. Ah! E umas sensações também.
Sensação n°1:joelhos esfolados!!! Ráaaaaaa (mortalcarpado) (ou carcado?)
Sensação n°2:fome de pizza sabor “tudo em cima”. Acho que mereço, depois de jantar consomê (uma água quente temperada muito da safada…) por várias noites seguidas.
O sentimento: vontade de matar o feladaputa que fez o filme Bossa Nova
Dá vontade de amar. Esse filme é tão leve, tão gostoso, ensolarado, fresquinho, ah! Sei lá, a gente fica assistindo com aquele risinho idiota, carinha de boba por hora e meia. Aí dá um troço. Não se se o nome. logo eu, que tenho um nome e uma explicação para cada coisa, me sinto confusa em relação aos sentimentos que o filme despertou.
Saudade. Durante a gestação das minhas filhas, eu ficava fazendo carinho na barriga e sentia uma saudade danada, sabe de quem? Dos bebezinhos. E minha mãe ficava doida, explicando que não é possível sentir saudades da filha que ainda nem nasceu.
To com saudades da minha próxima paixão. É isso. Prontofaleimesmo. Hum,vejamos: eu to com vontade de gostar, de ficar toda apaixonada por alguém. To com saudades dessa sensação. Agora, repare bem: essas coisas a-con-te-cem. Do nada. Não é igual à captalização, que tem data certa pro resgate (nem sei se tem, sou financeiramente burra estúpida). Whatever.
Certamente o filme me impressionou. Capaz de eu ter uns pesadelos mais tarde, de que estou desidratada de tanto amor, e acordo suada, palpitante e precisando pedalar até Aparecida do Norte para agradecer a benção que é ser só minha, da familia e das amigas. Paixão demanda um tempo que não sei se tenho. Não é à toa que eu to pirando. Mãe, filhAs amigAs. Extingui os homens de perto de mim. Sobrou o personal e os que trabalham no hospital. Aí a garota sai pra ver o Yves Saint Laurent no CCBB, não vê, e volta com os joelhos, a pele, o sorriso, essas coisas. Mas passa longe, muito longe de amor. Ou de algo parecido com.
Assumo. Estou carente. Só agora entendi, bem na hora que eu ia escrever que vestirei luvas de box hoje quando parar de escrever, para não cometer a asneira de ligar sacanamente para Puro-Osso. Tsc,Tsc,Tsc… Coisa feia, menina. Isso não se faz.

AS GOOD AS IT GETS

Eu amo cinema. E também amo ficar empalhada na minha cama assistindo telecine, qualquer um dos cinco. Se eu gosto de um filme, toda vez que ele passa eu assisto, nem que seja uma partezinha só.
“Melhor é Impossível”, é um desses filmes. Passou no cinema no ano em que eu me casei. Me lembro de ter saído do cinema lá do Rio Sul chorando. Sim, eu choro com filmes de comédia. Sempre.
Há onze anos atrás eu chorava por me identificar com o sr. Melvin Udall, grosso, sarcástico e incapaz de amar. Ontem me identifiquei com Carol, a garçonete. E chorei…até desidratar!
Melvin aprendeu a amar e foi lindo. Ele diz pra Carol que ela faz com que ele queira ser uma pessoa melhor. Lindo.
Ele fala que é o cara mais feliz do mundo, afinal, sabe que aquela mulher é extraordinária, e que muitos não tem a sorte ou a sensibilidade de saber que estão ao lado da melhor mulher do mundo. Ooooooooooohh!!
Mas porque eu chorei?
Somos todas nós mulheres extraordinárias!!! No jeito que cuidamos dos nossos filhos, dos nossos amigos, de nós mesmas. Sim, somos mulheres extraordinárias que muitas vezes deixamos de acreditar nisso, dando ouvidos à pessoas invejosas ou medíocres que em sua pequenez não percebe o quanto podemos ser maravilhosas.
Muitas das pessoas que gostam de mim já brigaram comigo por eu me colocar em posição inferior, seja por estar dando muita moral pra algum cara medíocre, seja por não considerar minhas vitórias e meus talentos lá grande coisa.
Então imaginem a cara que eu fiz ontem ao receber um telefonema de um dono de bistrô, querendo marcar uma reunião para uma possível consultoria de cardápio??
Gente!! Eu não fiz faculdade de gastronomia, não!! Nem tenho tanta experiência assim que me faça uma “consultora”.
Mas tenho balacobaco de sobra para colocar qualquer cardápio uma beleza. E capacidade pessoal, dom e talento não se aprende em faculdade nenhuma. O desafio do ano se torna fazer jus a mim mesma.
O desafio é não me deixar diminuir por mim mesma.
Ser extraordinária e ter consciência disso dá trabalho na hora de ter medo dos desafios, na hora de dormir sozinha porque é melhor que estar com alguém que não percebe que está ao lado da melhor mulher do mundo.

DA VIDA, NINGUÉM SAI VIVO.

Sabe o que eu mais adoro no meu trabalho (no hopital)?? A carga horária.
Eu passo 12 horas lá, de plantão, e ganho, inteiramente grátis, o direito de passar 60 horas ininterruptas em qualquer lugar que não seja o inferno hospital.
Então eu vivo o luxo de poder estar em casa dias de semana. Rola praia, noitada, academia, livro, filme, internet ilimitada…ou trabalho.
Ontem foi churrasco. Tem sempre uma amiga desocupada pra fazer companhia. Ontem tinham duas.
E acendemos a churrasqueira sem ajuda de homem e sem álcool também , o que considerei o maior milagre do dia.
A discussão também foi bastante interessante. Depois do desencarne do amigo sexta passada, essa amiga começou a se perguntar: o que realmente vale a pena na vida?
Se podemos estar mortos daqui a dez ou quinze minutos, pra que perder cinco falando mal de alguém?
Um até amanhã expressa uma esperança de estarmos vivos no dia seguinte, mas a certeza, bem, essa não temos mesmo.
Para que passar dez horas, cinco dias da semana, dentro de um escritório, sem poder ver a luz do sol, se a vida se desenvolve lá fora, na praia, na rua, em tantos lugares?
Bem, minha amiga pediu demissão do escritório e vai procurar uma ocupação remunerada mais compatível com os gostos dela.
Mas precisou morrer um pra isso.
E o filme de domingo (PS: I LOVE YOU) que terminou me avisando:
“A vida é tão sinistra que ninguém sai vivo dela”
IRMÃOS!!!!!! NÃO PERCAM TEMPO!! CONSTRUAM SUAS 24HORAS DE CADA DIA COM O MÁXIMO DE MINUTOS PRAZEROSOS!! TROQUEM DE EMPREGO DE GRADUAÇÃO, DE NAMORADO, DE SEXO SE FOR O CASO, MAS SEJAM SATISFEITOS COM SUAS VIDAS!!!
(Vou interromper a minha pregação aqui pra dizer que a imaginação é arma poderosana luta pelo prazer de estar vivo. Lavar banheiro lembrando os melhores presentes de natal ganhos na infância, por exemplo. Preencher formulários sentindo novamente os arrepios do primeiro amasso no portão de casa, as pernas tremendo, a confusão mental…
Violão, cerveja, amigos. O que mais uma garota pode querer??
Quero aprender a colocar legenda no DVD que baixei no emule. E quero aprender a instalar um software que aumenta o volume do walkman do celular. Sério. Quando eu vejo escrito “tutorial”, dá vontade de tacar o teclado do pc na tela, quebrar tudo, entre outras baixarias. Enfim, se alguém puder ajudar essa garota…