TODOS JUNTOS, SOMOS FORTES!!

Logo após o casamento da Alê, o plantão. Tá bom, foi um bom plantão, sem grandes problemas. O grande e maior problema foi o tempo ter custado a passar, e, no final da tarde, a “malditaTPM” começar a me besliscar de levinho. Lua cheia no céu, e eu com minhas bolsas, descendo a Camerino até a Presidente Vargas, sozinha, mirando aquela lua no céu. De TPM. (pausa pra explicar que, com a fim da farra das vans no Rio, agora ando 15 minutos num lugar pouco confiável, para pegar um ônibus direto pra minha casa.)

E fui ouvindo o player, infeliz por estar dura numa sexta tão enluarada, infeliz por nãoter um alguém, mas feliz por saber que aquilo tudo era TPM e que passa semana que vem. Numa estranha “total privação dos sentidos”, acabei ligando pra Puro-Osso. No banho. peça para me telefonar então, ok? Ok.

Antes mesmo de tirar os sapatos ele já estava aqui. Pô, eu queria falar ao telefone. Num telefonema a gente consegue sentir se vai dar certo ou não o encontro. Dá tempo de mudar o discurso, de mudar de ideia. Vamos sair, tomaruma cerveja?

Depois de todo amor que vi pelo Skype de manhãzinha, eu já sabia que tava fazendo caca. Que não tenho nada que ficar saindo, dormindo com Puro-Osso para aplacar minhas carências. Porque acabao aindamais carente.

E foi assim: não quer saber dos meus problemas financeiros. Não quer saber dos meus projetos profissionais. Não quer perceber que estou sem tesão.

Duas da manhã, mando P.O. vestir a roupa e sair da minha casa eda minha vida, denovo. Sim, sou eu quem não respeita esse fim, que aconteceu em 2007e se prolonga até hoje, na desculpa de sexo de qualidade, de companhia para várias coisas que gostamos de fazer juntos. Juntos? Como assim? Juntos no mundo dos sonhos, eternos adolescentesque não estão nem aí pra realidade. Cansei disso. E dormi e acordei. Conciente de que este poderia ser o primeiro dia de fato delisgada dessa simbiose.

Subi no muro da minha casa para colhermos amoras, é o primeiro ano que a amoreira que plantamos produz essas frutinhas tão deliciosas. Fizemos geléia.

Amo cozinhar.

Chamei minha prole pra cozinhar toda a sorte de delícias junto comigo, elas escolhendo as músicas que gostam de ouvir (Toquinho e Vinicius, Xuxa, essas coisas)

Tive uma ideia genial: Colocar para elas as músicas infantis queeu curtia. Foi assim que as apresentei aos Saltimbancos e aos Saltimbancos Trapalhões, Lucinha Lins e etc. A arca de nóe (Vinícius de Moraes), elas já conhecem e amam.

Do fogão saíram coxinhas, bolinhas de queijo, pastel de forno, esfirra aberta, e uma torta de morango daquelas, com a gelatina vermelha por cima dos moranguinhos cortados ao meio.

Elas reconheceram a voz do Didi nas músicas, mas não fazem ideia de quem é Mussusm (meu trapalhão preferido). Combinamos de assistir hoje no Youtube.

Segundo minha mãe, elas jamais esquecerão este dia.

Conversamos, cantamos, dançamos. Rafaela lavou louça pela primeira vez (precisou subir num banquinho, tadinha)

Para este domingo, junto ao Youtube, ainda faremos um cheesecake, para comer com a geléia de amoras que preparamos ontem.

A TPM?? Fugiu de medo, coitada, enquanto as três, de avental e touca na cabeça, faziam a dancinha: ” nós gatos, já nascemos pobres”, jogando uma perna de cada vez para cada lado.

A solidão, a falta de um amor?

Eu não tenho um amor, eu tenho dois. Rafaela e Rebeca. E dormimos juntas e abraçadas, após assistir E.T., legendado. (Crianças crescem juito rápido. Elas já conseguem acompanhar um filme legendado numa boa. E como já dizia Arthur da Távola, precisamos fazer alguma coisa, antes que elas creçam)