Comer, pensar, trabalhar…

Eu parecia mais uma bolinha de pinball. Ô semaninha braba. Do bem e do mal, tudo ao mesmo tempo, como costuma ser tudo na minha vida. Na segunda, um plantão de salto alto, depois de meses trabalhando apenas de saltinhos baixos ou tênis. Entre um doente e outro, pesquisas intermináveis de receitas (também em inglês). Terça, a folga. Descansei do salto alto usando tênis, em pé na cozinha, testando algumas das receitas que pesquisei, cuidando das crianças e da limpeza da casa, já que a faxineira resolveu cooperar faltando. E na quarta, cozinha, vassoura, crianças… Pesquisar, digitar, comprar ingredientes, preparar, comer! Ah!! Disso eu não posso me quixar, comi muito, de tudo.
enlouquecida 2

Eu precisava fazer uns salgadinhos diferentes, para aqueles eventos do Centro Cultural da Light, testei algumas receitas, mas como não achei nenhuma muito bacana, acabei fazendo do meu jeito, e ficou uma delícia!!
Bolinhas de batata baroa recheadas com gorgonzola

Batata baroa, 500g, cozida e reduzida a purê.
Água, 300ml
Farinha de trigo, 300g
Sal, pimenta do reino, que baste
2 colheres de sopa de cebola
2 dentes de alho bem picado
Ramos de alecrim e tomilho
Manteiga (2 colheres de sopa, meio cheias)
ricota 150g
queijo gorgonzola 150g
farinha de rosca para empanar
Óleo pára fritar

Modo de fazer:

Refogar a cebola e o lho na manteiga, sem dourar, acrescentando o purê de batata baroa. Juntar a água e deixar ferver. Bom momento para colocar as ervas bem picadinhas. Juntar a farinha toda de uma vez, mexendo com vontade e disposição, até que fique uma papa dura, desgrudando da panela. Deixar em um prato esfriando, enquanto você amassa a ricota e o gorgonzola com um garfo, e depois mistura tudo com as mãos mesmo. Eu fiz umas bolinhas com esse queijo, para facilitar.
Então eu passei óleo nas mãos, peguei punhados da massa de baroa e envolvi as bolinhas de gorgonzola. A minha massa não ficou muito dura, então eu rolei direto na farinha de rosa, sem passar em leite ou em ovo.
O resultado foi uma casquinha fina e crocante, depois a massa de baroa docinha, molinha como um purê, e depois o gorgonzola. Por que eu coloquei ricota? Porque o gosto do gorgonzola é muito forte, e assim, suavizou um pouco.
Com este mesmo método, preparei massas de milho, de abobora e de batatas. As de milho recheei com queijo coalho, as de abóbora, com carne seca desfiada.
E na quinta, hospital denovo. Muita chuva, engarrafamento, frio, pesquisas na internet e uma volta pra casa traumática. Levei mais de três horas para fazer um trajeto que normalmente faço em 90 minutos. Foi muito, muito cansativo, mas sobrevivi para cozinhar mais e terminar a grande tarefa que me foi confiada. Que grande tarefa foi essa? PREPARAR UM CARDÁPIO PARA UM RESTAURANTE!!! Quando escrevi no último post sobre meu primeiro grande sonho de cozinheira, era disso que eu estava falando. Mas eram três cardápios, na verdade. Dois de almoço: um mais popular e outro mais requintado, e um de café da manhã. Então, na sexta testei receitas de doces, e fiz uns cupcakes divinos (cenoura e gengibre com recheio de maracujá e cobertura de cream cheese de laranja, e chocolate com recheio de chantily de lavanda e cobertura de ganache) para a minha mãe e minhas criancinhas. caqrdápios prontos, enviados por e-mail, e reunião marcada para sábado de tarde. Muito bem!
Mas eu não seria a Mulherpolvo se me desse por satisfeita.
Tratei de transformar aquela forma decadente de lenço na cabeça em Moon-Ra, eu fui curtir um pouco de rua e cerveja, sem me importar com a chuva nem com o frio. Sim, foi uma noite deliciosa, com direito a rever amigos de adolescência e tudo o mais.
Agora, o que eu quero mesmo é ver se a semana de trabalho valeu à pena mesmo, e se o cardápio será aceito.
Se for aceito, eu não poderei ser mais a Mulherpolvo de sempre.
Serei a Mulherpolvo Biônica!!!! Comandando cozinha de restaurante, de eventos, as filhas, a casa, a vida de solteira. E o blog, claro!
Projeto para a semana pós 12 de outrobro: UMA DIETA!!!!
Não tive coragem de subir na balança, mas me sinto bem mais redondinha…

