para uns poucos privilegiados…

Estou de férias, desfrutando os privilégios que adiquiri ao nascer em lugar tão belo. Esta foto foi tirada da praia de Itaipu, reparem bem no pão de açúcar ali, de frente para a areia… Infelizmente estas fotos não “pegaram’ o pedacinho do morro Dois Irmãos e da Pedra da Gavea, mas eles estão ali, eu tava na praia e tava vendo tudo direitinho.

E pros cariocas que dizem que o melhor de Niterói é a vista para o Rio, eu digo, a vista é boa, as praias são maravilhosas e mora muita gente boa por lá. Inclusive eu. Mesmo com dois pores de sol (sábado e segunda), ainda to meio quietona, vendo muitos filmes e dormindo. Não tenho sentido muita vontade de comungar de toda essa beleza, nem de bike, nem à pé. melhaor aceitar e deixar passar, sem muito drama. Senão depois eu vou ter que descansar mais um pouco os dramas feitos.

Eu e meu amado 100%cálcio vamos bem, obrigada.

E eu fico me perguntando como posso ter brigado tanto com alguém tão doce… só rindo mesmo!!!

Até breve, amigos.

Ah!! Mais uma fotinha, hein? Que tal??!!

I WILL SURVIVE!!!

Amigos!! Vou sobreviver!!
Creiam que tive minhas dúvidas, tamanho o mau-estar que me acometeu.
É que além da “virose” da vez, minha velha conhecida sinusite resolveu fazer uma visita.
Entre pingos de soro no nariz, caixas de lenços de papel, termômetro e muito chá de alho, fui pesquisando quais emoções eu estou somatizando… Sim, porque vocês podem até não saber, mas eu sei. As doenças são criações da nossa cabeça!!
A última sinusite que eu tive foi fruto de uma raiva danada que senti de duas pessoas ao mesmo tempo, misturadas à sensação de rejeição… Infelizmente não consegui conter as emoções antes, mas a simples percepção já é uma vitória.
E desta vez, o que houve??
Um sábado lindo, outonal. Um passeio em garupa de moto pela praia, ali, onde o Oceano Atlântico faz esquina com a Baía de Guanabara, pelo lado de Niterói. Depois dessa esquina, a gente pega uma ruazinha e entra num lugar chamado Jardim Imbuí (também conhecido como Tibau). É o melhor lugar para se fazer nada em frente a uma garrafa de cerveja e um prato de sardinha frita (ou camarão, ou que quer que seja do mar, afinal, é uma colônia de pescadores…)
Sentei-me sob um caramanchão de maracujás (sabe o que é?? Tipo uma casinha, que o teto é de planta trepadeira…) De frente para a Lagoa de Piratininga, que estava cheia de garças e outras aves. Ave Maria, coisa linda!!!
A tarde caindo tranquila e sem preocupações, crianças brincando na rua, jardinzinhos bem-cuidados e a beleza ímpar da simplicidade.
Esse lugar é um dos donos do meu coração desde que sou muito pequenininha. Desde o tempo em que se podia tomar banho lá na lagoa.
Mas o visual sábado estava espetacular também por causa daquela chuva… A lagoa não só encheu, como também transbordou!! E assim temos a lição de que nem só destruição e morte vieram com aquela chuva. As garças da lagoa estava mais que amarradonas!!!
Mas eu estava de moto, a tarde foi caindo e eu acabei pegando um vento muito gelado.
O que me consola é saber que ainda haverá muita tarde de outono pra curtir ainda este ano!!!

LOUCA, EXCÊNTRICA OU APENAS RACIONAL?

Cheguei em casa sexta à noite e fui lavar minhas mágoas com lágrimas e uma boa ajuda de Maya (a chorona da novela). Estava triste e me sentindo miseravelmente só.

Acordei boa, disposta e bem cedinho. Trabalhar bastante é sempre um bom remédio pros meus males.

Praia de Itaipu. Um bar cravado na pedra. E a Mulherpolvo se oferecendo para trabalhar no final de semana, servindo as mesas que ficam na areia. O sol e os banhistas foram aparecendo. Sobe escada, desce escada.

