ACIDENTE?

E lá ia eu, lépida e fagueira, dirigindo meu Celta, com as meninas no banco de trás, a mãe no carona e a mega- mala das crianças, rumo à rodoviária, para a prole curtir as férias com o pai, na Bahia. Num determinado momento do percurso, puxo meu celular, para esquematizar a minha primeira noite de orfã numa festinha. No momento em que o meu interlocutor atende…

BUMMMMMMM!!

Tomei uma batida por trás, eu parada no sinal vermelho. Minha cabeça foi com tudo naquele travisseirinho que tem, a da minha filha maior também bateu. Joguei o celular na bolsa e desci do carro. Chovia.

Olhei bem para a tampa do meu porta malas, toda amassada. Pensei bem no tamanho da mala que eu deveria tirar dali de dentro em poucos minutos. Refleti sobre a conveniência de chamar a polícia, afinal, ônibus para a Bahia custa caro, e tem hora para passar. A cabeça doía de verdade.

Olhei denovo para a tampa do porta malas. Sapateei de ódio. Sim, amigos! sabe quando a gente “tira as calças pela cabeça”? Então… Sapateei. Olhei para trás, para o carro e para o motorista sem vergonha que bateu em hora tão imprópria. ainda cega de raiva, bradei: “você me machucou, machucou a minha filha!!”

Um rapaz jovem e belo, meigo e tão trêmulo quanto eu. “perdão, moça, mil desculpas. Sou culpado e vou pagar, não se preocupe, tenho seguro.” Expliquei que tinha hora e que não poderia esperar a polícia. O sujeito era um gatinho lindo, e fui me acalmando conforme ele me entregava aquele cartãozinho do seguro. Dei a ele um cartão meu, peguei seus telefones e, torcendo para ele de fato pagar, fui levar a prole pra rodoviária.

Tudo isso aconteceu dia 17/12.

Ontem eu levei meu carro para a oficina de confiança do pai do sujeito.

Família simpática essa. Como a tal oficina é bastante longe da minha casa, o gatinho me conduziu até o meu lar. Cobicei.

Não tem mais que 25 anos, o sujeito. Estudante universitário, gatinho que só ele, simpático que só ele, o papo correu solto na hora e vinte de persurso até minha casa. Convidei-o para entrar, tomamos cafezinho, coisa e tal.

Combinamos praia para breve. Meu carro tá lá, pertinho da casa dele, e é o pai dele quem vai pagar o concerto. Cobiço esse menino.  Tão meigo…

Enquanto o conduzia de volta ao carro e esperava que dobrasse a esquina, me imaginei beijando aquela boquinha linda, rolando pelas areias de Caboinhas, mergulhando no mar de mãos dadas.

 Ê garota dada…

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5 Respostas

  1. às vezes é assim, para darmos valor aos pequenos pormenores

    beijinho e ÓPTIMO ano :)) *

  2. Ah,essa é boa,mas ainda bem que nada grave aconteceu,vai em frente pq a vida é curta,entao curta muito….srsr.tenha um 2010 muito feliz,
    beijussssss

  3. Que delícia !
    Estou aqui pensando na ” boquinha” do menino. Que gracinha ! kkkkkk
    Comece o ano rolando na areia ! Role por mim também e seja feliz em 2010 !
    Nós vamos ganhar muito dinheiro e teremos ótimos amores . Assim espero .

    Beijos !

  4. Vc sempre sugere o impossível, o real, o lado bom da histeria.

  5. Hahaha!!!! Amei!!!!

    Do limão, uma limonada. Sempre!!!!

    Beijão,

    Bela – A Divorciada

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