SOBRE LUTAS (IN)GLORIAS

Nunca acreditei muito no amor. Digo o amor real. Sempre me pareceu coisa de filme, ou de conto de fadas. O amor real que eu presenciei durante a minha infância tinha um homem e uma mulher apaixonados, mas sempre um mandando, outro odebecendo (adivinha quem mandava?). Tinha sempre um zoando, outra chorando. Sempre me pareceu injusto para a mulher, o amor.
Casei pela primeira vez, acreditando nos chifres e nas lágrimas, acreditando na luta pelo poder na relação.
Mais fácil acreditar no sexo. No tesão, porque este não mente. Mas homens não querem ser apenas parquinho de diversões. Eles cansam porque querem ser amados como por uma mãe, e querem a posse da mulher, feito homens comuns, como disse a amiga do 3xtrinta
A percepção hoje está mais aguçada, mas as neuras estão rondando, latentes. Com o último casamento aprendi a ser mãe, a dar apoio e carinho, esquecendo de mim. Não deu certo, claro. Eu queria ser mulher, apenas. Eu queria sexo frenético e diário. Eu queria (ainda quero)
aquelas loucuras de filme, muros pichados, lindas surpresas românticas.
Sou partidária da intensidade, da paixão arrebatadora que nos deixa sem comer e sem dormir. Que nos faz ir à pé até Aparecida do Norte. Que nos faz acreditar que o amor é uma coisa possível.

Anúncios

3 Respostas

  1. Oi Querida,

    Essa blogueira aqui é uma romântica inveterada, mas que ainda acredita na intensidade das relações.

    Desanimar, jamais. Até porque a busca em si já pode ser bem divertida, não?

    Beijão,

    A Divorciada do 3xtrinta

  2. Mulher Polvo (adoro esse nome)

    Eu nunca acreditei no amor, até encontrá-lo, também nao acredito em sexo só por sexo. Mas, venhamos, principe encantado nunca existiu, veja pelo lado positivo da coisa, encontramos uma abóbora, se ela evoluir e se transformar em carruagem, já é algo positivo!
    Sempre digo: beijar sapos, nao os transforma em príncipes, só faz a gente vomitar verde (que horror!)
    Mas você está certissima no que alude ao romantismo, é bom surpresas, é bom carinhos, beijos apaixonados aquelas cenas fantásticas de filme romântico, aquelas cenas alucinantes de sexo a la “instinto selvagem”, mas o homem tem de ser companheiro, tem de ser cúmplice, precisa desejar, sonhar, idealizar junto conosco.
    Infelizmente vi o casamento como você, como uma relaçao de poder “onde um manda, outro obedece”, acho que foi por isso que nunca casei, mas também só agora encontrei meu Digimón e, como ele, deliro, sonho, idealizo e faço planos, se irao se realizar é outra história, mas somos companheiros, parceiros de verdade.
    E ele assisti filmes românticos comigo.. estou feliz e acredito hoje mais que nunca no amor, no amor verdadeiro e incondicional.

    beijos

    Patifa

  3. O amor é o impossível. É o real-real. A fantasia primordial que acompanha o gozo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: