Leila, Geisy e eu justificando o dia de ontem.

E logo após o meu post “mimimi” de ontem, algumas lágrimas, um café quentinho do hospital e alguns doentes, ganhei de presento o jornal O Globo, do familiar de um doente que está internado. É comum eu ganhar presentes: balas, bonbons, lanches, perfumes, e  até calcinha(!!!)

Mas, voltemos ao jornal. Segundo caderno, colunista: Joaquim Ferreira dos Santos. O título: ” Leila@ipanema para Geisy@Uniban”. Enfim, Leila Diniz, em pessoa, conversava e consolava a Geisy, e eu de quebra.

Ser chamada de puta não é muito agradável. Não é muito positivo para uma mulher, viver como se quer, com o comprimento da saia a barriga de grávida de fora falando palavrão ou abobrinha. Porque o país é machista, etc e tal.  Gostei do texto, gostei da parte em que a Leila dizia que só queria se divertir…

Mas porque Leila Diniz conversou comigo de quebra? Ah!! Primeiro porque sou mulher e ainda uso minissaia (ok, estou tentando substituir por recatadas bermudinhas, mas ainda sofro recaídas). Depois, porque sempre vivi como eu quis, e, antes de me tornar uma mamãe, não me importava com o que falavam de mim. E volto a não me importar.

Porque da minha vida, nenhum homem daria conta. Porque vejo os resultados das minhas lutas e me orgulho deles. Porque as minhas filhas são muito felizes, bem- educadas e só tiram nota dez na escola (o que me dá o direito de dizer que sou, sim, uma ótima mãe).

Mas o principal, o que mais importa, é que sei de mim. Das limitações, dos defeitos. Penso, me observo, me aceito. EU briguei com cara que eu sei quem é. Já Puro-Osso, que não sabe de si, usou o personagem que ele pensa que é ele para brigar com a pessoa que ele pensa que eu sou. Enfim, um equivocado.

Aí eu parei de sentir pena de mim e fiquei orgulhosa. Neste ano, rompi relações com duas pessoas equivocadas sobre si. Não perdi muita coisa. Ganhei apenas.

O que falta é parar de projetar sobre Puro-osso qualidades que ele não possui. Que não sabe ser companheiro, é fato. Quem não sabe de si não tem condições de ser nada para ninguém.

Entendendo que não serve para ser companheiro uma vez que ao lado dele me sinto muito mais sozinha, buscava apenas o sexo, algo que ele ainda podia me dar, sexo casual de qualidade, com carinho e intimidade. Agora, nem isso mais. E a percepção de que, sem um rompimento definitivo, sem uma BRIGA, essa página não será virada.

Repito que todos os dias são um primeiro dia em potencial.

Viremos a página.

Me perdôo por me negar a viver mediocridades e fantasias. Prefiro a vida real, com seus altos e baixos, dores e delícias.

Acho que não apanharei mais da analista. De mim mesma, já estou recebendo mimos.

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EM CASO DE DÚVIDA…

Umas das coisas mais cruciais na educação de um filho é ensiná-lo a escutar um não.
A vida nos dá muitos “nãos”:
Não podemos ir à praia todos os dias, porque tem dias de aula, de trabalho e de chuva, para exemplificar.
Eu admito que sou mandona, que gosto de ouvir “sim” de tudo e de todos grande parte das vezes. Mas já tenho idade e maturidade o suficiente pra aceitar com bom humor os reveses.
Quando Gatchenho começou a morder meu pé dentro daquela banheira, eu fiquei amarradona. Mas gatchenho só quer ouvir “sim”, e me dá tantos “nãos”.
Não consegui, em três semanas, uma noite pra asssistir DVD na cama. Saímos e bebemos em todas as vezes que ficamos juntos. Aí, eu fico cansada, com sono e de ressaca.
Uma coisa só é boa quando é boa para todos. Estar com ele é uma delícia, mas vira um pesadelo quando meu trabalho fica em segundo plano, quando minhas filhas ficam com saudades de me ter inteirinha só para elas, quando eu estou mal dormida vendo meu quarto igual a uma praça de guerra, pois não encontro nem tempo, nem disposição para arrumar.
Não sou calma, não consigo ainda ir com calma. Fiquei amarradona no Gatchenho e deixei tudo o mais ir pro inferno. Errei.
Para que tentar administrar isso?
Será que vale a pena lutar?

O ESTREITO CAMINHO PARA A FELICIDADE

É impossível ser feliz sozinho, diz um poeta, quem pode querer ser feliz se não for por amor, diz outro poeta, lá na música ao vivo enquanto mulheres de olhar açucarado penduradas em um ombro masculino se derretem.
É impossível ser feliz sozinho, repetimos todas nós, em coro, com revista de moda e comportamento na mão, decorando dicas e mais dicas de como fisgar e manter um homem.
Mas eu me pergunto qual será a importância real de se ter alguém, de pertencer à um homem, grupo, time de futebol, escola de samba, família ou classe social??
Busco minha essência, a pessoa que mora dentro de mim. Essa pessoa que eu quero amar, agradar, conquistar e manter. Depois que eu encontrar, vale até seguir todas as dicas das revistas, adequando-as à minha personalidade.
Eu morro de medo e de preguiça de ir atrás de quem eu sou, mesmo sabendo que a vida vai ser muito mais divertida depois que eu souber mais um pouco.
É que dá um trabalho danado, ir fazer análise, ter humildade pra se perceber nem sempre tão bonzinhos como pensamos ser, ficar meditando sobre as próprias atitudes, sobre para onde estamos indo com nossas intransigências.
Andei falando de amor, liberdade, invasões à intimidades e afins ontem.
É que essas coisas estão me martelando, até que ponto eu sou um ser social, até que ponto individual? Freud explica na “Psicologia das Massas”.
Qual a satisfação que eu devo à sociedade que me rodeia? Porque não posso parecer tola e fácil enquanto converso com um cara que só quero mesmo pra um sexo casual, e depois ir dormir sozinha em minha própria cama?
Porque tudo fica mais calmo e tranquilo quando resolvo vestir minha vaca de presépio e não me permito ser fiel a mim mesma?
Aí quem explica é Jesus, não Freud.
“Estreito é o caminho que leva ao reino dos céus”.
É… eu quero ir pro reino dos céus, porisso tento ser, a cada minuto, uma mulher de personalidade. Mesmo que eu vá sem marido.

