SE CORRER, SE FICAR…

Eu sempre fui de correr muito, uma perseguidora da vida.  Uma perseguidora da felicidade, do dinheiro, da paz.  Muitos projetos, muitos planos… Não respirava, muitas vezes.

Esse ano de 2010 me trouxe uma espécie de letargia, uma vontade enorme de deixar tudo de lado e ver o que acontecia.

Preguiça. De cozinhar, de fazer as unhas, de caminhar, de pensar. a televisão, outrora inimiga, tornou-se a melhor amiga inseparável . (Mesmo escolhendo os programas, este eletrodoméstico é um perigo, nos paralisa e impede de pensar)

E ontem eu olhei direito o meu entorno: a casa suja e bagunçada. Eu, inchada e sem disposição. O cabideiro escondido sob diversas roupas. As notas no boletim das crianças denotam falta de acompanhamento materno.  É… Acho que deixei rolar muito. Percebi que a vida está sem rédeas.

Ok, me sinto em paz, serena e calma.

Mas o caminho do meio é o correto.

Não sinto saudades do tempo em que eu não respirava.

Mas sinto falta do interesse e da disposição para cuidar de mim, do meu espaço e dos meus.

Enquanto penso nisso, lembro de como eu era controladora. E era chata, uma ditadora que queria que todos obedecessem às minhas vontades. Não entendia que não precisava levar todo mundo junto na minha neurose. E bate um medo.

O limite entre eu e os outros ainda é um mistério para mim.

Praticando a vida da maneira como eu acho correta, posso afastar pessoas que amo… Não sei, não entendo isso. O que seria a “vida correta”??

Viver o momento presente. É pouco? Não, é muito, mas muito mesmo! poque é o que temos: o momento presente. E cada um, a si próprio.

Em mim tenho tudo o que necessito, para este instante.

Agora vou tratar do almoço….

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Um selo e muito amor!!!

Foi um bom final de semana.
Creio já ter falado sobre o não-resistir, aceitando o que a vida nos traz. Mesmo que pareça chato ou injusto. Antes, eu ficava logo nervosa ou chateada por tudo o que me acontecia. E fui percebendo que vivia chateada por coisas que eu não tinha o poder para modificar, sempre contrariada. E fui serenando, aceitando, adquirindo jogo de cintura.
Com Puro-Osso era assim também: queria que ele fosse o homem que eu sempre sonhei, e esquecia de curtir as qualidades que ele me apresenta, qualidades essas que jamais ousei sonhar em um homem. E lutava e brigava. Hoje, prefiro aceitar os vacilos com mais paciência.
Foi gostoso ver ele tentando se desculpar do vacilo de quinta-feira. Foi lindo brigar “não-brigando”, trocando as acusações e lágrimas pela certeza de que queremos estar juntos, resolvendo as confusões de maneira mais sábia, sem separações de minutos, horas, dias ou meses. Se antes eu lutei para esquecer, agora eu quero mais é lutar para ficar junto. e sabem do melhor? Ele também!!
E foi mais que gostoso estar com ele numa festa bacanérrima, ao lado dos meus mais preciosos amigos, dançando e bebendo e curtindo. E eu olhava para ele dançando charmoso com as amigas… Ai! que delícia!! Esse homem é meu!!
Uma festa na praia, Uma lua crescente enorme, desce alaranjada sobre o mar, cjeio dos reflexos prateados. Foi espetacular.
Beijos, abraços e juras de amor eterno.
Beijos e mais beijos.
Se não tivesse frio, teria mergulhado no mar, teria rolado na areia.
Porque tem horas que não dá para falar “eu te amo”… Eu sinto mais urgência, mais amor e mais tesão que qualquer palavra possa expressar.
Estou profundamente apaixonada.

E ganhei um selinho!! Da Dani, do Ponto Rouge!!

E vou indicar as minhas queridíssimas:

– Lu Cordeiro

– Accácia

– La Picta

– Celamar

-Bebeth

O FIM DA PREGUIÇA

 De todos os pecados capitais, a preguiça é o pior, na minha opinião. Paralisa e cansa. e essas minhas férias foram uma ode á preguiça. Dormi até o corpo doer, a cabeça esvaziar, a cama afundar. Nos últimos dias torci para acabar logo essa moleza, para ficar mais ativa. Comi tanto que não queria sair de tarde para pedalar ou caminhar, apesar das tardes lindas.

Ué, mas você não tava de regime, Mulherpolvo?? Sim, eu tava. E enquanto a neurosa das calorias se instalava em mim, eu me perguntava o porque de querer TANTO ficar magrinha, com  os 58 quilos do início da década. E pensava que era insegurança, ideia errada sobre o que é realmente, a beleza. Aproveitava para pensar que quem gosta muito de “embalagens” lindas, esquece dos seus conteúdos. E a cada pensamento desses, um misto quente, uma caixa de suco “laranja caseira” (aquele da caixinha xadrez, uma delícia!!), carne de boi, pão francês, pão de forma, pão de queijo. Voltei animada á dieta do vale tudo (não conhece? É aquela que vale tudo, até brigadeiro!).

Agora chega.

De preguiça e de comilança.

Gente, cozinhei para o programa “casa bonita” do Multishow. Foi legal, mas vamos combinar: os dois últimos dias de férias poderiam ter sido usados para outras finalidades, não é mesmo?

E o amor? Ah! O amor…

Estou vivendo momentos de lua-de-mel!! Incrível como eu e P.O. conseguimos nos renovar, deixar apara trás tantas coisas ruins e simplesmente recomeçar. E é verdade que a cada volta, trazemos conosco mais respeito, mais carinho e mais gratidão. Sim, eu me sinto grata pela paciência dele comigo. 

Engraçado como uma brincadeira boba fez essa transformação na minha vida. vou explicar:

Eu tava saindo com P.O. de vez em quando. E ele estava fazendo questão de ser meio grosso comigo para demonstrar que NÃO estava namorando. E eu, que gosto muito de ler sobre conspirações e o iminente fim do mundo em 2012, fui atrás dele, beijei, disse “eu te amo”. Expliquei que não queria morrer com essa frase entalada na garganta. Que não estava interessada em saber se é namoro ou amizade, mas que, naquele momento, minha felicidade era estar ao lado dele.

Deu certo. Estamos vivendo juntos novamente desde então. E sem economizar nas palavras bonitas, nos olhares apaixonados, nos beijinhos e cafunés.

FELICIDADE É…

Há quem goste de ócio. Eu até que gosto, não vou mentir, mas a culpa, essa tia infeliz, martela a cabeça e não dá sossego.

Tenho andado muito, mas muito ociosa ultimamente. E a culpa andou martelando. Só que desta vez eu dei um “chega pra lá” nela, curtindo meu “nadismo” e me preparando para acabar com essa moleza. É que a mulher descolada do terceiro milênio sabe muito bem queágua parada apodrece, e que o corpo é feito de 70%de água.

Ontem, ainda pelas comemorações do aniversário da Rebeca (filha caçula, 5/05) eu, PO, minha mãe, as minhas crianças e as crianças de PO (duas mocinhas de 13 anos) fomos ao shopping assistir ao filme da Alice, comprar presentes e tudo o mais. Foi ótimo, lógico. E acordei ainda nesse astral de paz, de tudo em ordem.

E fui pra hidroginástica, uma manhã linda de outono, eu na piscina limpinha, o bosquezinho em volta da piscina… naquela hora eu me percebi uma mulher feliz, mas feliz para cara**o, a beleza que entrava pelos meus olhos e encontrava abrigo no meu coração e ecoava de volta, me energizando.

Energizada que fiquei, foi mole dar aquela faxina na cozinha depois, com direito a limpar dentro do forno e tudo o mais. E enchi minha mãe e as crianças de beijos, carinhos e “eu te amo”.

A gente (pelo menos eu) fala tranta abobrinha o dia inteiro, e acaba economizando nas palavras e frases que devem e merecem ser ditas. Não economizo mais as palavras doces e carinhosas, tornei isso uma lei.

A vida me retribuiu fazendo com que PO viesse aqui na hora do almoço para me convidar pra comer num restaurante que a gente ama, aqui no bairro mesmo. Arroz com polvo… Sim, comi um semelhante meu e voltei correndinho pra labuta doméstica.

É que hoje é a festa de aniversário da Rebequinha. Uma festa de pijamas!!! desta forma, terei ainda hoje umas seis garotinhas na faixa dos 8 anos por aqui, comendo brigadeiro, cachorro quente e brincando com os jogos que a caçulinha ganhou. Também espero muita gritaria, risinhos, essas coisas. Mas estou confiante na minha sobrevivência, por mais incrível que pareça. A tolerância não vai me adandonar, pois eu falei com ela que, quando eu tinha 8 anos, eu adoraria ter  recebido várias amigas para dormir e brincar durante todo o sábado. Minha tolerância topou o desafio.

Fico por aqui. Me desejem sorte e muita paciência. As visitas estarão aqui por 24hs. Creio que só vá conseguir postar novamente lá pra segunda feira… mas eu conto no que deu.

