É A MÃE!!!!

Eu estava calmamente passeando pela blogosfera quando comecei a ler
http://www.corporativismofeminino.com/2009/01/pelo-fim-da-canonizao-da-maternidade.html
Comentei, discordando um pouco, afinal minha mãe é a mais fofa e elegante das mães, sempre tentando dar às filhas espaço e privacidade.
Conheço mães que são um porre. Como no post do corporativismo, que só sabem reclamar, sugar as energias e fazer chantagem emocional. E também tem mãe que compete com as filhas. Que faz o possível para dificultar a já tão difícil tarefa de ser mãe solteira que estuda e precisa trabalhar, estagiar, e, ora bolas!! Transar um pouco, que ninguém é de ferro. E também tem mãe que diminui o (a) filho(a), nesse sentido eu tenho que culpar um pouquinho a minha, porque ela sempre foi bastante crítica em relação à minha forma física, mas sempre tinha sorvete, chocolate e afins em casa.
E que tipo de mãe que eu sou?
Quando eu estava esperando a minha filha mais velha, eu ganhei de presente da comadre Manu o livro Limites sem Traumas, da Tania Zagury http://www.taniazagury.com.br/livros.asp?cdc=10.
Fiquei fã e me propus a ter o sim mais amplo possível, para na hora do não, ser não e pronto. Me propus a ser coerente e a exemplificar. Como dizer que não pode comer no quarto quando eu como no quarto?
Enfim, Rafaela nasceu, depois de um ano e nove meses Rebeca deu as caras no planeta.
E eu mando comer na cozinha, e continuo a comer no quarto.
Mas não é não, hora de dormir é hora de dormir, e, quando eu vou buscar na casa de uma amiguinha, eu não ouço “posso ficar mais um pouco?”. Isso é bom. Minhas filhas são crianças educadas, muitas vezes me pergunto se são por temperamento ou se a obra é minha.
Moramos eu, elas, minha mãe e minha irmã.
Minha mãe (chiquérrima) não me desautoriza em frente às meninas, não impõe que eu faça ou deixe de fazer nada em relação à educação. Muitas vezes pergunta “vc vai deixar isso?”, e outras vezes eu é que me tranco com ela para pedir para não fazer algo. Enfim, usamos o bom senso. Somos espíritas. Apredemos com nossa religião a respeitar as pessoas. E filhos são pessoas. São espíritos eternos como nós, muitas vezes mais evoluidos que seus pais. Filhos nos são emprestados, e a nossa tarefa maternal consiste em ajudá-los a tornar-se pessoas de bem.
Muitas vezes sou um pouco distante das minhas filhas, tenho medos. O maior deles é o de deixar de fazer algo por elas e depois, quando elas crescerem, apresentar a conta. E depois, elas crescem, vão cuidar da vida delas, e, se eu deixar de ter a minha, como é que vai ser?
Também gosto de ensiná-las a ser independentes, de prepararem sozinhas o leite de manhã, passar manteiga no próprio pão e por aí vai.
Quando eu estava estudando pra concurso, ficava em casa, mas não podia dar atenção. E eu dizia “estou estudando para termos uma vida melhor e irmos mais vezes ao Mc Donald’s” (elas tinham 3 e 5 anos na época, e assim entenderam que precisavam ficar quietas pra eu estudar).
Me culpo um pouco quando saio à noite e não volto em horário descente, quando fico mais afim de ir prum churrasco beber cerveja ao invés de assistir ” A Bela e a Fera” no teatro, quando bebo e fumo na frente delas.
Depois eu mando a culpa embora, porque, quando elas crescerem mais um pouco, poderão entender que a mãe não é uma santa mãe. A mãe também não é uma entidade acima do bem e do mal. A mãe é uma mulher, com defeitos e qualidades como qualquer ser humano, sujeita a erros e acertos. Mas que sempre está por perto, não pra proteger dos perigos da vida, porque aí não vale, mas pra amparar durante as turbuências. No mais, muito amor, muito abraço, muita brincadeira de barbie,de polly, sentar junto pra assistir Billy e Mandy, ler histórias de Monteiro Lobato, fazer penteados “radicais” ou “irados”, conforme o humor das freguesas. Estou morrendo de saudades. Elas voltam da Bahia dia 25/01, eu não gosto de ficar telefonando, porque a saudade aumenta e eu choro.
Sou muito reservada no amor, como boa capricorniana. Mas amo. Amo pra caraleo.

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Uma resposta

  1. Mulher Polvo!

    Estou passando por aqui para dizer que adoro seu blog – leio sempre – e que pelo que sei de vc (só lendo seus posts) vc deve ser sim uma ótima mãe! :-)

    Obrigada pelas visitas no nosso blog!!

    Deb – A Casada do 3×30

    ps: e mães não são santas meeeesmo! e ainda bem né?

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