O trabalho não é pra qualquer um, cansa, requer simpatia e muita, muita disposição.

À beira mar lanchas e traineiras. Água límpida. Ao fundo, as praias de Camboinhas, Piratininga, Copacabana, o  Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

Sorriso escancarado, subindo e descendo aquelas escadas, dando um mergulho no mar de vez em quando. A Mulherpolvo não tem medo de trabalho, mas da falta dele.  Ah! Mas o trabalho é humilde… Não tenho vergonha. Se é honesto e não prejudica ninguém, porque não?

Saí da praia à noite, voei para casa, me arrumei bonitinha e… Voltei pra praia de Itaipu, afinal estava acontecendo um encontro de motoqueiros. Atoron motoqueiros!! E mais ainda aquelas Harleys, Intruders, jaquetas de couro e tudo o mais. Shows de (alguma) qualidade, tocando minhas bandas favoritas (Creedence, Bachman Turner Overdrive, Steppenwolf, Lynyrd Skynyrd, Kiss e muitas outras)

Dancei pra chuchu e só voltei pra casa quando os shows acabaram. Sim, sou louca. Dormi um pouco (umas três horas) e voltei pra praia, pra trabalhar denovo.

Não existe palavra que denote o que é a praia de Itaipu num domingo quente e ensolarado. Muito cheia é eufemismo. Tomei o “elixir de saúde da mulherpolvo” e mandei brasa, sem tempo pra mergulhinho, mas sem parar de sorrir e de trabalhar.

Foi quando os problemas começaram.

Minha pressão baixou, pois estava sem comer. A “patroa”começou a encher a minha paciência.

Peguei minha mochila e fui embora, sem receber, sem me despedir, e pasmem! Sem mandar ela pra lugar nenhum!!!

E saí de lá pensando: loucura por loucura, melhor ter trabalhado meio domingo de graça do que continuar aturando perturbação. Precisar ganhar dinheiro extra é uma coisa. Fazer qualquer coisa por dinheiro é outra completamente diferente, né não?

Escrevo do hospital. Minhas pernas doem como jamais haviam doido antes. Devo ter emagrecido… Eu teria termindao meu dia de trabalho numa boa,  sendo bem tratada e alimentada. Não deu certo, uma pena. Uma nova semana começa, com novas aventuras e um bonzeado bonito na pele.

DESPEDIDA

Um sábado, uma festa de despedida.

Se foi boa? Sim foi muuuuuuuuuuuuuuuito boa. Porque foi uma festa de despedida não só de uma pessoa, mas a despedida de uma vida que eu sempre conheci.  Bem, no início da festa eu não sabia disso.

Eu nem escrevi aqui, mas desde aqueles dias do banquete que eu estava denovo com Puto-Osso.

Alguma saudade, a reflexão proposta por minha analista sobre essas brigas cheias de mágoa e raiva, que nos levam, quando a raiva acaba, de volta à mesma relação. desta vez, voltamos a namorar, mas cada qual em sua casa. Se não conseguimos viver juntos, nem separados, porque não o meio-termo?

Acontece que eu briguei cheia demágoa e raiva sim, mas o motivo… Bem, o motivo sempre esteve presente em cada término de namoro desde 2007. A falta de companheirismo. O egoísmo.

tenho em Puro-Osso um bom companheiropara um sexo sem igual no mundo. Tenho em Puro-Osso um Companheiro de noitada, de copo e de praia.  Um companheiro para assistir televisão.

Mas não tenho o companheiro que quero e preciso neste momento. Um companehiro para crescer.  E como chegar ao melhor sexo de que já tive notícia, se, ao olhar para ele, não  sinto mais tanto tesão? E foi mais um domingo com mais um adeus.

Troquei o namorado poruma bicicleta. Linda, de alumínio, cinza com azul e cheia de marchas.