COMO UMA CANÇÃO DO CHICO II

E foi dada a largada para a maratona de cozinha do mês de maio. Para começar, um evento político, no Instituto Vital Brazil com a presença do governador e tudo o mais. Enquanto eu prepara aqueles canapés deliciosos, ia pensando que poderia fazer um protesto político apenas tossindo ou conversando em cima dos belisquetes…Não, eu jamais faria isso, não pelo governador…talvez pelo presidente, mas nunca, jamais, “queimando o filme” do buffet que está me contratando. Bem, enfim, tão logo minhas tarefas estavam terminadas, tratei de ir ver uma exposição de cobras, aranhas, escorpiões e afins, lá dentro mesmo. Muito bacana, tudo vivo, em caixinhas de acrílico fechadas à chave. Trabalhei, e fui seguir meu destino.
Quarta feira é dia de futebol.
E ontem teve FLAMENGO X CORINTIANS pela taça libertadores.
Uma pausa para relembrar que, assim como a Rede Globo, eu tenho uma espécie de contrato de transmissão de jogos do Flamengo, com Puro-Osso. E fui para a casa dele assistir ao clássico.
Oooops!! I did it again!! Mais um reencontro delicioso, olhares cúmplices, gol do Adriano, Flamengo 1 X 0, a gente juntinho, saudades, sim, saudades, eu te adoro, não saia de perto de mim denovo, delícia, você é meu não é,sim, gata sou seu e você é minha.
Os amores em uma cama de solteiro são muito mais intensos…
E como aqueles comentaristas de futebol que ficam falando estatísticas, declaro que toda a vez que durmo naquela cama de solteiro acordo apaixonada. Mais apaixonada que em qualquer outro despertar ao lado do dito cujo… E a vida continua a se desenrolar como uma canção do Chico

Como numa canção do Chico.

Uns dias chove, noutros dias bate sol. Como uma canção do Chico, eu vou levando a minha vidinha, coisas boas acontecem, coisas nem tão boas também.
Espero pacientemente um acontecimento. Qualquer acontecimento. Um temporal, um telefonema, a cura do câncer, o fim da minha sinusite.
Um novo amor, um aumento de salário, um evento para cozinhar. Uma festa boa, uma rave.
Li num livro uma vez: “envelhecer é não esperar mais nada”. Então eu ainda não envelheci, pois espero muitas coisas.
E vou tentendo meditar, vou tentando me alimentar melhor (essa semana não consegui). Comprei um vestidinho bem curtinho, lindo, e levei pra passear no bairro. Encantei muitos com meus cachos no último final de semana, voltei para casa e dormi bastante. E os dias vão passando… Entro de férias no hopsital nesta sexta-feira, mas o descanso será só de hospital mesmo, pois haverá muita cozinha este mês de maio. Como viajar será impossível, pretendo gastar a grana extra com uma tatuagem. Não sei de que e também não sei onde.
Ontem, numa privação temporária dos sentidos, assisti “laços de ternura” pela enésima vez. Não sei o que me atrai tanto neste filme, afinal é a história comum de gente comum. E acaba em rios de lágrimas. Mas assisti ao filme com carinha embevecida, pensando em como meu pai era sábio em dizer que da vida, a gente leva o carinho das pessoas. E que no final das contas, muitas vidas felizes e extraordinárias são vividas por aí, mas sem grandes acontecimentos. E aquela mesa linda que a minha mãe arruma para a gente almoçar com as crianças em dia comum, de semana, é uma grande demonstração de amor e de carinho, e é exatamente do que vou me lembrar sempre…

I WILL SURVIVE!!!

Amigos!! Vou sobreviver!!
Creiam que tive minhas dúvidas, tamanho o mau-estar que me acometeu.
É que além da “virose” da vez, minha velha conhecida sinusite resolveu fazer uma visita.
Entre pingos de soro no nariz, caixas de lenços de papel, termômetro e muito chá de alho, fui pesquisando quais emoções eu estou somatizando… Sim, porque vocês podem até não saber, mas eu sei. As doenças são criações da nossa cabeça!!
A última sinusite que eu tive foi fruto de uma raiva danada que senti de duas pessoas ao mesmo tempo, misturadas à sensação de rejeição… Infelizmente não consegui conter as emoções antes, mas a simples percepção já é uma vitória.
E desta vez, o que houve??
Um sábado lindo, outonal. Um passeio em garupa de moto pela praia, ali, onde o Oceano Atlântico faz esquina com a Baía de Guanabara, pelo lado de Niterói. Depois dessa esquina, a gente pega uma ruazinha e entra num lugar chamado Jardim Imbuí (também conhecido como Tibau). É o melhor lugar para se fazer nada em frente a uma garrafa de cerveja e um prato de sardinha frita (ou camarão, ou que quer que seja do mar, afinal, é uma colônia de pescadores…)
Sentei-me sob um caramanchão de maracujás (sabe o que é?? Tipo uma casinha, que o teto é de planta trepadeira…) De frente para a Lagoa de Piratininga, que estava cheia de garças e outras aves. Ave Maria, coisa linda!!!
A tarde caindo tranquila e sem preocupações, crianças brincando na rua, jardinzinhos bem-cuidados e a beleza ímpar da simplicidade.
Esse lugar é um dos donos do meu coração desde que sou muito pequenininha. Desde o tempo em que se podia tomar banho lá na lagoa.
Mas o visual sábado estava espetacular também por causa daquela chuva… A lagoa não só encheu, como também transbordou!! E assim temos a lição de que nem só destruição e morte vieram com aquela chuva. As garças da lagoa estava mais que amarradonas!!!
Mas eu estava de moto, a tarde foi caindo e eu acabei pegando um vento muito gelado.
O que me consola é saber que ainda haverá muita tarde de outono pra curtir ainda este ano!!!