DESEMBUCHA, CRIATURA!

Ouvindo essa música, pedalei. E pedalei mais e mais, sem cantar junto. Pensava. De manhã não venta, e eu quase não me esforçava. Mas todos sabem que aos domingos toda a orla fica cheia de gente passeando.

Mas eu estava isolada do mundo.

Os fones do player atolados no ouvido, os olhos, olhando pra dentro. Olhando a beleza do céu, do cristo redentor, do mar, das ondas que quebravam perfeitas. Procurando essa beleza de fora dentro de mim. Sei que está em algum lugar, me deixe ver direito.

Uma coisa sobre mim: tenho dificuldade de falar coisas importantes e essa dificuldade aumenta na proporção da importância. A não ser num ataque de fúria ou de raiva, fico quieta, e muitas vezes aceito, caladinha, coisas que não quero.

Semana passada eu chamei Puro-osso pra apreciar umas ervas finas comigo, mais nada. Mas ele ficou aqui. E no domingo, antes do passeio de bike, ele trouxe roupas para minha casa.

Faz dois anos que eu percebi que a gente não deveria ficar junto.

Mas o cara é um fofo, um amigo precioso que faz falta. Tá, tudo bem, durante esses dois anos de idas e vindas, ele também era sexo de primeira qualidade, mas agora, eu já sei. E saber muda tudo. Agora eu sei o lugar dele no meu coração. è o grande amigo, dos mais preciosos, mas só isso. Não to na pilha de namorar ninguém, tem muita coisa boa acontecendo, mas como falar um troço desses pra um cara tão querido,  que me coloca num patamar honroso, mas por outro lado, não posso ser a garantia de felicidade de ninguém; não às custas da minha felicidade.

Já matei a Brithney e a Amy que moravam dentro de mim. Em seis meses de blog, os leitores viram a trasnformação de uma baladeira incorrigivel em mãe e dona de casa dedicada. Apesar das minhas cobranças e mania de perfeição, olho para trás e vejo que tudo fluiu, e flui, naturalmente.

Dedicada ao que realmente interessa, ao que é imperecível.

Mulher que é mulher paracaraleo mesmo não precisa de estar com um cara ao lado pra ser feliz.

Aparece um num dia propício e agente transa, aparace outro numa conjunção astral interessante e a gente sai por uns tempos. Mas homem não é, não pode e nem deve ser projeto de vida de uma mulher da minha geração.

Mas como falar?

Dei várias dicas: perguntei o que significava aquele monte de roupas. Quando ele me perguntou “você  me ama?” Ri e falei para ele deixar as perguntas embaraçosas por minha conta. Ressucitei o evento da nossa última briga, aquela velha história do egoísmo. Mas nada adiantou, a conversa não chegava aonde eu queria.

Então, hoje eu falei. Falei falando, sem rodeios, de maneira simples e objetiva. Eu queria que fosse uma conversa, eu queria ouvir e discutir pontos de vista, mas ele evitou o confronto, e só eu falei.

E sei que eu é que fui leviana,  afinal, quando eu mando ele se afastar ele sa afasta, e sou sempre eu quem procura. E preciso me conformar com a perda do amigo, pois não vai dar pra ficar ligando ou chamando pra apreciar uma fina erva por enquanto.  E quando ele tiver superado tudo isso, vai ter outra paixão. e não vai ter tempo e nem paciência para ser meu miguxo. E as próximas namoradas dele também não vão gostar… enfim.

Cada escolha, uma renúncia.

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2 Respostas

  1. Relexa e esqueci isso amiguinha!!

    Escuta mais Pink Floyd que vai te fazer melhor!

  2. Cada vez eu fico mais confusa, 8-)… mas relaxa, a indecisão faz parte de todo ser humano.

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