O compromisso é pedalar por pelo mesmo quarenta minutos todas as tardes que estou em casa. É o tempo que preciso para sair da minha casa, atravessar toda a exstensãoda praia de piratininga e voltar.

praia-de-piratininga-131

Fazendo uma pequena conta: temos mais ou menos 3Km de praia, mais 2,5 km da minha casa até a praia. Então, são 10km ao todo. E o visual, a bendita luz das tardes de outono. E o veneno do corpo que sai, vira suor e evapora.  E a menina que cresce.

Me parace também, que foi uma festa de despedia das noitadas como eu as conheço.

A menina cresce, os interesses mudam.

Observação: A música é do Basement Jaxxx, chama-se “whwre’s your head at?” e o vídeo não foi gravado na minha casa, mas quando essa música tocou aqui, a festa ficou igualzinha ao vídeo.

Ah!! Meus Tempos…

Tive muitos bons anos na minha vida.
Digo bons, no sentido mais popstar da palavra.
Tudo era tão… tão… fácil.
O ano de 1988. Usava meia calça, saia rodada bem comprida, ombreiras (!). Abusava da barriga de fora, que junto à calça de cós alto e o tênis da Redley faziam meu visual trash pros dias de hoje, mas “in” no tempo do The Smiths, do Oingo Boingo, dos Ratos de Porão (!!!), dos Engenheiros do Havaí.
E foi num show destes, num ginásio de escola aqui em Niterói, que aconteceu algo que teve repercussão por anos e anos. Talvez, até hoje.
Eu era piveta. Piveta mesmo, 13 anos. Gostava de sair com as primas mais velhas que eu, porque elas andavam com os caras mais “in” de Icaraí.
Reparem bem no que era “in” naquele momento: ter bicicleta, mais de16 anos, ser surfista ou bodyboarder. Tinha que frequentar as matinês do clube regatas, da Blow Up e as festas jovens do praia clube. Praia? Só em itacoatiara. Tinha que saber beber, de jeito nenhum pagar mico de passar mal numa festa.
Mas eu tava no show dos Engenheiros do Havai. Beijei um gatinho lindinho, mas acabei me perdendo. Acabei beijando um carinha que era da galera da minha prima, o maior gatinho, que acabou se tornando meu primeiro namorado. Engraçado, é que enquanto escrevo essas linhas, me veio a lembrança tão forte… O sentido da minha vida era esperar o gatinho me ligar. A desgraça era ele sumir. A alegria, escrever lindas cartinhas para ele, ou aqueles cartões do Garfield. Ele também me escrevia. Essa minha parada rolou até miles de anos depois, a gente já na facul. Ele foi chifre de todos os meus namorados até meus 20 anos.
Cara, que paixão. As famílias ficaram amigas, sou muito amiga de uma das irmãs dele, mas eu e ele não nos falamos nem nos vemos mais.
Um outro que foi muito bacana foi o de 1991. Eu era muito engraçada, piriquita clássica, tipo uma irmã mais velha das patricinhas de hoje em dia. Precisava uma equipe de CNN para processar tantas fofocas, intrigas, quem estava com quem, essas coisas.
Como eu andava com turma, acabou que quase todo mundo ficou com quase todo mundo. Eu e uma amigona (da onça) vivemos uma disputa braba. Eu namorava um cara (esse já tinha carro). Ela me roubou o namorado. Eu roubei de volta. Depois eu resolvi beijar outras bocas. Ela também. A gente vestia bermuda clochard da Redley, tops da Redley ou Pakalolo, botinhas Nauru com meião. Todas tinham cabelo comprido e franja, e eu não era diferente. A vida social era tão intensa, que acabei repetindo o ano. O som preferido era “your love”, do Outfield. Tinha aquela música “Pump up the jam”, e tinha uma boate enorme chamada Cool Ibiza. Minha vida girava em torno do “social”, e tragédia era brigar com as amigas. Beijava na boca até não poder mais, e tinha tantos rolos ao mesmo tempo, que falava assim: “esse eu amo, aquele eu adoro, aquele outro eu to apaixonada e esse aqui comigo é meu caso” Meu apelido era KIKI e eu já era, oficialmente uma peste. Tenho gravado em VHS o meu aniversário de 17 anos. Bizarro é pouco. Eu era Piriquita MESMO.
Foi mais ou menos nessa época que eu resolvi que tinha que saber sobre alguma coisa mais que as outras pessoas, para ter assunto e mandar bem. Sabe como é, vestibular chegando…Mas isso é papo pra outro dia, conforme for.
O importante mesmo é me lembrar até do cheiro do perfume Tathy, do Boticário. Ou do Giovana baby. Argh!! Mas foram meus cheiros por anos. E como tudo era trágico, mágico, fantástico.
Sinto falta da inocência.
Não lamento nada. faria tudo denovo, se pudesse.