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PLANOS MAQUIAVÉLICOS

Neste final de ano, consegui recuperar (em 20 Dias!) os 5Kg de levei dois meses para perder. Fui à praia ontem e fiquei meio sem-graça com a minha forma física de mãe de duas e recepcionista que fica sentada por 12 horas em cada plantão aceitando balas e chocolates dos pacientes generosos.
Pretendo colocar uma faixa enorme atras de mim, na recepção, dizendo:
” por favor, não alimente este animal. Ela não sabe dizer não pras guloseimas que vcs gentilmente ofertam!”
Mais tarde eu vou traçar um plano infalível (pareço até o cebolinha… assim, os planos sempre falham) de caminhadas, frutas, peixes e tudo o que há de verde-comestível por aí.
Os últimos meses foram frenéticos em termos de noitadas. Eu adoro sair, beber, jogar sinuca, dançar e etc, mas o que ganhei com esta vida de pop star foi: olheiras, quilos extras, barriga, sono durante o dia, e aborrecimentos.
Muitos aborrecimentos.
Porque será que uma mulher não pode ainda viver a vida como quer, sem ser crucificada pela grande massa neurótica e recalcada?
Ontem eu tava super triste por ter sido xingada pelo meu ex , quando vi o post da divorciada em http://3xtrinta.blogspot.com/2009/01/mulheres-que-amamos-amar-leila-diniz.html
Foi o que me fez sorrir novamente.
Desde Leila Diniz, ou melhor, desde Chiquinha Gonzaga que as mulheres libertárias ao extremo sofrem com as perseguições e maledicências da grande massa de homens e mulheres neurótica e recalcada, que não tem mais o que fazer e fica falando da vida dos outros ao invés de olhar pra si. Agora, uma coisa eu garanto: vai ter resposta. Ah! se vai!!!
Ser libertária e ser vulgar são coisas completamentes distintas para mim.
Dar pra quem a gente quer, por puro tesão, não é vulgar.
Vulgar é sair por aí julgando a vida dos outros, é não ter vida para viver e assim precisar desesperadamente apontar o que (consideram) defeito alheio.
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Voltando ao assunto pop star, vou fazer um mea culpa. Vida de pop star que se preze tem luzes, festas e nights, mas começa pela academia e continua por dietas espartanas.
Queridinha, se vc já passou dos 30, conforme-se:
não dá pra beber cerveja na praia, depois comer churrasco, depois sair e beber mais um montão de cerveja, acordar de ressaca no dia seguinte e pedir uma lasanha por telefone.
As novas táticas serão as seguintes:
1- anotar tudo, tudinho que eu comer durante o dia.
2- preparar um belo cardápio, variado, colorido, sem gordura e com todos os alimentos que fazem de uma mulher uma SUPER mulher.
3-caminhadas diárias de 50 minutos, mesmo se estiver chovendo.
4-por pelos menos 10 dias, nada de pão, macarrão, arroz e cerveja.
No mais, um pouco de alongamento e meditação.
Meu problema não é ser libertária, mas sim ser libertária em volta de tantos babacas.

AS MULHERES PERDIDAS SÃO AS MAIS PROCURADAS

Todo mundo quer aquela mulher linda, gostosa, que chama a atenção de todos…mas só entre 4 paredes!!

Percebo que homens dificilmente querem a “responsabilidade” de “administrar” uma figura que transpire tesão,  talvez por achar que garotas assim vão transformá-los numa plantação de chifres, se não na realidade, pelo menos na imaginação da família e dos amigos.

Ouvi uma criatura do sexo masculino me dizer que existem mulheres “pra casar” e “pra cruzar” . Para casar, no caso, seria aquela moça quietinha e recatada, que fala baixinho, veste roupas bege, não bebe, não fuma, não fala palavrão e por aí vai.

Já a moça para cruzar, seria aquela de vestido vermelho no meio da festa, com uns três caras em volta , bebendo, rindo, conversando, fumando e  fazendo as moças de familia enrubecerem (não sei se de vergonha ou de inveja!!). 

Sou contra todo e qualquer tipo de rótulo, acho a coisa mais feia delimitar uma pessoa, achando que alguém é, ou não é alguma coisa. Todos somos preto e branco, somados à todas as nuances de cinza.  Sou pra casar e já casei, sou extremamente prendada (costuro, bordo, cozinho…só não troco resistência de chuveiro nem mato barata!). Mas já descasei, pq não sou pra casar. Uso roupas provocantes, bebo, fumo e falo palavrão. Gosto de mexer com os gatinhos no sinal fechado e de andar meio que rebolando.

Mas sou para viver. Sou para gostar.

Sou para amar.

E no amor, vale tudo. Até usar roupa bege.