PS: Não coloquei a receita no blog de trabalho pois por enquanto, quero deixá-lo asim mesmo.

ME SEGURA, QUE EU VOU DESMAIAR!!

Quem tem blog do wordpress sabe que as estatíticas são uma delícia, a gente vê de onde vem as nossas visitas, etc.
Só que acontece que hoje de manhãeujá tinha recebido umas 250 visitas, enquanto minha média diária é de 120. Tudo bem.
Fui ver de onde vieram. Google e afins, termos pesquisados… hã, deixe-me ver…
“mulher polvo” Mulherpolvo” “funk mulher polvo”.
Peraê!!!!!!!
O que a palavra funk tem a ver com a gloriosa palavra “mulher-polvo”?????????
Corri atrás.
Dizem por aí que é dançarina da Mulher Melancia. Bizarro.
Loira e… Funkeira!
Não sei porque a moça (?) de denomina assim, mas eu sei, que ESTA Mulherpolvo daqui assim se chama por ser mãe de duas meninas (7 e 8 anos), funcionária pública do SUS, cozinheira, cake designer, boa de noitada, de copo, de garfo e de agito. Também faço musculação, crochê, não tenho empregada e mesmo assim saio toda glamourosa, como se tivesse um batalhão delas.
Meu segredo?
Ah!! vocês querem saber o meu segredo, né não?
De manhã, ao acordar: 1 banana
1 copo de iogurte natural, ou leite desnatado
1 colher de sobremesa: guaraná em pó
canela e ginseng em pó
Quinoa em flocos

É só bater no liquidificador, com ou sem gelo, com ou sem adoçante, com qualquer outra fruta, e mandar pra dentro. Melhor que red bull.

A isso tudo, muita vontade. E muita eletricidade, muita ansiedade…mas daquela boa, sabe?!
Tenho uma coisa pra contar desde quinta passada, mas outras coisas vão acontecendo e… eu vou deixando pra amanhã…quem sabe amanhã, se ninguém mais quiser roubar meu nome…bagaça

A verdadeira Mulherpolvo, num momento bagaceira, em seu próprio quintal.
Ah! Sim, porque além de tudo, essa daqui também sabe cantar, e manda mal (mas alguma coisa) no violão.

NO DIA DAS MÃES, PAGUEI O PATO.