ENJOY THE SILENCE

Lembra daquela música do The Doors, strange days??? Esses tem sido os meus. Estranhos que só eles. Pedi a mente quieta e realmente,a inspiração, o falatório mental, tudo sumiu.
mas também houve uma coisa chata, a perda de um amigo para o mundo espiritual,causada pelo binômio “não-sei-se-estou-doente-e-não-uso-camisinha”. Morreu. Num sofrimento danado pra família e pros amigos, e antes dos trinta anos, triste mesmo.
Como eu já tinha ingresso pro show (Radiohead, Los Hermanos, Kraftwerk), eu fui, e em homenagem ao meu amigo, me mantive sóbria (!!!!!!!!!!!) por toda a noite. A únicasubstânciailícita que consumi na noite de ontem foi um cachorro-quente da barraquinha da porta da câmara municipal de Niterói.
Muito bom, mas extremamente suspeito.
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Muita dança, muita música boa e em boa companhia. O que mais uma garota pode querer?
Coca zero no momento. Hoje é sábado e ainda tem mais.

PALMAS PARA O VERÃO!!!

itacoatiara, niterói, RJ

Já perdi a conta dos dias de sol consecutivos. Graças à Deus!!!!
E verão, é evento todo dia, toda hora.
Eu e sinhá Juju fizemos um jantar de verão, que… mais quente impossível!!

RISOTO DE FUNGHI

2x Arroz arbóreo
1 cebola média bem picada
1 copo de vinho branco
50g de funghi seco
caldo de legumes
cebolinha verde
sal
pimenta do reino
manteiga
queijo parmesão

MODO DE FAZER:

Coloque o funghi num pote com água para hidratar
Refogue a cebola com um pouco de manteiga e depois acrescente o arroz e o funghi, devidamente hidratada e meio picado.
Despeje todo o vinho branco e deixe evaporar (mexendo sempre, de agora em diante!!!!)
despeje um copo de caldo de legumes. evapore
despeje mais 3 copos de caldo e vai mexendo sem parar, senão não fica cremoso. Aí, vai ficar pronto, cremoso e cheiroso. Apague o fogo e coloque umas 3 colheres de sopa de manteiga, mais umas de queijo, cebolinha verde. Corrija o sal e a pimenta.

Receba os dois gatitos que já ligaram (sim, sim!!! os de domingo!!!)
Abra o cabernet que vc tem aí guardado e FAÇA BRIGADEIRO DE COLHER, COM CASCA DE LARANJA PICADA BEM MIUDINHA ESPALHADA EM CIMA DO POTINHO PARA SOBREMESA

Tava quente pra servir isso, mas dane-se. Eu tava com desejo deste risosto.
29 graus, às dez da noite. Delícia!!!
Eu consegui fazer tudo, sozinha, em mais ou menos 40 minutos. Sinhá Juju estava ocupada experimentando saias, shorts e tops, ribanas e vestidos. Pra ela foi muito difícil emplacar um modelito “estou-linda-de roupa-de-ficar-em-casa-que-não-deveria-ter-glamour-mas-tem”. Pra mim foi mais fácil.
Depois as areias de camboinhas, um mar mansinho, estrelas, lua cheia e muito papo, beijo na boca, essas coisas horríveis de verão que ninguém gosta mas tem que passar todo ano.
E depois, ah depois!!! Cheguei em casa super tarde e perdi a praia de hj, solzão, mar completamente flat…
Pela 1° vez esa ano a polvo deu mole, dormiu demais e lamenta muito. Só a praia.