A minha mãe é uma mulher legal pra chuchu. Eu e minhas filhas moramos na casa dela e ela nunca, jamais, me desautorizou na frente das crianças, ou criticou meu jeito de educar (na frente delas).
Quando ligo minha máquina de flashback, me vem à cabeça uma mulher calma, disciplinada, que acordava às quatro e meia da manhã pra ir de ônibus fazer natação (das seis ás sete da manhã) antes de ir pro trabalho. Fosse inverno ou verão.Que olhava meu dever de casa e me dava total atenção depois do trabalho.
Cresci repetindo quase diariamente que queria ser como ela quando eu crescesse.
E agora, aos 34 anos de idade, me aconteceu uma coisa que deixaria até Kafka de cabelos em pé: Virei a minha mãe!!! E isso muitas vezesé bom, outras tantas, ruim.
Com espanto e uma certa ironia, vou encontrando uma generosidade que nunca esteve comigo antes. Nesses primeiros dias sem empregada, cuidei com carinho das coisas de todos, mas as minhas sandálias estão lá, ao lado do tanque, esperando por um banho faz quinze dias.
Disciplina, generosidade, carinho… Nós, mães, amamos e tão somente amamos.
Existem muitas mães que não valem nada, mas mesmo para elas eu mando um beijão.
Somos todos seres em construção, estamos aqui para aprender a amar o próximo. E a maternidade é um bom começo…
Minhas filhas me deram belos presentes, e cartinhas, e beijinhos e abraços.
Eu juntei minhas últimas forças e fiz um arroz de pato para a minha.
Eu peguei um pato (morto), tirei a pele, separei as partes e coloquei sal, pimenta do reino e vinho branco. Deixei marinar por uns vinte minutos e refoguei com dois paios, na panela de pressão. Coloquei um pouco de água e cozinhei por meia hora mais ou menos.
Depois eu coei aquela água, soltei a carne do pato dos ossos deixando os pedaços meio grandes. Piquei alho, cebola, tomate, cenoura e shitake. Refoguei isso tudo com o arroz lavado, o pato e o paio. Por fim, coloquei a àgua do cozimento mais água quente o suficiente para cozinharo arroz. Depois de pronto, enchi de cebolinha picada.
Ficou uma delícia!!!
Em tempo: durante esse finde eu recebi a visita de número 5.000. Nem preciso dizer como estou prosa e que agradeço de coração a todos vocês que passam por aqui, leem minhas baboseiras e deixam comentários, que eu invariavelmente adoro. Muito obrigada.

PALMAS PARA O VERÃO!!!

itacoatiara, niterói, RJ

Já perdi a conta dos dias de sol consecutivos. Graças à Deus!!!!
E verão, é evento todo dia, toda hora.
Eu e sinhá Juju fizemos um jantar de verão, que… mais quente impossível!!

RISOTO DE FUNGHI

2x Arroz arbóreo
1 cebola média bem picada
1 copo de vinho branco
50g de funghi seco
caldo de legumes
cebolinha verde
sal
pimenta do reino
manteiga
queijo parmesão

MODO DE FAZER:

Coloque o funghi num pote com água para hidratar
Refogue a cebola com um pouco de manteiga e depois acrescente o arroz e o funghi, devidamente hidratada e meio picado.
Despeje todo o vinho branco e deixe evaporar (mexendo sempre, de agora em diante!!!!)
despeje um copo de caldo de legumes. evapore
despeje mais 3 copos de caldo e vai mexendo sem parar, senão não fica cremoso. Aí, vai ficar pronto, cremoso e cheiroso. Apague o fogo e coloque umas 3 colheres de sopa de manteiga, mais umas de queijo, cebolinha verde. Corrija o sal e a pimenta.

Receba os dois gatitos que já ligaram (sim, sim!!! os de domingo!!!)
Abra o cabernet que vc tem aí guardado e FAÇA BRIGADEIRO DE COLHER, COM CASCA DE LARANJA PICADA BEM MIUDINHA ESPALHADA EM CIMA DO POTINHO PARA SOBREMESA

Tava quente pra servir isso, mas dane-se. Eu tava com desejo deste risosto.
29 graus, às dez da noite. Delícia!!!
Eu consegui fazer tudo, sozinha, em mais ou menos 40 minutos. Sinhá Juju estava ocupada experimentando saias, shorts e tops, ribanas e vestidos. Pra ela foi muito difícil emplacar um modelito “estou-linda-de roupa-de-ficar-em-casa-que-não-deveria-ter-glamour-mas-tem”. Pra mim foi mais fácil.
Depois as areias de camboinhas, um mar mansinho, estrelas, lua cheia e muito papo, beijo na boca, essas coisas horríveis de verão que ninguém gosta mas tem que passar todo ano.
E depois, ah depois!!! Cheguei em casa super tarde e perdi a praia de hj, solzão, mar completamente flat…
Pela 1° vez esa ano a polvo deu mole, dormiu demais e lamenta muito. Só a praia.